Mirabai

Participei de uma cerimônia para celebrar o feminino no dia Internacional da Mulher. Aconteceu um momento mágico, era um movimento que era para ser feito em duplas. O objetivo era honrar o feminino. Eu fechei os meus olhos para honrar uma mulher incrível diante de minha presença e em algum momento nós duas abrimos os olhos e percebemos que nós duas estávamos simultaneamente celebrando a nós mesmas. E aconteceu o improvável, o esquecimento de nós mesmas. E quando percebemos, aconteceu um abraço, foi um fortalecimento de que a gente precisa encontrar espaço dentro de nós mesmas para receber e sermos honradas. Foi a expressão da sutileza de um gesto que agrega beleza a todas as coisas que significam muito, mas que se perdem na opacidade da matéria bruta do desconhecimento do universo particular de uma mulher. Eu despertei de um lugar onírico, e dançava num intenso flutuar em camadas de minha essência. É na minha subjetividade que encontro o meu sentido de ser mulher.

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