terça-feira, 28 de abril de 2015

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O CORPO FEMININO

Dançar é um ato político. Amar o próprio corpo é um ato político.Entendê-lo e descobrir a sua ação no mundo é revolucionário. Penetrar nos mistérios do corpo e os seus símbolos. Isso acontece quando uma mulher decide descobrir de que substância é feita, saindo da ditadura da estética e dos modelos de comportamentos fabricados. É o momento de ser visceral sem ser vulgar, para celebrarmos nossa "natureza pulsante", nosso espírito selvagem adormecido. existem inúmeras maneiras de se entrar em contato com esse universo mágico que é o corpo. Maneiras de explorar sentir, agir e pensar. Formas de acordar com o corpo vivo. Não é esquisito, muita gente acorda morta, presa no corpo, aprisionada. Para descobrir o que nos foi dado como busca, muitas vezes, fazer uma simples caminhada já muda o roteiro do filme daquele dia, o coração começa a bater diferente, as pernas começam a ter força, os pés criam asas,as nuvens começam a passar, as árvores começam a mostrar força, a respiração passa a soprar vida para dentro de nós. E esta é a mágica que o corpo proporciona em qualquer pessoa que começa a prestar atenção nele(o corpo). Fica muito clara a filosofia dos orientais, a meditação, a alteração dos estados de consciência para se adquirir consciência do aqui e agora. A importância dos pequenos gestos no cotidiano. O texto é sobre política do ser. Não adianta ter forma e não ter conteúdo. Na busca por autenticidade, força para receber o que está sendo traçado pelo destino. Desta forma o corpo nos ensina a afirmar a própria existência, restaura a pothência da força singular de cada um, para que os sentidos sejam acessados, a alma seja nosso reservatório de prazeres e delícias. Estar no processo constante de expansão. Muito importante esta educação do corpo como referência para se pensar o mundo e agir na estrutura social que se faz parte. Menos doenças e neuroses, menos farmácia e mais movimento. Menos novela e mais canto e danças populares nas ruas, nos parques, nas ruas. Menos demagogia dos políticos e muita cultura e celebração aos nossos ancestrais e mestres.Acredito na força que reside no despertar do potencial de cada pessoa. Infelizmente, a maneira escolhida para se fazer política aqui no Brasil, transcendeu o "pão e circo", hoje o que vemos é uma população controlada pelas forças que lutaram para libertá-los da miséria econômica. Quando algum grupo desperta em qualquer comunidade,o desejo de mudança,é muito claro o papel de setores que levam teatro, terapias comunitárias, e muito trabalho corporal para todas as pessoas que são privadas, ou negadas o direito de desfrutar, ter o direito de ser o melhor para si mesmas. Estas ações têm o poder de nos mostrar que, estamos voltando a encontrar verdade nos olhos das pessoas, amor nos encontros, abraços sinceros, união sem interesses eleitorais. Mulheres mais independentes e livres, seres que sabem que a força reside na luta e no prazer de ser inteira diante de cada batalha, cada superação. Um dia, todas as mulheres do mundo, que têm que sufocar a sua voz e que continuam gritando em silêncio com a alma escondida, poderão ser donas dos seus corpos e de suas vidas

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