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Mostrando postagens de Abril, 2015

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O CORPO FEMININO

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Dançar é um ato político. Amar o próprio corpo é um ato político.Entendê-lo e descobrir a sua ação no mundo é revolucionário. Penetrar nos mistérios do corpo e os seus símbolos. Isso acontece quando uma mulher decide descobrir de que substância é feita, saindo da ditadura da estética e dos modelos de comportamentos fabricados. É o momento de ser visceral sem ser vulgar, para celebrarmos nossa "natureza pulsante", nosso espírito selvagem adormecido. existem inúmeras maneiras de se entrar em contato com esse universo mágico que é o corpo. Maneiras de explorar sentir, agir e pensar. Formas de acordar com o corpo vivo. Não é esquisito, muita gente acorda morta, presa no corpo, aprisionada. Para descobrir o que nos foi dado como busca, muitas vezes, fazer uma simples caminhada já muda o roteiro do filme daquele dia, o coração começa a bater diferente, as pernas começam a ter força, os pés criam asas,as nuvens começam a passar, as árvores começ…

A DANÇA ESTÁ PRESENTE

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"E depois de uma tarde de" quem sou eu" e de acordar a uma hora da madrugada em desespero... Eis que as três horas da madrugada eu me acordei e me encontrei simplesmente isso:Eu me encontrei calma, alegre plenitude sem fulminação simplesmente isso eu sou eu e você é você é lindo, é vasto vai durar. Eu sei mais ou menos o que vou fazer em seguida, mas por enquanto olha pra mim e me ama. Não tu olhas pra ti e te amas É o que é certo." Clarice Lispector Ontem na aula de Biodança, fizemos um trabalho com os braços em duplas. Um da dupla movimentava os braços do parceiro, que tinha apenas que se deixar levar, soltar os braços, "entregar" para o outro cuidar. Se entregar para o outro é um grande gesto de amor. Apesar da maravilha que é ser cuidado, poucos conseguem.Nosso corpo quer, mas a nossa necessidade de controlar tudo não deixa. Precisamos de muito treinamento na vida para deixar o universo nos cuidar.Não é sobre inércia e morte que escr…

ZEITGEIST

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Dedico esse projeto a todas as mulheres que morreram nas fábricas para que pudessemos ter direitos, mulheres que vegetaram nos hospícios, nos conventos, numa época em que pensar sendo mulher era anomalia. Sim, teve uma época onde os homens selavam o destino das mulheres, nos tribunais de inquisição eram queimadas como bruxas, ou enclausuradas em casamentos, que eram verdadeiros tratados, para acabar guerras, aumentar reinos e expandir territórios. Ai de mim, que isso não é passado, a história ainda está nos desvelando, tirando os véus da covardia. Mulheres que queimaram sutiãs, que mostram o peito desafiando o preconceito. Revolução do corpo, do pensamento.   Proponho a revolução da alma.   Revelar o que nos define como essência, não falo de gênero. conheço homens que têm a alma feminina e vice-versa. Expressar o que sou com inteireza e verdade.    Gostaria de pedir por todas as meninas que nascem com a infância roubada, a escola e a inocência negadas, a descoberta do desabrochar d…