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sexta-feira, 7 de abril de 2017

" A ARTE DE AMAR"

Meu compromisso é com minha essência e tudo bem se não me explico e não faço acordo comigo.Esta semana me apresentei num grupo maravilhoso cujo o objetivo é aprender a amar. O nome do grupo é a arte de amar. Eu fui convidada para realizar uma performance de dança para este grupo. Dancei sobre a condição humana e a necessidade de atravessar desertos, viver o mundo, sentir a dor da perda, viver o luto e assim deixando a dor nos visitar encontramos o caminho de volta. Esse caminho de volta só acontece quando aceitamos nossas dores e buscamos descobrir o que significa aquela determinada dor.Estas foram as palavras do psicólogo palestrante muito sensível e profundo.Fiquei sentada escutando aquelas doces palavras e o efeito delas em mim. Agradeci ao universo por esta oportunidade de crescimento com pessoas que realmente querem descobrir de verdade os caminhos do coração,da verdade e da sinceridade.Não havia a experiência do corpo ali, era um trabalho puramente sobre ideias que faziam muito sentido. A fala como catarse e alívio para as dores da alma. Eu percebi a eficácia de trabalhos que possam nos fazer entrar em contato com o amor, afinal a escola até a formação acadêmica não nos ensina a entender nossas emoções. Nossas dores ficam dançando conosco, e se não aceitamos o seu convite ela pode se transformar na dança da morte. Eu sempre fui de pensar, mas o corpo é o meu grande mestre. E o pensamento sem a ação não me cura, mas aponta direções. Minha busca pela cura permeia o pensamento aliado à experiência no corpo. Preciso sentir meu corpo e principalmente o silêncio. São espaços que minha mente não penetra, um espaço que é um porão que guardam arquivos dentro de um baú. Aconteceu na palestra um momento em que somos desafiados a responder a pergunta que não quer calar: o que guardamos no baú? Fiquei pensando no meu sentimento de inadequação que foi se transformando em gratidão, porque quando aceitei minha forma de ser e me expressar não me senti mais deslocada. Precisei me conectar com uma expressão corporal diferente, autoral e atemporal para ser eu mesma através da minha expressão através da dança. A cada dia me aproprio mais deste lugar que se comunica com tudo e que exala profundezas do meu corpo que precisam ser expressadas e sentidas.Dançar me fez encontrar o meu lugar no mundo e a minha presença. Me sinto privilegiada por ter uma corpo que me permite sentir amor através do movimento, e principalmente posso transformar pensamento em experiência amorosa. Eu vi uma palestra de Robert Happé cujo título é: Não pense sinta", acho que me costuro por dentro assim.

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