Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2014

ESCRITA DO CORPO

Imagem
O espetáculo de dança-teatro Baraka narra através da escrita do corpo, a busca pelo

sagrado, tradições e contradições do universo feminino. Cada parte do corpo, cabeça,

pés, mãos e olhos, funcionam como elementos narrativos.

Baraka é uma palavra Sufi, significa sopro, o sagrado contido em todas as coisas.

O sentido construído através das raízes, do passado, no mergulho nas tradições e na

ancestralidade, tradição e contemporaneidade.

Baraka é feito de silêncios, símbolos e pausas, onde emergem sutilezas, nuances,

atmosfera e lirismo, plasticidade dos movimentos, uma pintura dançada.

Baraka pretende estabelecer o ritual, onde não há separação entre público e plateia,

Para aflorar encantamento, poesia corpórea, com o objetivo de convidar a alma do

público para dançar com a dançarina. A experiência no corpo fragmentado para

construir a unidade e o sentido na modernidade.

" GINASTICA DO IMAGINÁRIO"

Imagem
Planejar formas, espaços e proporções no meu corpo.
 A questão é como resolver o conflito ente sair do limite e ir para um lugar seguro.  Dançar todos os dias, nem que seja em pensamento, a riqueza de me sentir viva e agradecendo a Deus.  Estou em plena mutação.   O projeto Baraka era uma imersão no universo simbólico do corpo baseada em técnicas do estilo de dança   Clássica Indiana Bharatanatyam, o resultado desta pesquisa foi a montagem do espetáculo com programa contendo técnicas pesquisadas.    O meu novo projeto sobre Brasília é a continuação do meu processo de pesquisa  visando o intercâmbio de técnicas com uma bailarina de balé clássico.      No estilo Bharatanatyam o  meu treinamento corporal exigia usar a gravidade, dança que predominava o elemento terra, e a grande beleza dos detalhes e  treinamento em todas as partes do corpo, fragmentado, para dançar o corpo por inteiro.
     Nesta nova proposta ainda estou pesquisando  o movimento leve, o elemento ar como base.Acrescen…

DANÇA SURREALISTA

Imagem
Surrealismo na dança No contexto do pós-guerra (1919) em Paris, um grupo de jovens artistas engajados no Dadaísmo começam a perceber o desgaste desse movimento, conforme excerto a seguir: “Espantar os burgueses, propósito de Dadá, pode-se tornar desgastante; com o passar do tempo, perde-se a espontaneidade; e a agressão, de ambos os lados, fica pasteurizada” . Em 1924, essa insatisfação culmina na publicação, por André Breton, do “Manifesto Surrealista”. Este manifesto lançava as bases de um novo movimento artístico, cujos integrantes foram, inicialmente, o próprio Breton, Louis Aragon, Philippe Soupault e alguns outros. “A aventura surrealista”, como se auto-denominou-se o movimento, consistia na crítica à realidade e à razão, opondo-se às convenções sociais e a moral, que, segundo os surrealistas, eram fatores massificantes, que descategorizavam o homem como ser criador e pleno de possibilidades. Para liberar-se dessas “amarras”, os artistas desenvolveram mecanismos psíquicos de aces…