quinta-feira, 18 de novembro de 2010

the passion of joan of arc - Antonin Artaud

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Antonin Artaud

O primeiro livro de teatro que li, foi o teatro e seu duplo de Antonin Artaud, na época estava muito influenciada pela dança clássica indiana, e quando comecei a fazer teatro foi com um grupo que tinha este encenador como referência de pesquisa. Artaud entra em contato com a dança de Bali, e através dos seus escritos me identifiquei com o olhar oriente-ocidente,percebi que poderia incorporar, cantos, mantras, metafísica e treinamento corporal visando buscar a energia , a organicidade, o sagrado, embora não tenha deixado um método de interpretação, vários encenadores ocidentais sofreram influência .
Grotowiski e o "teatro pobre"
, incorporou mantras, técnicas orientais, colocando o ator como centro do processo, Bertld Brecht observa a ópera de pequim e percebe um verdadeiro tesouro que era a qualidade teatral que ele estava procurando, ele chamou mais tarde de efeito de estranhamento, Eugênio Barba, Antunes Filho no Brasil, sem ser absoluta , percebo que podemos ter raízes, mas não precisamos ficar presos, olhar para outro corpo extranho ao nosso, nos devolve o olhar para a nossa própria cultura.
O filme The passion of joan of arc, eu vi no cine Brasília num processo de metalinguagem , a personagem do filme do cineasta Godard o título do filme era " Viver a vida" , como a atriz do filme eu também buscava no cinema uma resposta, ela chorava vendo a atuação de Artaud e eu também, aquela sinceridade me tocou profundamente era como se eu soubesse que só com a sinceridade daqueles olhos, eu poderia encontrar minha verdade. A sociedade cobra muito de quem tem talento, ele era um gênio ,mas foi considerado louco.

Mais Sobre : o teatro e seu duplo
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O século XX caracterizou-se pelo surgimento de novas formas de compreendermos o fenômeno teatral. Neste marco surgiu a teoria de Antonin Artaud, desenvolvida na obra O Teatro e seu Duplo . Trata-se de uma filosofia do teatro, uma revolução na forma de conceber essa manifestação artística. Possivelmente como uma reação diante de fórmulas teatrais esquemáticas e ultrapassadas, Antonin Artaud dizia que o teatro deveria ser considerado como um Duplo, não da realidade cotidiana e direta da qual foi reduzido a ser uma cópia inerte, mas de uma realidade perigosa e arquetípica. Para tornar-se essencial, o teatro deve nos dar tudo o que pode ser encontrado no amor, no crime, na guerra ou na loucura. Tem que ser desenvolvida a idéia de um teatro sério que ultrapasse todos os nossos preconceitos, que implique uma crueldade, uma ação extrema levada aos últimos limites, sem, portanto, deixar de ser uma realidade verossímil. Artaud concebe um espetáculo dirigido ao organismo inteiro (orgânico), no qual haja uma mobilidade intensiva de objetos, gestos, signos, que seriam utilizados em um novo sentido, já que o teatro requer uma expressão no espaço. Para Artaud é importante acabar com a sujeição do teatro ao texto. A linguagem teria que ir mais além das palavras, ser também uma linguagem de sons, luzes, onomatopéias, incluir música, dança, pantomima, mímica, efeitos de toda espécie. Na obra é proposta toda uma revolução dos elementos teatrais, a ruptura com a noção tradicional: a concepção do espaço, da cenografia, da indumentária, etc. Segundo Artaud, o ator é um elemento de fundamental importância (pois o êxito do espetáculo depende de sua interpretação eficaz), uma espécie de elemento passivo e neutro, já que é negada a ele toda a iniciativa pessoal.



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