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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

MATERIAL PARA DIVULGAÇÃO CULTURAL

MATERIAL PARA DIVULGAÇÃO CULTURAL

PREZADO JORNALISTA:
Abaixo, “release” sobre evento cultural que tem “Patrocínio Cultural" do Fundo de Apoio a Cultura do Distrito Federal/FAC/DF, “Parceira Cultural” do Correio Braziliense e “Apoio” da Secretaria de Assuntos e Políticas para Mulheres Educadoras/Sindicato dos Professores do Distrito Federal (SINPRO/DF).
Agradecemos a divulgação e, havendo interesse de incluir o Espetáculo de Dança Baraka na pauta para realização de matéria ou reportagem específica neste veículo, favor entrar em contato com:
(61) 9143-4491 (MIRABAI) ou mirabai_bsb@yahoo.com.br
(61) 9164-2769 ou bsbcapitalbr@gmail.com
Em “anexo”, 2 fotos (JPG – crédito das fotos: Marcelo Dischenger).
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: favor acusar recebimento deste e-mail.
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INFORMAÇÕES SOBRE O EVENTO:
Espetáculo de Dança Baraka
Local: Teatro Nacional/Sala Alberto Nepomuceno/Brasília/DF
DATAS: 2,3,4,9,10,11,16,17,18,23,24 e 25/Setembro/2011/19 horas
Ingressos: bilheteria do Teatro Nacional (R$ 20,00/inteira; R$ 10,00/meia)
Indicação Etária: LIVRE
Concepção do Projeto, Coreografia, Produção, Direção Geral & Performance: MIRABAI
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QUEM É MIRABAI:
Atriz, dançarina, pesquisadora e professora, desde 1987 estuda as técnicas da dança tendo como matéria-prima
as expressões corpóreas da Dança Clássica Indiana, no estilo Bharata Natyam. Formou-se em artes cênicas na Faculdade Dulcina de Moraes (Fundação Brasileira de Teatro), em Brasília (DF).
Sua pesquisa objetiva descobrir e utilizar criativamente a linguagem pessoal, criar vocabulário próprio em cena e suas possibilidades expressivas, utilizando o teatro e a dança como linguagens simultâneas. A busca por uma expressão pessoal resulta em performances de beleza sublime. As expressões teatrais (abhinayas), por denotarem rica espiritualidade, apurado sentido estético, musicalidade infalível e técnica sutil, inspiram o corpo da artista a “flutuar” em cena. Talvez a característica mais expressiva de Mirabai, que reflete sua alma com profundidade convincente e graça, esteja nos olhos. Sua formação acadêmica foi aprimorada com estudos do teatro Nô e Kyôgen, Kutipudi, Odissi, Teatro de Máscaras Balinesas e a antropologia teatral (‘Odin Theatre’, com o diretor Eugênio Barba, Dinamarca), conhecimentos que são referências em seu trabalho. Mirabai promove a dança e o teatro em vários espetáculos e performances. Trabalha objetivamente para melhorar a apreciação e os conhecimentos da tradição da Dança Clássica Indiana e a pesquisa entre a tradição e a inovação. Escreve artigos sobre o tema e prepara Catálogo das técnicas estudadas.
Mirabai promove, neste espetáculo, importante intercâmbio de técnicas entre Brasília, Paraná, Espírito Santo e a Índia, o que amplia as fronteiras da arte e as possibilidades da dança na cena contemporânea.
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O ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA:
O projeto de pesquisa e espetáculo BARAKA foi idealizado pela dançarina, atriz, pesquisadora e professora MIRABAI. Seu trabalho de atriz é influenciado pelo Oriente e, as técnicas corpóreas, na composição de seus personagens e dança pessoal. O contato da autora com o estilo de Dança Clássica Indiana Bharata Natyam e suas sucessivas viagens de aperfeiçoamento, promoveram o diálogo entre prática e teoria e, fica claro também, na escolha dos espetáculos encenados. A associação da criação cênica interartística com o aprimoramento técnico, aliada à pesquisa transcultural, conduz a um conceito estético inovador.
BARAKA significa sopro, respirar junto, palavra que tem sua origem no sufismo, a presença do sagrado da vida. Neste espetáculo, inspirado em rituais de várias tradições pertencentes a diversas culturas, a presença feminina é fonte de inspiração. O ritual de pintura das mãos antes do casamento indiano, a relação com os véus da mulher do oriente-médio, a relação dos pés e quadris da mulher africana, onde cada parte do corpo dança e ajuda a celebrar a presença da vida na sua fonte. O corpo da mulher numa espécie de geografia corpórea. O espetáculo demonstra as fontes de energia criativa da artista em cena e suas possibilidades extremas. Cada parte do corpo (cabeça, olhos, pés e mãos) representa alternadamente um papel de primeiro plano.
A hierarquia nunca é fixa. Cada movimento é executado literal e sucessivamente com olhos, cabeça, tronco, pernas, pés, braços e mãos para criar sequências coreográficas que se expressam individualmente. Resultado da investigação, observação e sistematização de um método de pesquisa realizado por uma brasileira, que se apropia de uma técnica estranha à sua e reelabora um novo vocabulário corporal.
O objetivo, a dança, significa o caráter de expressão pessoal da artista. O espetáculo, inspirado na dança Clássica Indiana, além da forma em sua essência, atinge profundamente o espectador.
Durante a pesquisa, o trabalho sobre a dança foi sistematizado e organizado pela presença corpo/mente/espírito e o processo de auto-conhecimento da atriz. Atriz que não separa vida e arte para dançar seu Universo Mágico que brota do inconsciente e de trabalhos inspirados em técnicas como Biodança, Reik, retiros espirituais e rituais com mulheres. O trabalho procura, também, resgatar de forma lúdica, poética e lírica o sentido da vida no mundo contemporâneo, sobrecarregado pelo excesso de informações tecnicistas que fragmentam e alienam o Homem de si mesmo.
O eixo da pesquisa pode, assim, se transformar na estrada que nos conectaria de forma mais sublime na extenuante jornada para o sagrado da Beleza e da Vida. A pesquisa foi realizada sob orientação da bailarina de Dança Clássica Indiana estilo Bharatanatyam Sri Rhade, de Curitiba (Paraná), com treinamento corporal da tradição e a elaboração de uma escrita sobre princípios da técnica.
Em Brasília, também foram realizados estudos e treinamentos com a Bailarina de Kutipudi Ana Paiva, do Espírito Santo. Importante registrar o intercâmbio com o Bailarino de Bharatanatyam, padre Joachim Andrade (Índia), Doutor em Antropologia, com mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná, que abordou a Dança Clássica Indiana.

http://mirabai-baraka.blogspot.com/?spre
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Depoimento do professor/doutor Reinaldo Guedes Machado,
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) sobre MIRABAI.

“Não faz muito tempo. Maria (MIRABAI) foi minha aluna na disciplina de Teoria das Artes no curso de pós-gradução da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. A turma era hetereogênea: alguns alunos arquitetos, um licenciado em educação artística, um bacharel em História e ela.
Visando aproveitar os diferentes saberes ali reunidos solicitei como trabalho escolar que cada qual elaborasse uma apresentação baseada em suas vivências anteriores no campo artístico. Maria (MIRABAI) dançou, na pequena praça em frente ao centro acadêmico, lugar de trânsito dos que se dirigem para a próxima aula, onde permanecem os que descansam, namoram ou discutem a política estudantil em toscos e velhos sofás.
Pouco a pouco, a faculdade agitada e ruidosa naqueles momentos de intervalo entre aulas, silenciou.
Paradoxalmente, como se fora som, o silêncio, foi-se propagando pelas salas vizinhas e atraindo alunos, professores e servidores que se acomodavam como podiam para apreciar a beleza que acontecia inesperada num lugar inadequado! Que sabíamos nós, meus alunos, colegas e eu, da dança indiana para apreciar a arte que se realizava naquele momento? No entanto, ainda que incapazes de uma apreciação judiciosa, todos fomos envolvidos pela verdade profunda que emanava das mãos, dos olhos, do movimento do corpo da dançarina. A opacidade pesada da matéria dava passagem ao espírito que a conduzia e nos reunia num espaço e num tempo além da contingência concreta do cotidiano. Isso aconteceu e eu me lembro, para confimar John Keats: Um instante de beleza é uma alegria para sempre. (Endymion, em tradução livre)”.

domingo, 14 de agosto de 2011

ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA




O projeto de pesquisa e espetáculo BARAKA
foi idealizado pela dançarina, atriz, pesquisadora
e professora MIRABAI. Seu trabalho de atriz
é influenciado pelo Oriente e, as técnicas corpóreas,
na composição de seus personagens e dança pessoal.
O contato da autora com o estilo de Dança Clássica
Indiana Bharata Natyam e suas sucessivas viagens
de aperfeiçoamento, promoveram o diálogo entre
prática e teoria e, fica claro, também, na escolha
dos espetáculos encenados. A associação da criação cênica interartística com o aprimoramento técnico,
aliada à pesquisa transcultural, conduz a um conceito estético inovador.
BARAKA significa sopro, respirar junto, palavra
que tem sua origem no sufismo, a presença
do sagrado da vida. Neste espetáculo, inspirado
em rituais de várias tradições pertencentes a diversas culturas, a presença feminina é fonte de inspiração. O ritual de pintura das mãos antes do casamento indiano, a relação com os véus da mulher
do oriente-médio, a relação dos pés e quadris
da mulher africana, onde cada parte do corpo dança
e ajuda a celebrar a presença da vida na sua fonte.
O corpo da mulher numa espécie de geografia
corpórea. O espetáculo demonstra as fontes
de energia criativa da artista em cena e suas
possibilidades extremas. Cada parte do corpo
(cabeça, olhos, pés e mãos) representa
alternadamente um papel de primeiro plano.
A hierarquia nunca é fixa. Cada ato é executado
em sequências coreografadas, literalmente,
com e para os olhos. Sucessivamente, cabeça,
tronco, pernas, pés, braços e mãos se expressam individualmente. Resultado da investigação, observação e sistematização de um método de pesquisa realizado por uma brasileira, que se apropia de uma técnica estranha à sua e reelabora um novo vocabulário
corporal. O objetivo, a dança, significa o caráter
de expressão pessoal da artista. O espetáculo,
inspirado na dança Clássica Indiana, além
da forma em sua essência, atinge profundamente
o espectador. Durante a pesquisa, o trabalho
sobre a dança foi sistematizado e organizado
pela presença corpo/mente/espírito e o processo
de auto-conhecimento da atriz. Atriz que não separa vida e arte para dançar seu Universo Mágico que brota do inconsciente e de trabalhos inspirados em técnicas como Biodança, Reik, retiros espirituais
e rituais com mulheres. O trabalho procura, também, resgatar de forma lúdica, poética e lírica o sentido
da vida no mundo contemporâneo, sobrecarregado pelo excesso de informações tecnicistas que
fragmentam e alienam o Homem de si mesmo.
O eixo da pesquisa pode, assim, se transformar
na estrada que nos conectaria de forma mais sublime na extenuante jornada para o sagrado da Beleza
e da Vida. A pesquisa foi realizada sob orientação
da bailarina de Dança Clássica Indiana estilo Bharatanatyam Sri Rhade, de Curitiba (Paraná),
com treinamento corporal da tradição e a elaboração de uma escrita sobre princípios da técnica.
Na ocasião, em Brasília, também foram realizados estudos e treinamentos com a Bailarina de Kutipudi
Ana Paiva, do Espírito Santo. Importante registrar
o intercâmbio com o Bailarino de Bharatanatyam, padre Joachim Andrade (Índia), Doutor em
Antropologia, com mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná, que abordou a Dança Clássica Indiana


MIRABAI propõe a criação de sua técnica pessoal, onde a dançarina-atriz possa acionar sua energia em qualquer contexto, tendo como pricípio a observação, análise, reforço de identidade, auto-conhecimento,
treinamento de todas as partes do corpo, reconversão simbólica do corpo, a presença do sagrado, memória, repetição, sistematização e registro.
DESDOBRAMENTO
DO PROJETO BARAKA
Todo conteúdo e registro fotográfico desta pesquisa
será lançado posteriormente em Catálogo, tema
de disertação de Mestrado e as aulas-espetáculos
para demonstrar as técnicas pesquisadas e fomentar
a pesquisa de dança em Brasília.
PRINCIPIOS ELABORADOS
A PARTIR DO ESTUDO COMPARATIVO
DA DANCA CLASSICA INDIANA
E A TECNICA PESSOAL DE MIRABAI
Diálogo com a fotografia, arquitetura, cinema,
escultura e artes visuais e meio-ambiente para
elaborar sequências coreográficas.
- Técnicas que sintetizam o comum e o sublime.
- Fragmentação integrada.
- A estética do silêncio (meditação), mantras,
auto-massagem no treinamento, ênfase no processo
da obra como necessariamenteinacabada, interna
relação entre arte e vida; assimilação e transformação.
Ênfase no trabalho corporal e registro do movimento.
Pesquisa de técnicas corpóreas do mundo.
Dançarina como criadora e autora de seu processo, onde a pesquisa baseada na “dramaturgia
de contrastes”, e estudo de si mesma, para se
ssimilar as diferenças, contrastes, num embaçado
território fronteiriço entre o eu e o outro, interno,
externo, dança-teatro, espírito. Oriente-Ocidente, tradição e inovação, disciplina e espontainedade,
- que transite a possibilidade transcendente
da atriz-dancarina-pesquisadora.
- Diálogo transcultural, diversidade e identidade.
- Estudo do corpo em ação.
- Ilustração - A dançarina apresenta uma técnica
que pode ser uma virtuose com pleno domínio técnico.
- Abstração - Ausência de técnica, expressão
do movimento interno sem a preocupação
com o olhar externo sobre a obra.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

ARTE


Eu li uma vez que a arte nasceu do estômago, quando nossos ancestrais registravam no interior das cavernas o seu cotidiano, e atribuíam um papel mítico a esse ato, já que eles acreditavam que se fosse desenhado na parede um animal abatido, isso confirmava a fé na garantia do alimento. Outra coisa que me lembro , creio que a melhor forma encontrada pela humanidade para garantir a sua sobrevivência , era a união, a tribo, o clâ, a percepção de que um grupo em muitas situações permanece como o sentido lógico de nossa auto-preservação.
No meu processo de trabalho que é solitário, tenho um palco vazio todo para mim, encontrei pessoas muito queridas que ajudaram a construir para que essa história, feita de deslubramento pelo ser humano e a sua sombra.
Uma amiga atriz me disse , não sei onde ela ouviu isso, que o ator é solitário e solidário, eu entendo profundamente essas palavras, vivi momentos de solidão quando estava diante diante de mim, com um corpo ávido para dançar e a cabeça não acompanhava, uma total "síndrome do papel branco", como diria outro grande amigo meu publicitário, momentos de angústia e medo, de não conseguir. Nós artistas batalhamos por patrocínio, e quando ele chega na nossa mão, percebemos que o filme mal começou, e que cada dia é um roteiro diferente. Eu fiz a produção do meu espetáculo e fui forçada diante das circunstâncias a entender e dominar cada detalhe do meu processo, dominar a burocracia, administrar meu ego, enfim, hoje não basta criar, o artista preciso ter pleno domínio de sua arte e de todas as etapas do caminho da idéia até o projeto chegar no público. Estou muito exausta e muito feliz, porque percebi que posso , que não sou tão etéria como pensava que era , uma pessoa que não suportava burocracia, papéis , queria só criar , mas hoje é impossível, precisamos estar atentos a tudo, e que bom que é assim, isso garante a nossa autonomia. Imagino como era difícil para o artista, que no passado, se submetia a sua criação a faraós, Papas, mecenas, convenções , e era obrigado a lutar para dizer o que queria , enfrentando o furor da multidão incompreensiva.Lembro de Anita Malfati, criticada pela família e até pelo grande Monteiro Lobato, e em Bob Dylam , não esqueço daquele show nos anos 60, quando ele caiu fora do estígma músico de canções de protesto, e revelou sua essência, ignorando as vaias, a lista é enorme de artistas e pensadores que tomaram nas próprias mãos, essa força misteriosa que nos faz, virar" cordeiro de deus", morrer por dentro .
Eu continuo a pensar sobre como nós artistas somos seres extranhos, li sobre uma escritora que levantava da cama com a voz dos seus personagens na cabeça. Eu acordo com as melodias que vou dançar na cabeça. Meu corpo todo nesse momento se trasngrediu em possibilidade, eu preciso nascer.
Eu finalizo com ela, Anita Malfatti :



"Então, pela primeira vez em minha vida, comecei a entristecer-me pois estava certa de que meu trabalho era bom; tanto os modernos franceses como os americanos haviam dito espontaneamente, desinteressadamente. Só desejei esconder meus quadros, já que, para me consolar, os outros acharam que eu podia pintar como quisesse. Eles estavam desconsolados, porque me queriam bem. Entretanto eu sabia que aquela crítica não tinha fundamento, especialmente porque estava dentro de um regime completamente emocional. Eu nunca havia imitado a ninguém; só esperava com alegria que surgisse, dentro da forma e da cor aparente a mudança; eu pintava num diapasão diferente e era essa música da cor que me confortava e enriquecia minha vida." Anita Malfatti.

"Eu tinha 13 anos, e sofria porque não sabia que rumo tomar na vida. Nada ainda me revelara o fundo da minha sensibilidade[...]Resolvi, então, me submeter a uma estranha experiência: sofrer a sensação absorvente da morte. Achava que uma forte emoção, que me aproximasse violentamente do perigo, me daria a decifração definitiva da minha personalidade. E veja o que fiz. Nossa casa ficava próxima da educada estação da Barra Funda. Um dia saí de casa, amarrei fortemente as minhas tranças de menina, deitei-me debaixo dos dormentes e esperei o trem passar por cima de mim. Foi uma coisa horrível, indescritível. O barulho ensurdecedor, a deslocação de ar, a temperatura asfixiante deram-me uma impressão de delírio e de loucura. E eu via cores, cores e cores riscando o espaço, cores que eu desejaria fixar para sempre na retina assombrada. Foi a revelação: voltei decidida a me dedicar à pintura."Anita Malfatti.


BOB DYLAN


All Along The Watchtower (tradução) Bob Dylan
"Deve haver alguma saída desse lugar", disse o bufão ao ladrão
"há confusão demais, não consigo nenhum alívio
homens de negócio bebem meu vinho, aradores cavam minha terra
nenhum deles sabe quanto vale uma parte disso"

"Não há razão para ficar excitado", o ladrão bondosamente falou
"existem muitos aqui entre nós que sentem
que a vida não passa de uma piada
mas você e eu já passamos por isso, e este não é nosso destino
por isso não conversemos com falsidade agora, está ficando tarde"

Por toda torre de observação, princípes guardavam a vista
enquanto todas as mulheres iam e vinham, criados descalços também

Lá fora, na distância, um gato selvagem grunhiu
dois cavaleiros se aproximavam, o vento começou a uivar"