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segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

CORPO E EMOÇÃO

Começo o ano depois de uma pausa, e me preparando para as emoções que a vida me reserva.Desejo a todos um ano de muita presença, consciência e cura e que você comece a sentir no seu corpo a vida. Depois de anos pesquisando e observando a relação com o aprendizado dos caminhos do meu corpo e a relação com todo, começo os trabalhos numa constelação familiar. Comecei o ano participando de uma constelação familiar. Quem criou esta técnica foi o psicoterapeuta Alemão Bert Helinger. Não vou entrar aqui em explicações sobre o que é, mas no final do texto tem um glossário. Vou falar do que experimentei no meu corpo e como esta experiência me marcou. Constelação familiar é feita em grupo, neste caso quem conduziu o trabalho foi a terapeuta Chirs Rosas. No início do processo a pessoa que vai constelar informa a questão e escolhe pessoas no grupo para representar a situação. Eu fui escolhida para representar a pessoa. Primeiro comecei a sentir vontade de morrer e não parava de olhar para o chão, estava tão anestesiada que não conseguia estar presente ou ouvir as palavras dirigidas a mim .Era como se eu estivesse num mundo paralelo. Na medida que sentia as emoções desta pessoa,( na constelação você sente a alma da pessoa que você representa),fiquei percebendo as emoções no meu corpo e como no desdobramento do processo da alma desta pessoa e do seu reconhecimento de dores não vividas , seu corpo foi ganhando presença. E ela teve a oportunidade de reconhecer acontecimentos não vivenciados e no processo de tomar consciência do que a estava bloqueando totalmente na vida. O seu passado estava congelado porque ela não queria ver e olhar para aquela questão. Foi impressionante o retorno da presença da vida no corpo desta pessoa na medida em que ela reconhecia que a dor era de uma dimensão tão grande que ela escolhera não sentir, como se esta escolha fizesse a dor desaparecer. O fato é que nosso corpo não esquece de nada, e as emoções não vividas ficam apenas silenciadas bloqueando o fluxo natural da vida e impedindo que novas emoções aconteçam. Eu vivenciei no meu corpo o que é não viver um luto, não falar o que se precisa ser dito, não viver o que precisava ser vivido. Aquela situação fica lá presa e a qualidade de presença fica perdida no tempo,impedindo o ser até de amar plenamente. Portanto, o grande fascínio da vida é estarmos alertas e prontos para viver o que a vida nos oferece. Precisamos parar de tentar evitar a dor. Ela faz parte do nosso processo de crescimento.Não é preciso se agarrar a dor e não seguir em frente. É preciso sentir profundamente, chorar, sofrer e depois abrir os olhos e sair fortalecida. É perigoso não sentir e é perigoso se agarrar ao sofrimento demais. Na vida é preciso muita sabedoria para saber se recolher para chorar nossas dores e força para levantar agradecer e olhar para as nossas emoções com gratidão, porque são elas que nos ensinam a sermos melhores, e o corpo é um grande aliado. "O que é a Constelação Familiar?! A Constelação Familiar ou Sistêmica olha para as diversas consciências as quais somos tomados. Sabendo ou não, querendo ou não, gostando ou não, pertencemos à um grupo, a um sistema, a uma família, funcionamos assim. Nosso corpo físico funciona num sistema, nossa sociedade, a natureza, as empresas, o planeta, as estrelas. Fazemos parte de uma constelação, por isso, o alemão Bert Hellinger chamou essa forma de interpretarmos essas relações de: Constelação. Cada encontro com ele é um movimento grandioso em direção às infinitas possibilidades de amadurecimento de alma. Através do método de percepção do “Campo Mórfico” desenvolvido por por Sheldrake e por vários terapeutas importantes do século passado e desse, Bert foi corajoso em desenvolver um método claro e preciso na qual a pessoa traz um problema e o “campo” nos mostra o que não conseguimos perceber com nossa razão e olhos físicos. Por exemplo, que dinâmica existe entre um casal que se agride? O que está por traz dessa agressão? Nesse campo, através dos representantes (pessoas que participam do grupo) podemos entrar em contatos com “Revelações Divinas”, como o próprio Bert descreveu a constelação no “Trainning Camp” de 2012, na Alemanha. Com tanta experiências, pesquisas e vivências desenvolvidas por Bert, ele encontrou um meio de trazer a tona o invisível que atua no nosso destino e a forma de transformarmos isso, não só com o objetivo de nos curarmos mas também curarmos o TODO. Ele percebeu que em várias gerações, assim como somos tomados pela aparência dos nossos familiares, seus dons, etc, também se repetiam situações de perdas, sofrimentos, doenças e outras situações as quais as pessoas nem percebiam estar envolvidas devido à consciência familiar atuando e não a consciência individual. Ou seja, muitas pessoas falam: eu plantei tanta coisa boa e colho tantos problemas. Isso é karma? Onde está a lei da ação e reação? Muitas pessoas também notam que, de repente, aparece uma dívida, uma relação afetiva complicada ou somos “levados” a determinadas escolhas que parecem não serem nossas. Também notou que a nossa vida não responde aos nossos esforços se, inconscientemente estão envolvidos com historias que não são nossas. Ficamos indisponíveis para nossa vida e disponíveis para nosso sistema. O sistema familiar busca equilíbrio e o fluir do amor, da prosperidade, do respeito, do pertencer, da hierarquia. Se, de alguma forma, algum membro do nosso sistema, sai dessas estruturas, alguém da próxima geração busca compensar isso, mesmo que inconscientemente. Por isso, a constelação é um método de diagnóstico, um processo de reorganização e equilíbrio dentro dos sistemas as quais pertencemos. Hoje, as constelações Familiares ou Sistêmicas olham inclusive para outras vidas. Apesar de um tema ainda tão polêmico, o próprio Bert Hellinger nos trás de forma tão profunda e tão respeitosa as verdades que só os corajosos nesse processo de evolução podem usufruir." Simnone Arrojo

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