Translate

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

ALMA SEM FRONTEIRA

Preciso ouvir os chamados que ecoam dentro de mim, são vozes sussurrando,lugares onde eu não consigo penetrar ou explicar. São respostas misteriosas que querem ser dançadas, porque meu vocabulário ortográfico esgotou. Nina Simone disse uma vez que o artista precisa refletir o seu tempo, nem gosto mais desta palavra artista, ela pode ter tantas interpretações no nosso tempo. Mas eu falo daqueles que têm uma angústia e uma coisa de não se adaptar, estas vozes internas que me referi ficam dialogando o tempo todo. São forças misteriosas que te fazem sair do papel branco e fazer um pacto com Deus, talvez ate traduzir ou expressar o pensamento de Deus. Se Deus, ou o nome que cada um dá a esta força que nos faz levantar da cama apesar de todas as dificuldades, olhar diferente para uma rua, um jardim, uma melodia e depois tomar para si um desejo de falar sobre e através do corpo, sensações e mistérios que não estão nos livros, nem nas escolas, ou na academia. Muitas vezes a tradução da nossa voz está no deserto de nós mesmos, na nossa infância, nossos ancestrais e raízes. Escrevo também sobre outra fala, outra escuta, outra faixa do tempo, onde falar não encontra entendimento na razão e sim no sentir.É buscar sutileza no inefável, naquilo que não foi dito, mas está lá gritando para ser visto. No mundo ecoam gritos de gente faminta por falar o que não tem explicação, eu eu sei que existem muitas fomes no mundo contemporâneo, e muita gente está morrendo tragado pelos desejos. Neste emaranhado de" quereres e estares sempre a fim", ainda existem aqueles que desejam traduzir sonhos e desejos em poesia de movimentos, paisagem e melodia e até a tristeza em puro encantamento da alma na sombra. Eu espero que todo artista que está exprimido entre o que quer dizer e ao mesmo tempo está atropelado pela burocracia dos órgãos patrocinadores encontre seu caminho. E para quem ainda está torturado por ser criativo como se fosse uma sentença,porque sua voz não é ouvida ou entendida que é importante continuar produzindo. Não acredito nesta história de posteridade e não gosto de caminhar com a cabeça no futuro ou no passado. Vou dançar sempre, é o que me mantém viva. Estou começando a produção de um espetáculo e fiquei encantada com músicos que vêm do Suriname para brindar Brasília com música de primeira qualidade e tudo o que eles pediram foi passagem, estadia e alimentação e abriram mão do cachê. E claro que também precisamos pagar contas igual todo mundo, mas isso não nos impede de seguir realizando nossa missão. Bailarinas que compõem o espetáculo comigo, uma bailarina dos Estados Unidos e outra grande Bailarina do Paraná, todos nós unidos pelo desejo de ser dança, e tudo o que queremos é proporcionar este encontro de almas. Fazer acontecer um instante mágico acontecer entre público e platéia, mostrando mais uma vez que a arte quando é feita por gente verdadeira transcende silêncios e mostra uma sabedoria oculta, onde o tempo pára e tudo o que importa se faz presença. Estarmos juntos numa experiência em uma única manifestação. Por uma arte sem fronteiras, universal porque tenta nos revelar nossa humanidade. Eu desejo que a humanidade encontre sua voz, sua maneira mais bela de estar no mundo.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

DANÇAR A TERRA

Ontem dancei minha terra, foi uma descarga energética tão grande que passei mal depois do exercício e precisei parar para sentir o percurso da energia voltando dos pés para a cabeça e circulando dentro do meu corpo gerando pulsação e vida.Este aterramento é fundamental para entrar em contato com a alegria e a abundância. Se sentir abundante vai muito além de ter coisas. é um estado de espírito e presença e um dar e receber contínuo. O meu aprendizado é este:nunca me isolar, é importante manter sempre a sintonia. Pisar os pés no chão, liberar a energia acumulada que nos deixa com um peso que não é natural. Dança iniciática, cujo objetivo principal é sentir "verdadeiramente" o corpo vivo e o coração pulsar. Apenas o movimento natural da vida. Muitas pesquisas foram realizadas sobre os efeitos da dança e dos movimentos livres no corpo. O paradoxo é que sabemos que faz bem, no entanto, poucos querem sair da "zona de conforto". A Idade Média já passou e ainda precisamos comprovar a importância do profundo contato interior e que para isso é preciso ter experiência com o corpo, sentir prazer, dor, loucura, êxtase, felicidade. A todo instante, seja através de um gesto sincero, ouvindo uma música ou percebendo integralmente nossa própria presença. Dançar é para todos, não para uma minoria de privilegiados. Precisamos sentir nossos pés se deslocando para encontrar o nosso chão, nossa terra, o território do coração. Precisamos tocar outras mãos, perceber nosso corpo girando e cortando o espaço, girando sem parar até perdermos a noção do tempo. É muito simples, até necessário vez ou outra parar de racionalizar tudo. Sair do "controle" – do "comando" – para então ouvir o ritmo da vida nos levando para espaços desconhecidos e novos. É urgente sentir emoção, chorar, sorrir, rir e gargalhar quando o prazer nos deixar extasiados de amor e vontade de gritar. É fácil: é Sentir a própria energia. Conectar com o mais íntimo da alma. simplesmente "Ser" abundante consigo mesmo. Olhar nosso próprio labirinto para iluminar nossa caminhada. Quando danço me sinto assim, integrada ao "todo". Percebo que sou um "Ser" simples, integral, que faz parte da "multidão". Minha impressão é que, atualmente, esse culto exagerado à "celebridade" e a necessidade exagerada de tornar pública a intimidade para o mundo através de redes sociais, é o vazio provocado pela ausência de si mesmo. O indivíduo que está integrado "aparece" naturalmente, porque age no mundo e é protagonista de sua própria vida. Escrevo no meu blog sobre minha relação com a dança e como ela pode melhorar a vida de qualquer pessoa, inclusive daqueles (daquelas) que também são dançarinos/dançarinas profissionais. Fazemos parte de uma teia – e assim vamos tecendo nossas vidas e sonhos. Poesia deveria compor o cardápio da mesa ao amanhecer. Todos os dias. Portanto saia de casa, caminhe descalço, abrace árvores, medite sendo árvore, montanha, dance ao som do ritmo do tambor, ou alguma música que te faça gingar a pélvis,o quadril para ativar o chacra raiz ou chacra sacral, principalmente agradeça, honre e faça reverência à mãe terra e só assim o céu vem nos abraçar também, quando estamos em paz com nossas raízes e com nossas asas temos a oportunidade de gerar vida dentro de nós e tudo passa a fazer sentido e nos tornamos criadores junto com a criação.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

A POLÍTICA DO CORPO

Além de dançarina e pesquisadora sou professora de Artes Cênicas e estou neste processo há muito tempo de ensinar tendo como perspectiva o corpo e a sua relação com o espaço e criação de memória e identidade. Defendo o ensino da metafísica e da conexão existencial com a vida como matéria além das disciplinas tradicionais. Complexo ver o desdém da formação do ser humano holístico em detrimento de uma educação que visa apenas a linha de produção e a mão de obra barata. Eu sei que parece um discurso velho, papo de comunista velha.Mas não sou destas e nem sou de fazer discurso. Acredito no meu trabalho e na força que ele exerce quando vejo um aluno descobrindo seus limites através do contato com o corpo. Defendo uma educação focada no pensar a si mesmo, considero fundamental. Defendo "o penso logo existo', mas sentir é fundamental para se ter uma existência com uma relação de pertencimento e protagonismo da própria história.Se o ensino continuar fragmentado como se pensar e se sentir fazendo parte? A experiência com o corpo produz a sensação e o "gerenciamento dos pensamentos e emoções". A escola pode ensinar este protagonismo, pode inclusive dar instrumentos para que a educação seja algo feito por todos e não por burocratas que querem manter as coisas como estão e no nosso caso até piores, por ganância principalmente.Não investir durante 20 anos em educação e saúde, a ausência de investimentos públicos vai amputar uma geração. Para mim é um genocídio cultural. Crianças e jovens serão privados, com exceção de algumas iniciativas isoladas,da experiência de sentir que o pensamento pode ser construído e não apenas imposto, sem o exercício da reflexão. Precisamos encontrar o o caminho sem perder a conexão com o corpo e não falo de ginástica e automação e sim técnicas corpóreas que tragam consciência e superação de limites. Interessante é a política do corpo arquivo e sua poética que estão dialogando com vários saberes e interfaces onde o corpo afeta e é afetado e a relação com a filosofia, literatura, artes visuais, a performance, meios midiáticos, estruturando novos paradigmas para se pensar o corpo e ter experiências com o corpo,na sala de aula e nas relações e conexões na cidade,no bairro, na rua e no mundo. No ensino fundamental esta discussão sequer teve a chance de chegar, pode até ser que tenha chegado em algum lugar, mas são projetos isolados sem conexão com o todo. Quando se ensina integrando corpo, mente e espírito as possibilidades ampliam as fronteiras do Ser para dar sentido e significado a quem aprende e a quem ensina.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

INTUIÇÃO

Tive o privilégio de assistir o Documentário Insaei, que me confirmou muito o que acredito. É sobre a importância da intuição e porque usar o hemisfério direito do cérebro é fundamental. Muitas vezes me dava uma inveja branca das pessoas que conseguem ser práticas e utilitárias em contradição com o meu mundo sutil, abstrato e subjetivo. Fiquei muda quando percebi que existem muitos cientistas pesquisando o papel da intuição na evolução do ser humano e como a grande quantidade de tecnologia está afastando o ser humano do aqui e agora.Me senti em casa. O documentário entrevistou cientistas, escolas no mundo que estão mudando este paradigma e entrevistou uma Xamã também e a grande artista Marina Abramovic. Segundo eles no mundo fragmentado com peças soltas fica muito difícil ver como se juntam as peças do todo.A sabedoria foi substituída pelo conhecimento e o conhecimento foi substituído pela informação e pedaços de dados e peças. Precisamos nos relacionar com o mundo em geral e manipula-lo ao mesmo tempo. A visão estreita a que não vê o todo começou a assumir o controle e acreditamos que é a única maneira de ver o mundo. A intuição permite que todo o cérebro flua, a intuição é frequentemente construída e baseada na experiência e é o lado direito do cérebro que é permitido todo esse lado criativo de seu cérebro para fluir,para que se possa pensar criativamente acerca do mundo.É necessária a experiência para se entender como ver as coisas e ser capaz de pegar uma serie de idéias relativamente dispares e juntá-las de forma coerente. É desta forma que surgem grandes idéias. Os grandes inovadores chegam a partir deste caminho para reinventar o mundo. Hoje temos muita informação e distração. A intuição é a tomada de consciência das coisas sutis que estão fora do foco de atenção. O que nos bloqueia por dentro. O barulho do mundo exterior está emudecendo o som do mundo interior.Precisamos repensar em como sentimos o mundo. A intuição precisa da experiência para criar a percepção do que é sutil e ampliar o sentimento de pertencimento e plenitude existencial. O documentário também faz uma homenagem a Wangari Maathai, Queniana que recebeu o prêmio Nobel da paz por ter plantado árvores e lutado pelo direitos da mulheres através de uma organização criada por ela a Green Belt Moviment. Achei muito rica a entrevista de um líder espiritual Africano, aqui ele responde sobre os direitos das mulheres, sua resposta é linda: Só haverá respeito para a condição feminina quando o ser humano respeitar a terra.O que estamos vivendo tem uma resposta profunda dentro de nossos ossos, e se nos afastássemos por um momento das distrações deste mundo, de todas as verdades escritas e chocantes associadas com o mundo externo, perceberíamos que há resposta sutis,sussurradas em nossos ouvidos internos, carregadas por canais intuitivos" Insaei mundo interior, significa " ver o interior" e insaei significa também " ver de dentro pra fora". " Ver de dentro para fora, ter um forte compasso interior".

DANÇA BARAKA

Defini alguns princípios e linhas de pesquisa para criação em dança, este projeto tem como finalidade preparar e dar ferramentas para qualquer pessoa que queira dançar: Criei exercícios para o aprendizado de conhecer o próprio corpo , definir e planejar as sequências coreográficas tendo os princípios contidos do teatro-dança Clássico da Índia. Muito importante estudar técnicas e pesquisar a sua dança pessoal para a criação de linguagem própria em cena e conhecer os elementos formais da dança, movimento corporal, espaço e tempo. Estudar dança e teatro como linguagens simultâneas e exercícios para acessar a organicidade do corpo. Nas aulas de dança, aprender a relacionar o teatro e expressão corporal. Representar um personagem em espetáculos teatrais usando expressão corporal e facial. Desenvolver pesquisas críticas sobre o corpo e seus movimentos e estudar a relação da dança com o teatro, artes visuais,arquitetura, a natureza e a relação com o todo. Desenvolver habilidades de comunicação e expressão Praticantes de dança que aprendem a ampliar o repertório de possibilidades corpóreas tendo como matéria-prima a relação oriente-ocidente. Estudo do movimento corporal: o movimento do corpo ou parte dele num determinado tempo e espaço. Percepção do tempo: caracteriza a velocidade do movimento corporal (ritmo e duração); contrastes (rápido, médio, lento), contratempo. Além dessas características do tempo entende-se a atenção ao tempo presente como fundamental para o estudo da dança. O corpo precisa estar aberto às mudanças decorrentes no tempo em diferentes momentos. Exploração do espaço: interno e externo, público e privado, relacionando o entendimento de corpo e ambiente/contexto. Dentro do espaço estudamos as direções (cima, baixo, lado, frente, trás e diagonais), dimensões (pequeno, médio e grande), níveis (baixo, médio e alto), extensões (perto, médio e longe). As conexões que se estabelecem com o ambiente podem ser vistas como relação de compartilhamento e troca. _ Maria Vilarinho é atriz ( FTD) Faculdade de artes Dulcina de Moraes, dançarina estudou o estilo Bharatanatyam com Patrícia Romano, Padre Joachim Andrade (India)- Joachim Andrade é formado em dança clássica no estilo Bharata Natyam pelo Gyan Ashram Institute of Performing Arts, de Mumbai, uma das mais prestigiosas escolas da Índia), Sri Rhade, Miriam Lamas Baiak,Juliana Bonaldo (PR). Estilo Kuttipud estudou com o mestre Sandeep Bodhanker e Ana Paiva e o estilo Odissi Rita Andrade( SP), Sistema Laban/Bartenieff. Elisa Abrão Prof@ Me( FMG). Como atriz trabalhou nos espetáculos ” A cidade” e escutae os risos e gemidos do nosso sono e como dançarina “ Dançando com os Deuses”, Quando os elefantes sonham com a dança” e o espetáculo de dança Baraka patrocinado pelo fac- Secretaria de Cultura do Distrito Federal que resultou num método de pesquisa e a criação de técnica pessoal.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

MEMÓRIA- IDENTIDADE E MÍDIAS DIGITAIS

Eu acredito, na pesquisa no intercâmbio de técnicas e nos processos de pesquisa, como uma fonte de possibilidades de criação de uma arte que possibilite recriar mitos e ressignificar simbolos. Um modelo transcultural abolindo fronteiras, onde tradição e inovação sejam tradutores de novos caminhos para se pensar nossa humanidade, a tradição do sagrado e de todos os ritos e mitos que nos revelam quem somos,para onde vamos e quem somos. Afirmo que a criação da memória e os processos de pesquisa que fazem uma interface da minha história, minha busca pessoal e a sistematização de uma técnica pessoal que me permita dançar a mim mesma. Dançar meu arquétipo pessoal, algo que está na fronteira do não dito, aquilo que está fora do meu alcance, o inominável. O que eu quero é criar novos conteúdos no meu corpo, gerar uma linguagem que me faça ter autonomia na minha vida e na minha arte. Quem carrega a bandeira da autenticidade é meio solitário. Fiquei sabendo de uma pesquisa onde 94% do que se produz na internet é compartilhado, 4% é feito de pessoas que tentam organizar o conteúdo e apenas 1% é criado por pessoas que realmente produzem conteúdos e fazem uma investigação aprofundada de algum tema contribuindo para o alargamento das fronteiras. Podem ser conteúdos ligados a entretenimento até assuntos profundos e pesquisa de relevância fomentando identificação, novos saberes e até grupos e organizações que podem agregar conhecimento e engajamento. Fiquei surpresa ao saber que faço parte mesmo com esta contribuição mínima dos meus textos no meu blog deste 1%, é bom saber que existem outros solitários como eu no mundo em busca de conexão. Eu falo de uma solidão da sensação de que o que penso e sinto precisa chegar no outro. Mensagens em garrafas não me interessam mais. Eu sei que integro uma rede de pesquisadores pensadores do movimento e da busca por uma arte verdadeira e sublime. Uma dança que faz pacto com a arte que tem compromisso com o pensamento e a capacidade do ser humano de elaborar um processo de criação em dança que resulte em reflexão e o aprofundamento da investigação da dançarina em pleno processo de dançar a si mesma para encontrar sua divindade, sem perder a relação com a tradição e inovação e do particular e do universal. Criadores de conteúdo no You tube os youtubers são chamados de creators. Os criadores de conteúdo ficam muito fortes quando encontram sua voz e encontram uma maneira de serem ouvidos, lidos ou vistos. A aventura de investigar alguma coisa não precisa ser solitária sempre vai existir alguém que vai se identificar com a sua maneira de ver o mundo e de se ver. Um dia quando eu estiver muito mais afinada com estas ferramentas tecnológicas e estiver com minha linguagem mais sistematizada terei o meu canal e serei uma youtuber, vou ampliar minha voz e a minha vontade de criar e pensar. Na verdade eu sinto que a experiência de dançar para uma platéia uma experiência sem comparação com nada vivido por mim, o palco é o lugar onde me sinto viva, mas não posso ignorar os meios de distribuição da minha arte, ainda estou na idade da pedra em termos de difusão dos meus projetos e sinto que ainda estou soltando fumaça da montanha para ser decodificada. MÍDIAS DIGITAIS Em geral, o termo refere-se a qualquer mídia que utiliza, como meio, um computador ou equipamento digital para criar, explorar, finalizar ou dar continuidade a um projeto que tem como suporte a internet, comunicação online ou offline, produções gráficas, videogames, conteúdos audiovisuais, etc. Se opõe também às mídias analógicas, usufruindo assim das vantagens técnicas dos meios ..digitais como uma maior agilidade na manipulação e criação de conteúdos. Além disso, o conteúdo pode ser reproduzido e reutilizado sem perda de qualidade, o que garante um fluxo de trabalho muito mais dinâmico e multimidiático, favorecendo assim a interdisciplinaridade ou a integração entre os diferentes meios, sendo essa uma característica marcante desse tipo de mídia e processo de trabalho. Atualmente, no entanto, mídias digitais não se limita apenas à oposição das mídias analógicas, mas como uma ramificação muito mais abrangente, criativa e ilimitada do uso de mídias, já que suas possibilidades não necessariamente são formatadas. Pelo contrário, a mídia digital explora os meios corretos para comunicar a mensagem da forma mais adequada e instigante.( Wikipédia)

sábado, 3 de dezembro de 2016

IMOBILIDADE NO MOVIMENTO E A CRIAÇÃO DE ENERGIA

Existe um princípio contido na arte corpórea oriental que pesquiso que é muito interessante, que é usar o máximo resultado com o menor uso de energia. Utilizar a sabedoria do corpo para se construir um equilíbrio de luxo, um equilíbrio no desequilíbrio. O ator-dançarino oriental possui um repertório orgânico para se orientar e uma linguagem corporal sistematizada e codificada. No ocidente temos que construí-la ao longo do processo de criação, mesmo tendo uma técnica. Numa técnica sistematizada posso citar como exemplo no ocidente o balé clássico, existe a forma primeiro, o corpo precisa assimilar e reproduzir aquela gestualidade, não existe improviso, ou gesto espontâneo. Técnicas sistematizadas no oriente como a dança clássica Indiana, o Kabuki, a dança de bali, do Camboja,a ópera de Pequim, O teatro Nô e Kyogen, são manifestações artísticas que exigem um treinamento corporal intenso e muita disciplina porque cada gesto é uma palavra e para dominar esta escrita do corpo o ator-dançarino precisa incorporar esta linguagem simbólica no corpo para transformar o seu corpo em elemento narrativo. Nas tradições orientais, no balé clássico e no sistema de mimo de Decroux, cada gesto do corpo é dramatizado para que se rompa com os automatismos do comportamento do cotidiano.Faz parte do treinamento do ator-dançarino oriental criar uma consciência da energia no corpo que faz com que ele seja capaz de reter a energia que continuamente ele produz e renova. A energia se manifesta por meio de uma imobilidade que está atravessada e carregada por uma tensão máxima: é uma qualidade especial de energia que não é, necessariamente, o resultado de um excesso de vitalidade ou do uso de movimentos que deslocam o corpo.Menos é mais.Um ator oriental ou ocidental pode se cansar muito mais praticamente quando não se move, isto exige reter a energia e provocar a pausa no movimento, é uma dança de oposições onde o ator-dançarino revela a sua vida, o que está escondido na resistência e na sua capacidade de aguentar firme e resistir. Interpretar a sua ausência.Nas tradições orientais, o verdadeiro mestre é aquele que está vivo na imobilidade. Nas artes marciais principalmente, a imobilidade é sinal de que a pessoa está pronta para a ação.No taoismo existe o seguinte conceito: " A tranquilidade que tranquiliza não é uma tranquilidade verdadeira: o ritmo universal só se manifesta quando há tranquilidade em movimento."

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

PLATÉIA SOLIDÁRIA

O encenador, ator, poeta e teórico Francês Antonin Artaud(1896-1948) disse: “O processo de criação aproxima-se sempre da angústia, que é um sentimento ligado ao desconhecido. Tem-se medo de algo; angustia-se de uma sensação apenas. É a cultura das sensações (do imaginário, do sensível), não da cultura erudita. Mas um teatro que vai do sensorial ao intuitivo. Não é um teatro físico, apenas.” O teatro da crueldade é o nome da proposta de Artaud. Por um teatro onde a platéia e o público participem do espetáculo de maneira simbiótica numa única manifestação. Ele já fazia em plena década de 20 uma crítica à cultura do espetáculo e a própria forma que a cultura ocidental entendia o teatro que para ele vai além do entretenimento, um teatro que não se limita num palco, que pode se transformar, um teatro pré-verbal, metafísico, ritualístico. Nunca pensei que a experiência que vou descrever através do VII festival de dança solidária de Brasília fosse tão pertinente ao teatro da crueldade, salvo que Artaud é muito mais complexo do que esta minha analogia, mas vejam que é apenas um recorte da nossa realidade que vai ser associada aos escritos dele. Portanto peço permissão. O festival de dança solidária realizado em Brasília tem como foco a expressão através da dança na terceira idade e pessoas com deficiência. O festival tem esta característica unir gerações, saberes e diferenças. Promover encontros com arte e beleza. Durante o festival observei o carinho da platéia e a ausência de crítica tão comum a qualquer plateia. Presenciei um diálogo amoroso onde não havia separação, todos dançavam juntos. Num certo momento, um grupo entra em cena e acontece um problema técnico e a música silencia e o grupo olhando para a platéia, aquela pausa. Eu vi naquele momento que todos queriam que o espetáculo continuasse e que não havia nada de errado naquela cena. Eu senti que a imperfeição fazia parte e era totalmente aceita e necessária.Não no sentido piegas, mas no sentido da vontade de ver em cena que todos nós somos incompletos e imperfeitos e que errar faz parte do caminho do aprendizado e só chega a um objetivo quem vai em frente apesar das limitações. Na hora fiquei gelada e imaginei muita coisa, mas aconteceu a imagem mais linda, a platéia ficou em silêncio respeitoso, alguns incentivando e deixando o grupo decidir se dançaria ou não. Quando elas decidiram dançar, foram ovacionadas porque a decisão de ficar e enfrentar o medo do fracasso ou de críticas é inerente à condição humana. Com grande satisfação aconteceu o improvável. Uma platéia que assistiu o espetáculo com os olhos do coração e com a alma aberta para ver beleza, sutileza e humanidade. Cada dança tinha sua peculiaridade e harmonia. E no final desta linda celebração, todos da platéia e dançarinos dançaram ao som de chiquinha Gonzaga" Ô abre alas". O ser humano é capaz de coisas incríveis quando se sente aceito e percebe que pode. Percebi que este festival de dança solidária também está reinventando outro tipo de público, que não é aquele que vai para ver virtuosismo técnica apurada e um show de iluminação e todos os elementos que compõem uma linguagem em dança e sim um público que não fica passivo, mas que se doa também, que até quer ver tudo isto afinal falamos de arte, mas busca também humanidade .

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

PRESENÇA

Quando danço respiro minha presença. Na minha opinião o mundo está precisando de presença de qualidade. O mestre Jesus há milênios já pedia para olharmos os lírios do campo,ele falava da importância da pausa para penetrar no mundo interno e contemplar o belo. Passando por uma rua numa tarde de sol observei a luz sobre a grama verde e o efeito visual que causava. Imagino se Claude Monet (1840-1926), o grande pintor impressionista se ele seria capaz de observar a luz com tanta propriedade para pintar o seu efeito em sua obra se fosse contemporâneo no século XXI. Ele pintava ao ar livre e em diferentes horários do dia e em várias épocas do ano e apesar de viver com dificuldades financeiras,seguia pintando a natureza e suas nuances. Deixou o registro por exemplo da catedral de Ruen, uma série de pinturas(1892-1894)onde pintava a construção em diversos momentos do dia, com variações de luminosidade. Será que a Virgem Maria ouviria o anjo que Deus enviou para anunciar a ela que foi a escolhida para gerar Jesus? Ou a família do príncipe Sidarta Gautama conseguiria manter Buda num palácio afastado da miséria e sofrimento do mundo? E será que Buda saberia o momento de sentar embaixo de uma árvore e se iluminar diante do barulho do mundo? Eu sei que ainda existem lugares para fazer pausa, mas eu falo do cotidiano, da vida sem freios da corrupção, vaidade, Donald trump, Michel Temer, barcos afundando com gente fugindo de guerras e destruição, e por aí segue nosso mundo. Penso muito sobre isso porque estamos transformando nossa civilização, que está muito conectada com o que é de fora respondendo a muitos chamados e o nosso mundo interno fica carente de pausa, silêncio, mistério e da qualidade de pensamento e transcendência. Atualmente ando fugindo do barulho, criando meu espaço para silenciar minha alma,fazer minha pausa necessária para estar no mundo com presença. A cada dia danço presença, sou presença em cena. Na vida enfrento como todo mundo minha dispersão e a dificuldade de estar aqui e agora. Marina Abramovic a artista Sérvia fez uma performance intitulada " A artista está presente", sentada numa cadeira, ela convidava o público individualmente para sentar diante dela para ficar na sua presença e olhar nos seus olhos. Naquele instante assistimos a presença de dois seres e a humanidade de cada um ser expressada, choros, emoção, beleza e encantamento de ser humano. A nossa riqueza se manifesta quando temos o privilégio de encontrar uma qualidade de presença no cotidiano, estar com o outro sem telefone, computador e a mente submersa em devaneios. Acho fundamental fugir da realidade também, ser onírica, entrar no meu mundo interno ser poesia, sentir que tenho um mundo paralelo para viajar e criar minha arte de viver e até navegar no mundo virtual, mas me recuso a fotografar tudo o que faço só para mostrar ao mundo que existo. Sou logo existo. Estar no mundo intermediado por imagens, opiniões, notícias, consumo, redes sociais, selfies e sorrisos eletrônicos encapados por eletricidade e baterias é a nossa realidade, no entanto precisamos olhar para dentro e esculpir nossa beleza e viver a experiência do aqui e agora, estar presente diante do mundo. Escutar, olhar, sentir viver a aventura de ser aqui e agora.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

VII FESTIVAL DE DANÇA SOLIDÁRIA DE BRASÍLIA

Produzo este festival com muito amor, junto com minha amiga Maria Helena e muitos parceiros na dança e na caminhada de fazer arte e encontrar na dança um caminho de superação de limites. O Festival de Dança Solidária de Brasília, que nasceu em 2009, surge da necessidade de dirimir as fronteiras de grupos de dança da melhor idade e pessoas com deficiência e tem como foco incluir a dança na vida das pessoas, independente da limitação, tais como: idade, física, mental. É um festival aberto a todos os grupos, não tem curadoria. A proposta do Festival é enfatizar que todo ser humano, independentemente de sua inserção, pode encontrar beleza no movimento, dançá-lo, e aprender a superar suas limitações visíveis ou invisíveis. Acreditamos ser importante que a sociedade veja do que o ser humano é capaz, quando lhe é oferecida a oportunidade de crescer e ser feliz.Além da inserção destes grupos na vida cultural da cidade, o ingresso para o festival é uma lata de leite em pó, que será doado ao Mutirão Chico Xavier, entidade que assiste famílias carentes do entorno de Brasília. Leite em pó é o item menos doado em cestas básicas.

terça-feira, 15 de novembro de 2016

O QUE PODE UM CORPO?

Estava numa biblioteca e uma mulher bonita, de aproximadamente uns 40 anos veio conversar comigo.Me contou com toda a naturalidade do mundo que sofreu violência doméstica antes de nascer, porque o pai batia na mãe dela e chegou ao ponto de chutar sua pobre mãe na barriga grávida. Ela me narrou com uma naturalidade espantosa suas agruras e como lutou para nascer. Seu relato continua muito profundo. Fiquei parada sem saber o que dizer e continuei ouvindo a beleza daquela mulher que prometera antes de sua mãe morrer que iria estudar e se formar. E de fato ela estudou, e passou no vestibular. No entanto aconteceu uma fatalidade: no dia que ia começar o curso de administração sofreu um acidente e ficou imobilizada numa cadeira de rodas. Quando se recuperou era tarde demais,o corpo não obedeceu ao seu sonho. Quando a vida é ultrajada é complicado acertar na vida. Como não havia trancado a faculdade a vaga expirou. Seu sonho acabara ali. Seguiu com sua vida e casou com um homem e teve uma filha. Este homem a trocou por outra e ainda ficou com a casa comprada por ela. Esta mulher segue para Brasília e vai morar na casa de um irmão. Este era para ser um relato de uma mulher que sofreu, lutou e venceu mas não é. Ela iniciou uma jornada de oração e tanto que pediu para Deus, que o marido deixou a amante para retomar o casamento com ela. Fiquei muito arrasada de ver que o ciclo de violência não se rompera e que se libertar de lares destrutivos é muito difícil e as feridas na alma e na memória da pele não desaparecem sem amparo e ações de apoio. Ela não retomou os estudos, não soltou seu grito de revolta e tristeza sobre este pai, que com certeza reproduziu também o que recebeu. E esta cadeia parece não ter fim. Na minha opinião o que falta aos movimentos sociais e ao feminismo é a experiência com o corpo. Não digo que não existem, mas precisa muito mesmo de corpo. O corpo que foi maltratado. Vejo que nós mulheres já temos teorias demais, apesar de que nunca será demais pensar sobre como estaremos livres, e pensarmos bastante sobre nossa condição. Eu falo de uma política séria sobre o corpo, e a desmaterialização do abandono, descaso e desrespeito muito comuns, que ficam marcados na alma. O abuso emocional é uma ferida que precisa ser tratada, a dor profunda provocada por companheiros nefastos precisa ser silenciada com abraços, qualificação e ternura. Muitas vezes um olhar profundo e uma presença amorosa podem fazer uma pessoa que sofreu abuso emocional a vida inteira se olhar diferente e se pensar com ternura. A mulher precisa de sua autoestima de volta, para dar a volta por cima e se encontrar novamente consigo mesma. Voltando a falar da mulher do início do meu relato, ela comemorando e eu com um sorriso de Monalisa, triste por dentro. Esta pessoa ainda me disse que tinha um recado de Deus para mim: que o que eu estava planejando ia dar certo. Tomara meu Deus, porque o que eu mais quero nessa vida é nunca mais conviver com uma sociedade que tolera a morte de mulheres, e não falo da morte física, hoje tão banalizada por jornais" que se espremer sai sangue", fala das mulheres que estão mortas por dentro. Porque seguir vivendo morta é outra prisão. Eu espero que o corpo seja um dia lembrado, não adianta cuidar da cabeça sem incluir o corpo. Uma mulher deveria após passar por traumas, passar por um corredor de abraços, passar por um círculo de olhares amorosos, passar por mãos cheias de doçuras ao som de Halleluia de Leonard Cohen. O corpo precisa de novas memórias, outro chão para pisar, outra respiração. Para gerar outro nascimento. Nós temos o universo dentro de nós.

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

" A FONTE ORIGINAL"

Hoje pensei o dia todo sobre meu aprendizado, as lições que levei para a vida, através da dança. A primeira coisa que aprendi é estar inteira, presente, toda em cada gesto. Confesso que esta lição ainda não aprendi totalmente no cotidiano cheio de momentos e situações que não fazem sentido para mim. Integrar corpo, mente e espírito. Quanto penso muito, fico sem foco e quando sinto demais a realidade me escapa e se fico muito na devoção a vida me chama para a ação. Estar pronta. Treinar bastante porque a qualquer momento vou entrar em cena e preciso de precisão e estar em estado de prontidão. Como na vida que muda o tempo todo e precisamos responder ao seu chamado. Finalizar uma ação para começar outra, esta é fundamental. Aprender a fechar ciclos. Olhar nos olhos. Aprendi a olhar de verdade, perceber nuances, detalhes e sutilezas. Pensar através de ações. Amar é atitude. Estar presente, cultivar um estado de vibração e uma atmosfera. Conhecer minha energia e a mim mesma, olhar para dentro e para fora. Pesquisar, estudar, criar um mundo onde eu possa encontrar minha expressão, verdade e autenticidade. Ser simples na complexidade e encontrar minha tranquilidade no caos. criar é mover forças desconhecidas. Me pertencer, parir a mim mesma. Pensar no espaço, encontrar meu lugar no mundo, aquele sentimento de pertencimento, embora muitas vezes eu me sinta um Alien. A força do tempo e do atemporal, a transcendência. Sentir meu corpo e minhas emoções e vivenciar Deus dentro de mim. Muitas vezes na vida o sentimento de que algo maior me move faz toda a diferença, mesmo quando me sinto só com minhas questões e perguntas. Nutrir a força dos meus pés, sentir minhas raízes. A vida precisa de terra de enraizamento para sentir o aqui e agora. O corpo tem memória, é um arquivo, nele registramos nossa memória impressa na pele.nos ossos , na carne, portanto cuidar do corpo e das minhas emoções me faz melhorar minha existência e se tenho memórias ruins, posso ressignificá-las. Nada é definitivo, tudo pode ser revisto e tocado com amor. Tocar outro ser humano, respeitar seu limite e conhecer meus limites. Onde começa meu espaço e como interagir sem ultrapassar a linha do outro sem deixar que invadam meu espaço. Honrar a vida dentro de mim. O movimento cria entusiasmo dentro de mim, tudo pulsa, vira energia e eleva meu ser. A força da beleza, tocar o que me parece feio e olhar diferente, sentir beleza, emanar beleza. E por último a força da identidade na diversidade. Dançar a mim mesma. Ser eu mesma na vida.

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

INVERSÃO DESEJADA

Acordei na madrugada ouvindo as batidas do meu coração. Batia forte. Numa madrugada silenciosa num mundo barulhento, eu era o meu silêncio e o único som que ouvi tinha som de vida. Estas experiências incríveis que só quem entrou numa jornada de conhecimento de si mesmo entende, porque são detalhes tão sutis que muitas vezes, não cabe contar em lugar nenhum. Até imagino o diálogo-:Gente eu acordei na madrugada com o meu coração batendo- Incógnita total, e daí? O mundo está pegando fogo e esta aí viajando. Mas eu acredito nas minhas pequenas conquistas, nos lugares que encontro no meu corpo e nas pequenas celebrações. Fico feliz quando termino o dia sem ter tido um único pensamento negativo. Fico feliz quando ligo o som na sala de minha casa e danço para mim. A cada dia sustento esta total falta de sentido na vida, celebrando ter atravessado algumas quedas sem cair no abismo total. Nesse dia que senti a pulsação do meu coração andei nas ruas e olhei as pessoas, seus corpos e vazios. Parei para ver um homem careca, tatuado da cabeça aos pés, com orelhas alargadas fazendo rodas imensas nos lóbulos de suas orelhas, tocando violão, tocando Raul! E do lado um homem chega carregando um gramofone e ao lado dele uma escultura viva de um homem espacial. Fiquei percebendo esta força que nos faz buscar a vida das maneira mais inusitadas possíveis. Acabei tomando um sorvete, andei flanando bastante até voltar à minha existência utilitária de planejar projetos e criar condições de colocar arte no meu cotidiano.Fazer o que preciso para continuar fazendo minha dança,pensando minha existência. Afinal, precisamos fazer o que nos faz melhorar nossa versão de nós mesmos e muitas vezes existir é insistir. Li em algum lugar que a vida é feita de mil nadas.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O CORPO É O LUGAR QUE HABITO

Esse corpo que habito, minha casa, minha morada. Encontrar a arquitetura do meu ser está relacionado a ter consciência do espaço que habito dentro e fora de mim. Muitas vezes caminhamos na vida sem descobrir nosso lugar no mundo. Não parece matéria fácil, porque não aprendemos na escola lições sobre identidade e pertencimento, porque estas questões passam por experiências vivenciadas no corpo. E o corpo a cada dia que passa perde espaço na escola.O máximo que se tem oferecido é a educação física, esporte, balé e outras modalidades ou estéticas da dança, lutas. Entendo e respeito todas. Mas o assunto aqui é aquela vivência mais profunda que te afeta e te faz buscar o sentido da vida. Como posso por exemplo saber que posso caminhar entre duas pessoas cuidando do espaço ocupado por mim e pelo outro? Por que não criamos uma escola de afetos? Como minha ação no mundo afeta o outro e me afeta? Através de conceitos e teorias pragmáticas é muito complicado, não penetra na nossa alma,só povoam nossos pensamentos. No meu conceito é através da experiência corpo/espaço/tempo. Existe um espaço onde as palavras precisam calar, para o corpo falar. A experiência de estar no mundo fica completa quando temos a capacidade de ouvir nosso corpo, para ocupar nosso lugar no mundo, através da nossa identidade. Existem muitos fluxos migratórios no mundo e no nosso pequeno espaço que habitamos, tempos que ser chacoalhados pela vida para mudar de espaço. A mudança pode ser suave quando caminhamos sabendo onde estamos e para onde queremos ir. A dança por exemplo minha experiência é na dança, só posso falar a partir desta experiência real, me trouxe a certeza de que quando estou dialogando com meus espaços internos tenho inteireza para mudar de direção quando a vida pede, sem me fragmentar ou me perder. Até na dor ou no caos, quando sentimos os pés no chão e a nossa respiração no nosso ritmo sentimos a mudança com leveza, porque já cuidamos da nossa casa interna, somos nós. Não existe vida sem atrito e fricção. Mas existem muitas maneiras de acalmar nosso mar intenso interno e externo. E ter consciência destas experiência, destas dificuldades através do corpo pode nos revelar um universo novo de possibilidades de habitar a si mesmo, encontrar a morada dentro de nós. Para encontrar nosso lugar no mundo com leveza reverenciando o espaço que estamos e escolhemos para viver aqui e agora. A gente só constróe um caminho quando está pronto para segui-lo.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

ESCUTAR O CORPO

Dançamos nossas dores. Eu que lutei durante anos comigo para não perder a razão a perdi. Entrei no vazio e dançar no vazio é se perder sem rede de proteção, é esquecer as raizes presas na planta do pé e voar sem asas. Primeiro entrei num exercício que necessitava mudanças rápidas de pensamento, mudanças de direção e de pensamento com foco, algo impossível para mim no modo rápido sem pausa, e o meu gatilho foi disparado.E em pleno desespero para conseguir pensar dentro da caixa enlouqueci . E quando entro nesse espaço tão represado por mim vivencio minha total falta de conexão com esse planeta, me sinto separada do todo. O destino é tão inefável que enlouquecida encontrei minha parceira na dança, era para dançar em duplas, que estava maluca também. Lembro da orientação do exercício vamos dançar a confiança. Mas como confiar em duas insanas de dor? Ela fechou os olhos para ser guiada por outra insana e no descuido cuidei.Ela percorreu uma sala cheia de pessoas com olhos fechados sendo guiados por outras pessoas que tinham como função cuidar umas das outras. E nós duas batendo em tudo e em todos sem freio nem medida, eu nem sabia mais quem guiava e nem quem estava guiando e até esqueci que estava com o dedo ferido e bati na parede várias vezes. Éramos duas loucas, cegas. E na falta de medida, nossa dor transbordou e adentrou a sala. Minha amiga virou um furacão, eu uma brisa contida. E diante da minha presença o choro dela começou incomensurável e a sala parou! E justamente eu. que estava gritando silenciosamente aos quatro ventos que segundo Willian Shakespeare ( (1564- 1616) o mundo não pára para nos consertar, encontrei na Biodança, um lugar onde o mundo faz uma pausa para o outro se consertar. Naquele instante eu nem precisava que o mundo parasse para mim, precisava de outro tipo de conversa comigo e não pedi nada, entrei no meu silêncio, no vácuo. No deserto escuro da minha alma eu chorei e aos poucos fui encontrando uma reserva de força que me fez brotar do nada, da minha presença e nesse profundo entendimento do meu mundo particular, ouvi a transformação do choro de minha amiga em riso. Continuei parada, sem conseguir sair de dentro de mim. Mas a alquimia foi acontecendo, as sombras foram iluminadas. Quando estávamos em roda, saiu de mim uma voz pedindo calor humano, e o grupo parou de novo para me embalar de calor, de essências, fui envolvida por braços e olhares ternos e risos e nossas presenças foram transformadas. Só fomos humanos mais nada. Isso é tudo que contém o que há de mais sagrado e difícil de se ter nesse mundo insano. que está perdendo sua transcendência Esta experiência foi muito forte e me revelou o que pode um corpo e como somos maiores e melhores quando permitimos que ele seja nosso caminho de ensinamento. E para comprovar a verdade desse relato, esta semana andando nas ruas de Brasília, olhei para o céu e um beija flor ficou parado no ar batendo suas asinhas só para mim. Naquele momento percebi o mundo parando para mim. Existe uma escuta do mundo para você, basta estar sintonizado. Finalizo com uma frase do criador da biodança Rolando Toro( 1924-2010): "A força que nos conduz é a mesma que acende o sol que anima os mares e faz florescer as cerejeiras. A força que nos move é a mesma que estremece as sementes com sua mensagem imemorial de vida. A dança gera o destino sob as mesmas leis que vinculam a flor à brisa. Sob o girassol de harmonia todos somos um". ROLANDO TORO "Desenvolvedor do Sistema Biodanza, que se pratica em toda Europa, América e em diversos pontos dos demais continentes. Nasceu em Concepción, Chile, em 19 de abril de 1924. Faleceu aos 86 anos no chile, em 16 de fevereiro de 2010. Professor Catedrático em Psicología da Arte e da Expressão, no Instituto de Estética da Pontificia Universidad Católica de Chile. Como docente do Centro de Antropología Médica, na Escola de Medicina da Universidad de Chile, realizou pesquisas sobre a expressão do inconsciente, e sobre os estados de expansão da consciência. Foi nomeado Professor Emérito da Universidad Abierta Interamericana de Buenos Aires, Argentina. Criador da Fundación Biocéntrica Internacional (I.B.F), entidade que coordena a atividade mundial da Biodanza. Além disso, era poeta e pintor. Publicou vários livros de poesía e de psicoterapia. Residiu no Chile, Argentina, Brasil e Itália. Seu trabalho continua difundido pela Europa e América. Entre suas contribuições mais recentes encontramos os conceitos de "Inconsciente Vital", o "Princípio Biocêntrico" e "Inconsciente Numinoso". Fonte escola de Biodanza de São Paulo Rolando Toro

terça-feira, 27 de setembro de 2016

DANÇAR COM A SOMBRA

E o silêncio se fez presença e virou prece. Precisamos de experiência com o corpo para sentir a vida pulsando em nós. Poesias corpóreas podem acontecer quando se cria uma atmosfera. Hoje com muitos artefatos e simulacros está ficando muito complexo encontrar espaços para ser inteiro. Uma experiência consigo mesmo só é profunda se acontecer com presença.Buscamos esta experiência com a música, cinema, espetáculos de teatro,ou qualquer movimento que capture nossa alma por alguns instantes.Temos que aprender a dançar com a nossa sombra. Na verdade estou sentindo que mergulhei em abismos, desertos e no meu caos e agora estou me permitindo dançar com minha luz. Cuidei dos meus desertos. E a luz se fez. Muito revelador o que vou contar. Numa semana que perdi uma mala contendo meus melhores figurinos e adereços de dança, fui numa aula de Biodança sobre máscara. Nesta aula minha outra face se manifestou, se revelou, dancei minha beleza,minha doçura, minha alma, minha natureza contida se revelou sem medo. Por razões que o destino vai me ensinando, saí de casa sem maquiagem, com o rosto lavado, sem máscara, saí vestida de mim mesma. Cheguei a fazer uma apresentação sem figurino, não é que precise de qualquer artifício para dançar, tudo uma questão de oferecer beleza em grau máximo. Mas a grande beleza mesmo é se entregar, se despir de si mesmo, deixar" a sua natureza se manifestar". Só quando nos revelamos para o mundo, encontramos nosso lugar de direito e isso acontece quando passamos a habitar dentro de nós mesmos na nossa casa, nosso corpo. Biodança O "Sistema Biodanza" foi criado nos anos 1960 pelo antropólogo e psicólogo chileno Rolando Toro Araneda. Em 1964, Rolando iniciou as primeiras experiências de danças com doentes mentais internados no hospital psiquiátrico de Santiago.[5] Inicialmente, o seu sistema tinha o nome de "psicodança".[6] Atualmente, se encontra difundido em diversos países, incluindo países da América Latina, Europa, Canadá, Japão e África do Sul.[7] Wikipédia

SIMBOLISMO DO CORPO E EMOÇÕES

Resumo dos livros Linguagem do corpo e Linguagem do corpo 2 – Beleza e saúde, de Cristina Cairo: "Qualquer distúrbio orgânico tem ligação com estados emocionais ou comportamentais. Nós geramos nesta vida o que inconscientemente achamos conveniente. Doenças, acidentes e o formato de nosso corpo são projeções de nossos pensamentos. Entenda que a felicidade não depende de nada e de ninguém para existir, e não será sentida enquanto houver desarmonia devido ao apego a coisas e pessoas. Admitir que somos teimosos, orgulhosos, arrogantes, egoístas, possessivos e controladores requer humildade e desprendimento, por isso não é fácil parar de projetar doenças. O corpo apenas reflete o que somos internamente e por isso devemos ter consciência de nossas falhas de caráter. Corrigindo-as propiciaremos importantes transformações em nosso corpo. PARTES DO CORPO Abdome: é nele que estão os órgãos de eliminação. Se há descontentamento, críticas ou revolta contra alguém ou com relação a algum fato, acabam surgindo gordura e doenças nesse local, pois o inconsciente, que possui a lógica da correlação, comunica ao cérebro que a pessoa está com excesso de retenção mental e este cuida para que essa retenção seja fisiológica também. Quanto mais você aprisionar pessoas e acontecimentos em seu coração, mais gordura no abdome terá. Os “pneus” simbolizam o excesso de contrariedades que você acumula por acreditar que algum dia poderá resolvê-las e, com essa expectativa, vai armazenando situações mal resolvidas por não saber como lidar com elas. Enfim, toda mente rebelde e teimosa provoca desequilíbrio estético na região abdominal. Por outro lado, todo indivíduo que não possui abdome saliente mostra determinação e intuitivamente encolhe o abdome cultivando firmeza mental. Braços: simbolizam a ambição, o trabalho, o desejo de realização profissional e a vontade de conseguir seus ideais à sua maneira. Quando alguém nos proíbe a realização desses desejos ou provoca a anulação de nossa personalidade, é gerado um conflito que irá projetar um acidente, uma doença ou dores nos braços. Quando o problema é no braço direito, o conflito é com alguém do sexo feminino: mãe, esposa, patroa, etc. Quando é no braço esquerdo, o conflito é com uma pessoa do sexo masculino: pai, patrão, sogro, etc. Se porventura este conflito não estiver relacionado a alguém, então devemos analisar nosso próprio pensamento com relação ao trabalho. Coluna vertebral: é o suporte do corpo. Desvio da coluna significa que a pessoa tem medo de tomar decisões importantes porque teme perder ou magoar alguém. Cotovelos: correspondem às surpresas da vida. Dores e inflamações nos cotovelos ocorrem quando precisamos mudar de caminho, mas resistimos porque achamos que ainda não é necessário. Dedos: o dedo indicador ferido significa que você está acusando, consciente ou inconscientemente, alguém que lhe causou algum dano ou mágoa. Se o dedo for o da mão direita você estará acusando uma mulher e se for o da mão esquerda você estará acusando um homem. Ferimentos no dedo médio significam problemas com sua sexualidade. O dedo anular ferido mostra que seu desejo de união perfeita com o cônjuge está abalado. O dedo mínimo representa a família, e o polegar suas preocupações intelectuais. Dentes: problemas nos dentes simbolizam indecisões. Estômago: simboliza a forma como assimilamos a vida e como digerimos ideias. Joelhos: simbolizam suas atitudes para com você mesmo, no presente. Eles devem equilibrar o seu passado (coxas) e o seu futuro (pernas). Mãos: simbolizam as experiências da vida. Mãos feridas significam dores e dificuldades relacionadas com o que estamos trabalhando ou a que estamos nos dedicando. Músculos: músculos flácidos mostram pessoas acomodadas e lentas para agir e pensar. Músculos extremamente rígidos simbolizam inflexibilidade consigo ou com outras pessoas. Pés: mostram o quanto compreendemos de nós mesmos. Quaisquer problemas nos pés simbolizam que a pessoa não está esclarecida quanto aos rumos a seguir. Pele: representa a proteção da nossa individualidade. Manchas na pele significam que estamos nos sentindo ameaçados. Manchas brancas nos braços significam conflitos internos com a sogra, irmãos ou cunhados e são também sinal de que a pessoa não se sente amada. Alergia na pele significa que a pessoa está vivendo momentos de irritação com pessoas próximas que atrasam seu desenvolvimento pessoal e profissional. Pulmões: simbolizam a ânsia de viver. A pessoa que está sofrendo com problemas nos pulmões demonstra que seu motivo maior de vida está bloqueado e que sua luta está sendo em vão. Rins: os rins são o filtro das emoções em relação ao futuro. Rosto: simboliza o que pensamos sobre o nosso ambiente. Qualquer tipo de inflamação no rosto simboliza mágoa e raiva. Quando pensamos e sentimos somente coisas feias sobre o comportamento das pessoas que estão à nossa volta, aparecem manchas, espinhas e inflamações na pele do rosto. O que você vê de feio é apenas reflexo daquilo que você acredita. Ache-se uma pessoa bonita e ame as pessoas pelo que elas são, pois elas, como você, estão apenas procurando ser felizes. Seios: tumores nos seios significam ressentimento profundo em relação às pessoas que desempenham o papel simbólico de pai, tais como marido, sogro, cunhado, etc. Unhas: simbolizam aqueles que nos protegem (nossos pais). Pessoas que roem unhas estão inconscientemente dizendo que têm raiva de um dos pais. A rebeldia e a mágoa que guardam no coração são tão profundas que mesmo após a morte deles esses sentimentos continuam. Clique aqui para saber como renovar suas energias e obter um novo bem-estar físico e emocional com a terapia de equilíbrio quântico-energético. DOENÇAS Aids: indica a pessoa que não se ama e perdeu o respeito por si própria a ponto de não ver valor em nada do que faz. Artrite: representa um coração cheio de críticas e ressentimentos por pessoas que não valorizam seus esforços. Calvície: a queda de cabelos acontece àqueles que desrespeitam seus superiores, seja por palavras, seja pela conduta ou mesmo porque os ignoram. Pessoas que desejam brilhar e se destacar muito têm tendência a se tornarem calvas. Câncer: quando uma pessoa arrasta uma mágoa por muito tempo em seu coração, seu universo começa a se desarmonizar causando distúrbios celulares. Ressentimentos antigos, guardados em segredo e originados pelo medo de perder alguém ou por achar que perdeu o único amor de sua vida fazem concretizar um câncer no órgão relacionado ao fato. É uma forma de punir alguém que o feriu profundamente, mesmo à custa de sua própria vida, ou de autopunição por nunca ter agido como deveria naquelas situações amargas. A doença não desaparecerá enquanto o doente estiver retendo em seu coração mágoa por uma ou mais pessoas. Celulite: é a manifestação de raiva e autopunição. Derrame cerebral: é sinal de um gênio difícil e reflete uma pessoa que prefere a morte a mudar seu comportamento. Dor ciática: simboliza que a pessoa não está se permitindo sentir prazer e não está vivendo do jeito que gostaria. Dor de cabeça: quem sofre de enxaqueca tem um orgulho muito forte e resiste a tudo e a todos que parecem querer invadir seu espaço vital. Dor de garganta: expressa sentimentos contrariados. Epilepsia: é uma espécie de paranoia na qual a pessoa sente-se perseguida e completamente assustada com a vida. Fadiga: mostra a falta de amor pelo que estamos fazendo. Quando trabalhamos com amor e satisfação, não nos sentimos cansados. A energia de nosso corpo não deriva somente de fontes alimentares, mas também da vontade do coração. Fraturas: fraturas mostram inflexibilidade da personalidade e resistência exagerada. São uma forma simbólica de romper com a autoridade. Hemorragia: sangue é o fluxo da vida e representa a alegria. Se você vive contrariado e não sente alegria pelas coisas que faz, poderá ter problemas de sangramentos. Hérnia de disco: significa que a pessoa está profundamente indecisa quanto à sua vida. Sente-se totalmente desamparada e seus pensamentos a deprimem. Mal de Alzheimer: ocorre com pessoas que teimam em não aceitar a vida como ela é e sempre procuraram controlar os acontecimentos ou os pensamentos dos outros. Essas pessoas partem para um estado de demência quando perdem a esperança de transformar o ambiente em que vivem. Os familiares e amigos de idosos com esse mal devem conversar com eles normalmente, mostrando-lhes novas maneiras de perceber os acontecimentos e contar-lhes casos engraçados para estimular seu bom humor. Devem falar-lhes também sobre o perdão e a alegria de viver. Obesidade: a gordura é o mecanismo de defesa que o inconsciente cria para proteger-se daquilo com que o consciente não sabe lidar. Rinite: é um sinal de que seu ego está profundamente irritado com alguma pessoa que convive com você. É provável que esta pessoa tente constantemente invadir seu espaço vital. Varizes: mostram que a pessoa não suporta mais fazer coisas contra a sua vontade. JUVENTUDE Se você vive contando cada mês e cada ano de sua vida, notará que tudo gera cansaço. Eis os primeiros passos a serem tomados para rejuvenescer: pare de resmungar e veja sempre o lado alegre das coisas; ame (o amor é o bálsamo que renova as células e faz brilhar a pele e o olhar); faça o que seu coração mandar e esqueça os padrões da sociedade, pois somos aceitos pelo amor e respeito às pessoas e não pelo nosso modo de vestir e de viver. Aprenda definitivamente que não se deve esperar nada de ninguém, nem mesmo o reconhecimento – e você entrará Resumo dos livros Linguagem do corpo e Linguagem do corpo 2 – Beleza e saúde, de Cristina Cairo: Qualquer distúrbio orgânico tem ligação com estados emocionais ou comportamentais. Nós geramos nesta vida o que inconscientemente achamos conveniente. Doenças, acidentes e o formato de nosso corpo são projeções de nossos pensamentos. Entenda que a felicidade não depende de nada e de ninguém para existir, e não será sentida enquanto houver desarmonia devido ao apego a coisas e pessoas. Admitir que somos teimosos, orgulhosos, arrogantes, egoístas, possessivos e controladores requer humildade e desprendimento, por isso não é fácil parar de projetar doenças. O corpo apenas reflete o que somos internamente e por isso devemos ter consciência de nossas falhas de caráter. Corrigindo-as propiciaremos importantes transformações em nosso corpo. JUVENTUDE Se você vive contando cada mês e cada ano de sua vida, notará que tudo gera cansaço. Eis os primeiros passos a serem tomados para rejuvenescer: pare de resmungar e veja sempre o lado alegre das coisas; ame (o amor é o bálsamo que renova as células e faz brilhar a pele e o olhar); faça o que seu coração mandar e esqueça os padrões da sociedade, pois somos aceitos pelo amor e respeito às pessoas e não pelo nosso modo de vestir e de viver. Aprenda definitivamente que não se deve esperar nada de ninguém, nem mesmo o reconhecimento – e você entrará em um novo campo vibratório. Continue seus exercícios físicos e seus tratamentos normalmente, mas mude seu caráter para que os processos de beleza e de saúde sejam acelerados. Exercite o novo comportamento até que ele faça parte de sua vida, pois tudo é condicionamento. Vida ativa e pensamentos elevados e alegres rejuvenescem o ser humano. Fonte: Marcos Alexandre