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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

CORPO ARQUIVO

O corpo é um arquivo, nele está impresso nossa história, memória e emoções. É a nossa casa, o espaço que quando não é ignorado, realiza grandes transformações. No iluminismo movimento intelectual do século XVIII, razão e o pensamento racionalista guiavam todos os desejos e as vontades. Os pensadores pautavam suas reflexões nas temáticas relacionadas à sociedade e ao mundo natural em que vivemos. A partir de então, começaram a pensar sobre as desigualdades sociais e a composição de elementos naturais (como a água). Sobre as formas de governo, os pensadores iluministas retomaram uma discussão dos filósofos gregos antigos, principalmente Platão e Aristóteles. Dessa maneira, para o Iluminismo, a chave para decifrar tais indagações se encontrava na capacidade racionalizante do ser humano, ou seja, no racionalismo, e não na tradição e na religião. A razão iluminista era o caminho para as pessoas vencerem suas ignorâncias e medos e construírem um mundo baseado na verdade, no progresso e na liberdade. Dessa maneira, a razão permitiria alcançar a universalidade, a individualidade e a autonomia política e comercial dentro do processo civilizatório criado pelos filósofos iluministas. Acredito que a razão sem a experiência cria o afastamento da natureza e cria a dicotomia mente e corpo e espírito. Essa fragmentação cria vazio e ausência. Existimos Buscando presença na ausência de si mesmo. Como existir se o meu pensamento a respeito de mim está separado da experiência de totalidade? Quanto mais consciente de minhas experiências mais amplio o mergulho no mistério de estar vivo. Todos os nossos gestos e ações cotidianos são inscrições gravadas no nosso corpo-museu. Cada ser humano pode e deve acessar esses arquivos e exumar suas memórias para que viver seja o espaço do aqui e agora.

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