terça-feira, 24 de junho de 2014

ESCRITA DO CORPO



 O espetáculo de dança-teatro Baraka narra através da escrita do corpo, a busca pelo

sagrado, tradições e contradições do universo feminino. Cada parte do corpo, cabeça,

pés, mãos e olhos, funcionam como elementos narrativos.

Baraka é uma palavra Sufi, significa sopro, o sagrado contido em todas as coisas.

O sentido construído através das raízes, do passado, no mergulho nas tradições e na

ancestralidade, tradição e contemporaneidade.

Baraka é feito de silêncios, símbolos e pausas, onde emergem sutilezas, nuances,

atmosfera e lirismo, plasticidade dos movimentos, uma pintura dançada.

Baraka pretende estabelecer o ritual, onde não há separação entre público e plateia,

Para aflorar encantamento, poesia corpórea, com o objetivo de convidar a alma do

público para dançar com a dançarina. A experiência no corpo fragmentado para

construir a unidade e o sentido na modernidade.

segunda-feira, 16 de junho de 2014

" GINASTICA DO IMAGINÁRIO"

 Planejar formas, espaços e proporções no meu corpo.

 A questão é como resolver o conflito ente sair do limite e ir para um lugar seguro.
 Dançar todos os dias, nem que seja em pensamento, a riqueza de me sentir viva e agradecendo a Deus.
 Estou em plena mutação.
  O projeto Baraka era uma imersão no universo simbólico do corpo baseada em técnicas do estilo de dança   Clássica Indiana Bharatanatyam, o resultado desta pesquisa foi a montagem do espetáculo com programa contendo técnicas pesquisadas.
   O meu novo projeto sobre Brasília é a continuação do meu processo de pesquisa  visando o intercâmbio de técnicas com uma bailarina de balé clássico. 
    No estilo Bharatanatyam o  meu treinamento corporal exigia usar a gravidade, dança que predominava o elemento terra, e a grande beleza dos detalhes e  treinamento em todas as partes do corpo, fragmentado, para dançar o corpo por inteiro.
     Nesta nova proposta ainda estou pesquisando  o movimento leve, o elemento ar como base.Acrescentar delicadeza na força, linhas expressivas, plasticidade nos movimento, " a menor e mais simples unidade da forma".

  

terça-feira, 3 de junho de 2014

DANÇA SURREALISTA

Surrealismo na dança

No contexto do pós-guerra (1919) em Paris, um grupo de jovens artistas engajados no Dadaísmo começam a perceber o desgaste desse movimento, conforme excerto a seguir:
“Espantar os burgueses, propósito de Dadá, pode-se tornar desgastante; com o passar do tempo, perde-se a espontaneidade; e a agressão, de ambos os lados, fica pasteurizada” .
Em 1924, essa insatisfação culmina na publicação, por André Breton, do “Manifesto Surrealista”. Este manifesto lançava as bases de um novo movimento artístico, cujos integrantes foram, inicialmente, o próprio Breton, Louis Aragon, Philippe Soupault e alguns outros.
“A aventura surrealista”, como se auto-denominou-se o movimento, consistia na crítica à realidade e à razão, opondo-se às convenções sociais e a moral, que, segundo os surrealistas, eram fatores massificantes, que descategorizavam o homem como ser criador e pleno de possibilidades.
Para liberar-se dessas “amarras”, os artistas desenvolveram mecanismos psíquicos de acesso ao inconsciente. Estes foram: a escrita automática, o fluxo de consciência, os sonos hipnóticos e os jogos feitos pelo próprio grupo, visando sempre transcender a realidade na busca do surreal. Afinal, “O que é o surrealismo senão a realidade absoluta, com a fusão do real e do imaginário?”
A aplicação dos procedimentos de criação surrealistas na linguagem das artes do corpo, mais especificamente na dança, tornou-se uma tendência. Ela foi incorporada na prática da improvisação, não só como um processo criativo, mas também como resultado cênico. O“acaso objetivo” dos surrealistas e a evocação do inconsciente têm, na improvisação, uma evidente aproximação das propostas contemporâneas de dança.
Marta Soares, bailarina e coreógrafa da atualidade, levou essa aproximação (dança e arte surrealista) às últimas conseqüências. No espetáculo ‘O Homem de Jasmim’, baseado no livro homônimo da escritora Unica Zurn (1916/1969), Marta buscou transportar para linguagem cênica alguns dos procedimentos recorrentes encontrados na obra da escritora; tais como a escrita automática, os poemas anagramáticos, o acaso e as questões relacionadas às suas crises mentais.
Abordando também a questão da “mulher”, tema de particular importância para os surrealistas, a bailarina e coreógrafa citada inspirou-se na obra ‘A boneca de Hans Bellmer’para composição de mais uma obra. A boneca de Han Bellmer é uma série de pinturas e esculturas que trazem o corpo feminino fragmentado e erotizado; rompendo desta forma a censura do ‘consciente’ para atingir o ‘inconsciente’.
No decorrer da apresentação, Marta Soares expressa essa descontinuidade através de imagens em vídeo e da sonoplastia composta por textos, barulhos e ruídos organizados de maneira não-linear.  A iluminação contribui para criar um ambiente surreal, onírico, valorizando as sombras e a imprecisão que não tem forma ou definição. O corpo apresenta-se destituído de contornos remetendo à imagens do inconsciente, do sonho.
Percebe-se então que, como acreditavam os surrealistas, “quanto mais as relações das duas realidades forem remotas e justas, tanto mais forte será a imagem; maior sua potência emotiva e realidade poética…”
Assim, constata-se que a dança, ao aproximar-se de uma realidade aparentemente ‘distante’ e surreal, abre múltiplas possibilidades de criação no amplo e complexo cenário contemporâneo.

Para saber mais:
BRETON, A. Manifestos do Surrealismo. São Paulo: Brasiliense, 1985.
PONGE, R. (org.) Surrealismo e o novo mundo. Porto Alegre: Editora da Universidade da UFRGS, 1999.
REBOUÇAS, M. V. Surrealismo. São Paulo: Ática. 1986. p.09 a 23.
Rumos da dança – Itaú Cultural – série de vídeos. Fita 9 – “O Homem de Jasmim” de Marta Soares

"TEMPOS MODERNOS"

Sou voluntária de uma ONG que tem como missão ajudar e promover conforto emocional e saúde mental a pacientes com depressão e pessoas...