Assisti ao filme "Me chamo Maria."
É sobre o impacto devastador do abuso em cena sofrido por Maria Schneider durante a filmagem do filme "O último tango em Paris" dirigido por Bernardo Bertolucci e Marlon Branco atuando com Maria Schneider. Interpretado por Ana maria Vartolomei. Embora seja um relato sobre abuso, a diretora resgata a história de Maria com a delicadeza que somente um olhar feminino teria a profundidade de nos atravessar na pele, a crueza de ver uma mulher, educada pela mãe áspera e um pai um ator famoso e ausente se transformar em uma sombra de si mesma em busca de sua luz própria. Maria se reaproximou do pai e foi abandonada pela mãe. E a gente vai acompanhar aquela mulher vulnerável e aspirante a atriz a caminho de sua jornada. E aos 19 anos consegue o papel dos seus sonhos. Marlon Branco a estrela máxima e ela uma aspirante a atriz . A cena terrível " da manteiga " do abuso não estava no roteiro, a ideia foi de Marlon Brando com a anuência de Bertolucci. E Maria sem saber de nada executa uma cena absurdamente humilhada chorando de verdade com o olhar sádico dos dois e a frieza da equipe. Ela nos conta no filme que se sentiu abusada pelos dois. E o que a gente acompanha é o retrato de uma mulher que foi silenciada e estigmatizada e sem uma rede de apoio ,desenvolve dependência química e teve a sua saúde mental totalmente abalada e lutou muito para se reerguer. O filme foi censurado na Itália e enquanto isso, Bertolucci e Marlon Brando eram indicados a premiações. Esse filme dirigido pela diretora francesa do , Jessica Palud, resgatou a voz de Maria Schneider e a sua dor de ter sobrevivido numa época em que o cinema era feito por homens e para homens. Se hoje temos o movimento #Me too no cinema e a presença de um coordenador de intimidade no set de gravação, para evitar abusos devemos a Maria Schneider. Na época, ela não sabia que poderia ter se negado a fazer a cena e que poderia ter ligado para o seu agente. Maria Schneider perdeu trabalhos, foi execrada por setores conservadores. Mas seguiu denunciando apesar de estar quebrada por dentro e não foi conivente, lutou por sua arte com dignidade e paixão, apesar de tudo. em Paris" dirigido por Bernardo Bertolucci e Marlon Branco atuando com Maria Schneider. Interpretado por Ana maria Vartolomei. Embora seja um relato sobre abuso, a diretora resgata a história de Maria com a delicadeza que somente um olhar feminino teria a profundidade de nos atravessar na pele, a crueza de ver uma mulher, educada pela mãe áspera e um pai um ator famoso e ausente se transformar em uma sombra de si mesma em busca de sua luz própria. Maria se reaproximou do pai e foi abandonada pela mãe. E a gente vai acompanhar aquela mulher vulnerável e aspirante a atriz a caminho de sua jornada. E aos 19 anos consegue o papel dos seus sonhos. Marlon Branco a estrela máxima e ela uma aspirante a atriz . A cena terrível " da manteiga " do abuso não estava no roteiro, a ideia foi de Marlon Brando com a anuência de Bertolucci. E Maria sem saber de nada executa uma cena absurdamente humilhada chorando de verdade com o olhar sádico dos dois e a frieza da equipe. Ela nos conta no filme que se sentiu abusada pelos dois. E o que a gente acompanha é o retrato de uma mulher que foi silenciada e estigmatizada e sem uma rede de apoio ,desenvolve dependência química e teve a sua saúde mental totalmente abalada e lutou muito para se reerguer. O filme foi censurado na Itália e enquanto isso, Bertolucci e Marlon Brando eram indicados a premiações. Esse filme dirigido pela diretora francesa do , Jessica Palud, resgatou a voz de Maria Schneider e a sua dor de ter sobrevivido numa época em que o cinema era feito por homens e para homens. Se hoje temos o movimento #Me too no cinema e a presença de um coordenador de intimidade no set de gravação, para evitar abusos devemos a Maria Schneider. Na época, ela não sabia que poderia ter se negado a fazer a cena e que poderia ter ligado para o seu agente. Maria Schneider perdeu trabalhos, foi execrada por setores conservadores. Mas seguiu denunciando apesar de estar quebrada por dentro e não foi conivente, lutou por sua arte com dignidade e paixão, apesar de tudo.

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