terça-feira, 21 de julho de 2015

CORPOS ESCRITOS

"Onde encontrei vida, encontrei verdade e potência." Esta frase do Nietzsche filósofo Alemão (1844-1900), me acompanha. Gostaria de ver a arte como mediação entre as coisas, no pensamento pré-Socrático,a vida como transformação constante, o devir.Nosso modelo de pensamento nasce com Platão e Sócrates.O pensamento torna-se superior ao corpo,suprimindo a pluralidade.E como consequência a negação do corpo. Felizmente estamos retomando o fio do tecido da vida, na contemporaneidade. Diversidade e identidade são possibilidades fundamentais para se achar o nosso lugar no mundo. O corpo como o centro do mundo." O universo numa casca de noz", a estética do sabor, do fruir. O corpo fonte de prazer, dores, cheiros, enfim, sensações. Na dança Indiana tem o conceito de rasa, que significa suco, ,essencia, seiva.A dançarina é considerada uma gourmet,que prepara com o seu corpo uma iguaria, seus sentimentos são os temperos.E quando ela apresenta a sua dança iguaria,o banquete é ofertado ao público. E quando o público sente o seu sabor, entra em deleite estético . Não existe separação entre dançarina e público. Todos podem desfrutar a dança, fazendo parte do rito, da cerimônia, diante do altar da dança. Emoção sempre, vestida de mim. Quero que minha dança transforme o banal em sublime, porque sou uma pesquisadora do cotidiano. "Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir" Independentemente da sua história, existe um instante sublime no seu corpo,esse instante é o movimento. Instante de ler as mensagens do seu corpo, entender que o corpo tem memória para construir a si mesma. A verdade do corpo, nasce com a experiência. É o homem que segundo Nietzsche, se supera e se reinventa no presente.

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