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terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

DANÇA DOS OLHOS

Quando buda abandonou sua vida no castelo até a sua iluminação ele sentou embaixo de uma árvore, mas sua iluminação só aconteceu quando ele olhou para o céu e avistou as estrelas. Na bíblia em Mateus, está escrito que os olhos são a luz do corpo e que se os teus olhos forem bons teu corpo será luminoso. Existe muita literatura sobre o significado e importância dos olhos e da forma de olhar.Na cultura védica existe até um terceiro olho, localizado entre as sobrancelhas, a área entre as sobrancelhas é um lugar de sabedoria latente, é o lugar do sexto chakra que concentra os vários de níveis de concentração e meditação, enfim é o olho da superconsciência. Várias deidades hindus, shiva por exemplo, o transformador cósmico e sua esposa Parvati ou Durga são portadores desta iconografia, possuindo um terceiro olho no centro de suas testas. Entrei em contato com a importância dos olhos na interpretação através do treinamento específico para olhos dentro do treinamento da dança clássica Indiana. Numa interpretação os olhos nunca são neutros, eles são concretos e acompanham as mãos.As emoções têm a gestualidade codificada e sistematizada também. Olhar significa estar em sintonia com cada detalhe da atuação, localiza o corpo no espaço e convida a platéia para entrar na atmosfera da dança. A dançarina é uma gormet e a sua iguaria é a dança e quando o público sente o sabor entra em deleite estético.Esta atmosfera ritualística é regada a intimidade e começa com o olhar que pode ser de compaixão, de amor, medo, ternura, depende da história a ser contada. Muitas vezes a dançarina entra em cena com uma técnica apurada cheia de virtuosismo com gestos apurados e saltitantes em cena e muitas vezes um simples olhar tem a força de abrir corações de desarmar os espíritos.

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