quarta-feira, 30 de setembro de 2015

CORPO CERIMONIAL

Aprender a entrar em contato consigo mesmo num mundo conectado a tudo e a todos é um grande desafio.Complicado é encontrar a conexão profunda por dentro. O movimento interno é fruto de uma vontade de sentir a vida e adquirir presença. Respirar o outro dentro de nós. A proposta de pelo menos fazer uma pausa, para marcar um encontro com nossa alma, nossa essência, nosso mistério, nosso sagrado. Meditar, respirar,dançar,caminhar, ou apenas parar para observar.Ser silêncio no meio do barulho. Sentir o movimento para se construir qualidade no movimento. Criar presença é caminhar com o olhar para dentro, sem perder o diálogo com o mundo que nos cerca e penetrar no reino das sensações. Sentir a nossa presença no mundo. E a vida passa a ser fruto da criação e da impermanência. Não temos o controle de nada. Hoje comecei a perceber que o que parece simples para alguns é remédio sublime para muitos.Todos nós precisamos de beleza e encantamento. E a melhor maneira de encontrar beleza é começar a entrar contato com os nossos potenciais, nossa beleza escondida atrás da sombra. E o corpo é um grande mestre, escutar suas lições é um grande passo para mergulhar no grande mistério que somos nós. Se jogamos fora o medo, viver começa a ter sabor, cheiro, cor, textura,nuances. E quando menos esperamos, viver passa a ter sentido.A história do pensamento humano é a história do contra-criação. É exatamente a história de um mundo em que você não tem o poder de criar, o poder de inventar. Tudo é um processo de representação. Segundo Nietzsche(1844-1900), a vida consegue definitivamente se curar, consegue definitivamente encontrar a sua liberdade, a partir do instante em que ela puder criar e inventar. A vida como criadora, a vida como inventora

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