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segunda-feira, 18 de abril de 2016

ARTE E PERCEPÇÃO

Precisamos romper o muro da intolerância, e resgatar um tempo onde havia a crença no poder das ideias ,com o objetivo de se construir um mundo melhor e justo, onde a imaginação tomaria o poder, onde a história não negaria a vida.No reino das ideias, vamos abrir debates, sínteses e antíteses, gerando reflexão e respostas para a condição humana. Ontem assisti ao espetáculo Para dar um fim ao juízo de Deus, do encenador, ator, dramaturgo Francês, Antonin Artaud, do Diretor José Celso Martínez, Teatro Oficina. Através do seu espetáculo, fui transportada para o universo da totalidade, onde o ser humano pode escolher ser pequeno, sórdido, ou infinito, carregando dentro de si a possibilidade de aprender a olhar. A crise pode ser de percepção.Saí do teatro me sentindo viva, e sabendo que existem muitos que estão percebendo com muita tristeza, esse nosso momento.Lembrei da mitologia grega, quando Apolo desejou ardentemente, enlouquecido de amor e desejo pela ninfa Dafni, ela foge, ele consegue alcançar Dafni e quando ele vai possuí-la, ela chora e pede ajuda e Peneu, seu pai, que vendo o sofrimento da filha,naquele exato momento a transforma numa árvore.Apolo transtornado chora e a partir daquele momento os ramos do Loureiro sempre acompanharão suas vitórias e nos jogos olímpicos constituíam parte do prêmio. A questão aqui é, o que é o sucesso? O que realmente é a vitória?

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