terça-feira, 25 de agosto de 2015

O BOTICÁRIO NA DANÇA - EDITAL 2015

O Boticário na Dança - Abertura do Edital 2015 Com objetivo de promover e valorizar a dança, o programa O Boticário na Dança lança o Edital 2015 de seleção de projetos de dança de todo o Brasil. Serão aceitas propostas de festivais, mostras, espetáculos, manutenção de companhias e grupos, circulação, produção de vídeos, livros e periódicos, sites, cursos, workshops, oficinas, palestras, fóruns, exposição fotográfica, exibição de vídeos ou filmes. Para efeito dessa edição, o Edital 2015 de O Boticário na Dança dará preferência a projetos que já tenham sido aprovados em leis de incentivo à cultura (Federal/MinC ou estaduais) ou que já estejam preparados para dar entrada na solicitação de aprovação do incentivo. A análise de seleção dos projetos apresentados atenderá os seguintes critérios de avaliação: a. Mérito intrínseco do projeto (perspectiva de contribuição ao enriquecimento sociocultural). b. Concepção geral do projeto. c. Currículo do proponente. d. Viabilidade de execução (clareza dos objetivos propostos, adequação orçamentária e competência técnica da equipe envolvida). O processo de seleção será realizado em três etapas: 1. Triagem administrativa/qualificação 2. Comissão de análise técnica externa 3. Comissão de análise técnica interna Não serão objeto de patrocínio projetos apresentados por: • Entidades político-partidárias • Entidades religiosas bLog: Falando de dança Leonor Costa

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

ARQUITETURA DO SER

hoje conversei com uma pessoa totalmente sem energia, fiquei muito impaciente,ao observá-la e ao mesmo tempo, fiquei com uma imensa vontade de falar para este ser humano, diminuído pela vida, que temos o direito de sentir leveza,força, delicadeza e sentimento de pertencer ao universo.Todas as possibilidades do mundo, sem sair de dentro de casa, para depois tomar impulso e sair para a rua. Esta pessoa era uma ausência na presença, até o abraço dela era amorfo, sem tônus.Usei este exemplo, com todo o meu respeito por esta pessoa, para refletir sobre a complexidade do simples.Sobre pessoas que passam a vida construindo projetos futuros para malhar, fazer yoga, virar vegetariana, ganhar dinheiro, viajar, ser musa do fitness, e outra infinidade de promessas para sentir a vida, simplesmente ser gente. Quando muitas vezes estamos estagnados, construindo modelos mentais, cheios de barreiras para começar a ser feliz com o que se tem.Não Muitas vezes precisamos ser iniciados na depressão, para buscar o sentido da vida.Ninguém escolhe ser deprimido.Todo mundo quer ser feliz.Não é à toa que nas redes sociais todos querem demonstrar felicidade, que nem sempre corresponde à realidade. Eu gostaria de falar de algo bem simples.Hoje estava com os pensamentos turvos, porque estou me preparando para uma série de apresentações de dança, e a minha mente começa a pensar abstrato, vejo dança nas árvores, no caminhar das pessoas nas ruas, nas nuvens, sou a própria subjetividade, num mundo concreto, que me exige disciplina e foco constante. Caminhei dentro do bosque, sem destino, flanando. Incrível que apenas esta ação me deixou harmonizada. A vida é feita destes pequenos momentos que podemos escolher para dar um mergulho na desordem interna e sair inteira. Importante quando a ousadia chega a ampliar o gesto em direção à dança, ou qualquer treinamento corporal consciente.O movimento é a porta de acesso a nossa energia vital. O corpo morto em vida é muito amorfo, A grande questão é: Como falar de energia, para pessoas que ainda estão numa camada muito grossa em relação às emoções e a conexão com a vida? Tudo é energia, somos feitos de pequenos detalhes que somam ao todo. Estar presente na vida, é o caminho para transformar através de ferramentas, o corpo num aliado. Não existe nem mesmo a necessidade de aprender a dançar,ela já está dentro de cada um. Podemos fazer do cotidiano um balé. O simples fato de pisar os pés no chão com força, quando nos sentimos invisíveis faz muita diferença. Treinar no espelho as expressões faciais, abrir a boca, movimentar os olhos.Todo o corpo pode ser treinado para ser expressivo e vivo. A beleza física é muito valorizada, no entanto uma pessoa que se descobre, e percebe os sinais do corpo, exala uma beleza natural, uma energia que envolve a todos, a harmonia construída através do diálogo constante consigo mesma. A sensação de leveza de respirar e soltar os braços simulando alçar vôo, vale mais do que cremes caros para não deixar a testa franzida. E temos muitas conexões neuronais que são elaboradas quando o movimento de qualidade é acrescentado ao cotidiano. Nem vejo necessidade de ser massacrado numa sala de dança,para aprender passos de dança.No entanto a sensação de confusão mental ao aprender algo novo, a experimentação da deserdem e do caos, provoca mudanças. Tira a pessoa do chão, o espaço interno e externo, começa a ser visto de forma diferente. O caminhar passa a ter menos peso, o mundo fica mais leve. Portanto, encontrar um caminho pessoal, para sentir o corpo, conversar com ele, e ressuscitar para a vida. Ontem, sonhei com uma criança me vendendo algo que não lembro bem o que era, eu perguntei se podia pagar com dinheiro imaginário, e ela respondeu: sim!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

IV Festival dança à mostra - DaM4

Vou participar do festival DaM4. projeto Dança à mostra, idealizado pelo meu amigo Janson Damasceno Maitre da Atmos Companhia de Dança. Festival que reúne companhias de dança importantes no cenário da dança em Brasília. O festival promove o intercâmbio da dança,através de um espetáculo que reúne várias estéticas de dança, e o diàlogo com as cidades do entorno Dança à Mostra tem a sua IV edição iniciando no teatro de Sobradinho, depois ceilandia, taguatinga, águas claras. Tome nota: Teatro de Sobradinho 29 e 30 de agosto- 2015 20:00 horas. Ingresso :1 kilo de alimento. Projeto Dança à Mostra Projeto Dança à Mostra – DàM 4a Edição foi idealizado pelo maitre da Atmos Companhia de Dança e consiste em levar um show de variedades da dança a todos os lugares. O objetivo é descentralizar a arte do Plano Piloto e promover o intercâmbio artístico com as cidades do entorno.Em suas primeiras edições, o projeto contou com a participação especial do jovem bailarino David Soares, que se formou na Escola do Teatro Bolshoi na Rússia e hoje faz parte da companhia deste teatro. Além de outras grandes companhias e grupos de diversas estéticas da dança, do Balé Clássico ao Hip-hop, o DàM 4a Edição contará com apresentações de dançarinos com necessidades especiais, portadores de deficiências físicas e visuais.Todo alimentado arrecadado será doado à Rede Solidária Anjos do Amanhã do TJDF, à qual o projeto é filiado através de seu organizador, Janson Damasceno, desde sua criação.A primeira apresentação do projeto será no Teatro de Sobradinho, nos dias 29 e 30 de agosto de 2015, às 20 hs.Entrada: 1 kg de alimento não perecível por pessoa (exceto sal) .Fanpage:https://www.facebook.com/DaM.4aedicao?ref=hlSite: dancaamostra.com.brFonte: Assessoria de Imprensa do espetáculo*Foto: @dancebsb2015TAGSDANÇA VEJA Picnic Fashion is closing on your door © VC Comunicação 2015. Todos os direitos reservados.Produzido pela VC Comunicação Picnic Fashion Foto de Maria Vilarinho Cardoso Facchinetti.

sábado, 15 de agosto de 2015

DANÇANDO MANDALAS

"Uma mandala no papel deveríamos fazer E numa dança a mandala iríamos refazer. A vida tem presente, passado e futuro. Na folha, somos o ponto desenhado, o começo de tudo. Do ponto sobe uma linha reta. É o futuro que nos espera.Mas não pode só no sonho ficar.Para o ponto deve voltar e o presente vivenciar . Mas a ele não devemos nos prender. Voltamos para o presente, após a pendência resolver. O presente é representado por cada traço.Que do ponto, para a direita e para a esquerda foi traçado.É o nosso momento exato. Depois vamos aos círculos desenhar. Eles confusos vão se mostrar.Isso diferente na nossa vida não vai ser.Da vida que nós costumamos viver... Primeiro a mandala foi traçada com rabisco. Depois comparada com a vida e o seu ritmo. Dançando veio a comparação do que foi dito. Antes ensaiamos com lápis com movimento preciso. Depois todas nós deveríamos dançar" Esse foi um trecho de um depoimento da senhora Oneida Marcos Rabelo Melo Mattos, casada com o segundo governador do Lions clube de Brasília, sobre uma oficina que ministrei para o grupo de idosas do Varjão. Uma experiência muito rica. Quando pensei na oficina, me veio logo uma reflexão sobre o tempo,e logo veio a vontade de usar o tempo como metáfora para dançar espaços internos e construir com elas um movimento de atemporalidade e prazer.Eu queria que por alguns momentos aquela realidade dura,aqueles corpos com tantas histórias de dores, acertos e erros, fosses recontadas ali.Mas como dar noções de tempo, ritmo, espaço e direções para pessoas que eu não sabia que saberes aqueles corpos conheciam? Eu queria propor uma dança para ressuscitar as lembranças e acender os conhecimentos. Me veio na mente um desenho em forma de mandala.Fiquei me achando maluca de além de ensinar a dançar o tempo, queria ensinar o desenho da mandala, para depois dançá-la. Meu lado audacioso venceu e arrisquei. Cheguei com papel lápis e lancei a ideia para elas. Antes de propor o desenho da mandala, falei sobre a linha reta como a forma do caminho para definir a variação do tempo, falei dos circulos que representavam no desenho a unidade, fluência do movimento com início, meio e fim, ou seja presente, passado e futuro.Falei também do espaço e da forma que percebemos o mundo através dele e como organizamos o espaço em torno de nós. E assim, começamos a desenhar a mandala que iria contar a história do tempo de cada uma, para formar uma grande mandala dançante.No início todas preocupadas com o desenho , se estava certo, calmamente fui explicando que o objetivo era desenhar a nossa dança, e não deveria existir a preocupação com o acerto.Tudo estava certo.Mandalas prontas! Levantamos para dançar.Caminhamos para frente, para as laterais e no centro da mandala executamos círculos.Eu vi muita emoção nos olhas daquelas mulheres, muito sentimento de pertencimento e união.Estava lá para doar e aquelas mulheres me mostraram raízes e belezas,eu recebi muito aprendi muito mais do que ensinei.Aliás não ensinei nada.Esta experiência me deixou muito clara a sabedoria do corpo, o conhecimento ancestral despertado através do movimento. Precisamos acender mais diante de todas as possibilidades de nos tornamos mais humanos. Desenhar uma Mandala é um excelente exercício de introspecção e meditação com efeito terapêutico, ajudando a obter auto disciplina, auto estima, auto afirmação, paz interior, criatividade, sensibilidade musical e libertação de stress emocional.Associar o movimento é trazer a experiência do sagrado para o corpo. "Mandala é uma palavra de origem sânscrito que significa "círculo". É uma representação geométrica da dinâmica relação entre o homem e o cosmo. De fato, toda mandala é a exposição plástica e visual do retorno à unidade pela delimitação de um espaço sagrado e atualização de um tempo divino. No tantrismo, compõe-se de círculos e quadrados concêntricos (ou seja, com um centro comum) que formam uma imagem simbólica do mundo e que servem de instrumento para meditação" Wikipédia

domingo, 9 de agosto de 2015

SEGREDOS DA ALMA FEMININA

Assisti o filme do cineasta Pedro Almodóvar, A flor do meu segredo. O filme é uma radiografia da solidão da alma feminina que sangra incompreendida no mundo.Eu sei que as conquistas e desventuras do feminino continuam com as suas bandeiras erguidas pelo mundo. O filme aborda um aspecto profundo. Reside em espaços que não são compreendidos e muitas vezes anulados. No filme esta solidão é representada por uma escritora de filmes românticos, que resolve sair de sua casa, decidida a pedir ajuda para tira as botas. Os pés, ela está buscando suas raízes, sem saber.Algo aparentemente corriqueiro, mas desencadeia a busca pela sua alma perdida, mergulhada em relações vazias e ausentes de vida, que ela tenta compensar na bebida e numa relacionamento tóxico. O relacionamento acaba, ela decide escrever histórias reais, e quando mergulha no vazio, encontra as suas forças voltando para a sua aldeia com a sua mãe. Um diálogo muito interessante com a sua mãe é revelado a flor do seu segredo; quando nos sentimos vacas sem sino, ou seja perdidas e sem rumo, é a hora de voltar para a origem, para onde nasceu.A força feminina pode ser resgatada no reconhecimento das mulheres que lutaram para nos facilitar a caminhada até aqui. Nossa força está em honrar nossos ancestrais. A cena mais bonita do filme é quando a protagonista do filme está na aldeia com as mulheres daquele vilarejo, fazendo um trabalho artesanal juntas, e num instante mágico, as mulheres começam a cantar. O canto foi o acalanto para a sua alma, e a indicação do caminho de volta, para ela refazer sua própria melodia e voltar com a força necessária para ser dona da sua vida. Muitas vezes voltar a estas raízes é perigoso,podemos desenterrar fantasmas, ossos que precisamos manter enterrados.Mas abrir a porta do porão é o caminho para reunir forças aliadas na vida e não virar refém de pessoas, relacionamentos ruins, para não ficar sozinha,ou falsos mestres, disfarçados de líderes espirituais.Quando não estou em contato com o meu corpo, ou fico fico batendo o pés, ou fazendo reverência em homenagem a elas, com a respiração nos pés, peço forças a linhagem que veio antes de mim, através de minha mãe, minha avó, bisavó... Busco Também, encontrar minha alma feminina nas obras da Frida Kahlo( 1907-1954), pintora mexicana, nos livros da escritora Sivya Plath (1932-1954), muitas mulheres, mas fico por aqui, não poderia terminar de citar mulheres anônimas ou não, que buscaram se explicar nessa vida.Susan Sontag escreveu no seu diário:" Eu abraço a minha solidão como uma dádiva; vou me tornar bonita por meio dela".

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

POESIA CORPÓREA

Fiz uma performance de dança sobre a opressão. O meu corpo comprimido,fechado e com os punhos cerrados, com a cabeça encostada no chão. Dancei no solo, plano baixo. Dancei a opressão e deixei o meu corpo falar. Os movimentos complexos brigavam com o chão, com as transferências de peso.Meu corpo acessou memórias desconhecidas e num certo momento, meu corpo entrou numa vivência muito profunda me trancando no porão, estava presa dentro de mim, e não sabia como penetrar mais fundo e emergir viva. O corpo é um mistério e uma dádiva.Demorei muito tempo para sair da prisão criada por mim.Fico pensando na minha natureza aprisionada, por não acreditar que ainda tem espaço nesse mundo para a pureza e o mistério. Numa época em que tudo pode ser dito e explicado por todos,me reservo o direito de continuar sendo uma desconhecida de mim mesma, estrangeira.O contato comigo só acontece no estado supremo da dança.É na dança que meu espaço espaço interno libera extasiado,memórias de uma vida selvagem que abandonei por ter levado muitos tombos.Aprendi a calcular a queda, mas não aprendi a levar uma existência calculada.Isso fere o meu caminho de busca por transformação e leveza.Levei anos fazendo Biodança,terapias alternativas, para me sentir viva e humana na vida. Levar para a vida o que sinto quando danço.A maravilha de me abrir não vingou.Sim, o mundo é perverso também. A china invadiu o pacífico Tibet. Ainda estou impactada com esse exercício de dançar a liberdade, só não sei se é possível expandir minha luz, e me proteger de energias perigosas.Preciso aprender.Eu me alimento da riqueza do meu mundo interior, mas no momento percebo que estou reservando espaços onde me sinto protegida, para voar e ser eu mesma.Criar força para elevar consciência diante do infinito desejo de ser uma pessoa melhor.Arte não salva ninguém, mas pode ser uma grande ferramenta para sonhar e transformar a realidade de alguém.Como viver sem sonhos? Eu continuo acreditando que as respostas vêm do meu corpo. " O que aconteceria se,em vez de apenas construir nossa vida, nós nos entregássemos à loucura, ou á sabedoria de dançá-la?"

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

DO TRÁGICO AO CÔMICO

Jung(1903-1955) disse uma vez que Deus adquiria mais consciência à medida que os seres humanos adquiriam mais conciência. Precisamos ter raízes, acessar a terra, através das pernas e dos pés, para obter ritmo. Se estamos muito no mundo dos pensamentos, com a mente atormentada, o ideal é sentir o corpo. Funciona bater os pés no chão, correr por exemplo, é um ótimo remédio para quem tem depressão. Aliás qualquer trabalho corporal ajuda muito no tratamento, associado à terapia e antidepressivos.Complicado é encontrar o mecanismo que acione o desejo de movimentar o corpo. Complicado para quem sofre de depressão é encontrar sentido na vida. Gostar de viver é uma tarefa árdua. No entanto quando o corpo consegue sair da prisão,a vida fica leve . Não vejo situação mais adjecta que mandar um depressivo sair do seu estado por conta própria, como se ele tivesse escolhido ficar com a sua vida parada. Eu sei que com muito esforço, muita gente consegue a cura, ou o caminho das pedras para viver bem.E assim, encarando o próprio processo, como busca para "abrir as portas da percepção",encontrar a paz. O caminho é árduo e complexo, porque é uma doença invisível, não a vemos no corpo físico. Mas podemos percebê-la na imobilidade, na falta de energia,na baixa estima e no peso da voz, na imobilidade, na não vida, solidão, deserto. Se você conhece alguém nesse estado, saiba que existem muitas maneiras de ser solidário,na minha modesta opinião, compreender, ouvir, propor algum movimento, abraçar,convidar para dançar, só ficar perto. se importar de verdade. Aos poucos o movimento recria a vida e a cabeça fica leve. Olhamos nossas raízes, com nossas pernas e pés.Passamos a buscar a base, o que nos sustenta e nos deixa de pé. Atraves do quadril,a tendência é ganhar um novo equilíbrio,ter base para agir na vida. O ideal é integrar o pensar (cabeça), o sentir (coração) e o agir (quadril). Enfim, é trabalho duro sobre si mesmo. No teatro Nô japones, a caminhada é feita dobrando os joelhos para frente, os joelhos flexionam, os pés fazen pressão pelo chão e deslizam,em vez de levantarem para dar um passo normal.Desta forma, o ator revela a sua vida.Justamente na relação do equilíbrio do movimento suave e forte. Ele também(o ator) usa o máximo de energia, para se obter um resultado mínimo.Desta forma, ele encontra no incômodo, na resistência das forças opostas,sua capacidade de aguentar firme, resistir. A vida é um fluxo contínuo. E o humor é fundamental, lembrei de uma definição de comédia que adoro, do filósofo Sócrates:O cômico é uma pequena desarmonia,de pequenas proporções,com possíveis consequências desastrosas. O movimento, a respiração, nos leva para nossa casa, o corpo, para que a criança interna dê cambalhotas e volte a sorrir.

BLADE RUNNER

Ontem vi uma senhora grávida no último lugar num caixa de auto-atendimento, eu estava numa posição privilegiada na fila e estava lend...