domingo, 20 de setembro de 2015

Há muito tempo que não choro vendo um filme. Esse filme nos mostra com perfeição o quanto nossa sociedade é cega, como dizia José Saramago, para aprofundar o desconhecido, prefere sempre o caminho mais fácil, vigiar, disciplinar e punir. Esta obra também ensina o caminho para destruir uma alma, simplesmente porque tem uma percepção diferente das coisas, abstrai .Nessa corrida maluca que virou o mundo, onde o que importa é vencer e ter. A sensibilidade, se importar verdadeiramente com o próximo, mais próximo, é artigo de luxo.Muitas famílias como a retratada no filme, julgam e não buscam entender os sintomas, as entrelinhas daquele comportamento fora do padrão, e deduzem que é preguiça, falta de valores e irresponsabilidade. A escola só prepara para a linha de montagem, poucas se importam com o ser desabrochando atrás da carteira, do quadro negro. Segundo Viviane Mose, as matérias são disciplinas e as disciplinas ofertadas são chamadas de grades.Outra coisa interessante é que o professor mais rígido do colégio interno é o de arte. A revolução só acontece quando outro professor de arte, que também era disléxico, se vê no aluno, e através da arte, resgata aquele garoto. A arte quando está inserida num contexto favorável, munda a vida de alguém. 

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