terça-feira, 25 de março de 2014

PROGRAMAÇÃO - MOVIMENTO D- FESTIVAL DE DANÇA DE BRASILÍA


PROGRAMAÇÃO
2ª EDIÇÃO MOVIMENTO D – FESTIVAL DE DANÇA DE BRASÍLIA
11/4 (sexta-feira)
TEATRO SESC NEWTON ROSSI (CEILÂNDIA), às 20h
Foyer - Rastros
Vidro e Alumínio
12/4 (sábado)
SESC CEILÂNDIA, das 10h às 12h
Oficina de Street Dance com Wesley Messias TEATRO SESC NEWTON ROSSI (CEILÂNDIA), às 20h Foyer - Cenas Soltas
Um Corpo Acústico
25/4 (sexta-feira)
RODOVIÁRIA DO GAMA, das 17h às 19h
Oficina de Street Dance com Wesley Messias TEATRO SESC PAULO GRACINDO (GAMA), às 20h Foyer - Epidemia
As 4 Estações
26/4 (sábado)
TEATRO SESC PAULO GRACINDO (GAMA), às 20h
Foyer - Baraka
O que Me Toca é Meu Também
28/4 (segunda-feira)
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE BRASÍLIA – IFB, das 11H30/ 13H
MESA DE DEBATES: Pesquisa de linguagem artística em dança ESTAÇÃO DO METRÔ GALERIA DOS ESTADOS PLANO PILOTO, das 17h às 19h Oficina de Dança Popular com Pedro Salustiano FOYER CAIXA CULTURAL, 18H/ 19H30 MESA DE DEBATES: Formação de Platéia no DF
** Limitado à participação de 20 pessoas.
CAIXA CULTURAL, às 20h We don't have money, but we are funny
Onde Nasce um curso D´água
29/4 (terça-feira)
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE BRASÍLIA – IFB, das 11H30/ 13H
MESA DE DEBATES: Quando o artista é docente e o docente é artista UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA, Complexo das Artes (Concha Acústica), das 12h às 14h Oficina de Dança Popular com Pedro Salustiano
FOYER CAIXA CULTURAL, das 18H/ 19H30 MESA DE DEBATES: Economia da Dança
** Limitado à participação de 20 pessoas.
CAIXA CULTURAL, às 20h Klepsydra
Heranças
Stam
30/4 (quarta-feira)
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE BRASÍLIA – IFB, das 11H30/ 13H
MESA DE DEBATES: O ensino da dança na contemporaneidade – desafios e perspectivas FOYER CAIXA CULTURAL, das 18H/ 19H30 MESA DE DEBATES: Diversidade na Dança no DF CAIXA CULTURAL, às 20h Foyer - Oriente Ocidental
Imagens do Sagrado, Blima
ESTAÇÃO METRÔ DE TAGUATINGA (PRAÇA DO RELÓGIO), das 17h às 19h Oficina de Dança Popular com Pedro Salustiano

domingo, 23 de março de 2014

MOVIMENTO D - FESTIVAL DE DANÇA DE BRASÍLIA


Brasília traz festival com as novidades do mundo da dança

  da Secretaria de Cultura
Brasília traz festival com as novidades do mundo da dançaDivulgação

Segunda edição do Movimento D tem foco na produção do DF
As grandes novidades da dança em Brasília nos seus mais diversos segmentos serão apresentadas de 11 a 30 de abril, com a 2ª edição do Movimento D – Festival de Dança de Brasília. Realizado com patrocínio do Fundo de Apoio a Cultura (FAC), da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, e apoio da CAIXA Cultural Brasília, do Sesc – DF e do Instituto Federal de Brasília (IFB), o evento propõe apresentar ao público o que há de mais interessante no mundo da dança a partir de interação inovadora com os espaços da cidade.
Nesta edição, todas as vertentes da dança estarão representadas no festival. Em 2009, a primeira edição teve foco na dança contemporânea. Agora, apenas produções do Distrito Federal participam do Movimento D, com objetivo de fazer um recorte variado da produção local, dar amplo acesso à população aos espetáculos e incentivo à formação de plateia para a dança.
Ao todo, 52 projetos foram inscritos para apreciação da curadoria, dos quais, 15 poderão ser conferidos gratuitamente no Gama, Ceilândia e Brasília. (vide programação). “O que queremos propor com essa reedição do Movimento D é um formato novo dentro da linha de festivais com um recorte da Dança”, comenta Sergio Bacelar, coordenador do projeto.
Do clássico ao contemporâneo, dos movimentos urbanos como o Hip Hop e o Street Dance, passando pelas investigações experimentais do movimento no palco, todas as estéticas relacionadas farão parte do Movimento D. Indo além da apreciação de arte, o festival esse ano traz como atrativos, oficinas ao ar livre ocupando espaços públicos, tais como Rodoviária do Gama, Sesc Ceilândia, Metrô de Taguatinga, Metrô do Plano Piloto e UnB.
Ali, serão realizadas oficinas de danças abertas ao público passante, de maneira espontânea, com professores de renome nacional. Pedro Salustiano - filho do mestre Salustiano - irá iniciar os interessados nos conceitos de danças tradicionais como cavalo-marinho, frevo, coco e maracatu. Wesley Messias, criador do projeto STAM, que propõe a realização de shows e cursos na área de danças urbanas, leva à população do Gama e de Ceilândia os movimentos do Street Dance.
Um amplo debate discutindo questões inerentes ao tema como a diversidade da dança produzida por aqui, o ensino da dança na contemporaneidade e a formação de plateia para a dança, além de outros temas, será proposto pela organização do evento em forma de mesas que serão realizadas no foyer da Caixa Cultural e no Instituto Federal de Brasília (IFB). O resultado dessas discussões comporá uma publicação a ser lançada como registro para nortear ações e políticas para o segmento.
Todas as informações sobre os grupos participantes e suas coreografias serão disponibilizadas no site do Movimento D como fonte de informações para curadores e produtores. “A nossa vontade é que o site funcione como uma plataforma de consulta para todas as pessoas interessadas em dança. A ideia é divulgar os trabalhos no Brasil e no exterior”, comenta Bacelar.

Serviço
Movimento D - Festival de Dança de Brasília
De 11 a 30 de abril
Espetáculos, mesas de debate e oficinas gratuitas no Plano Piloto, Ceilândia, Gama e Taguatinga
Informações para imprensa:
Tato Comunicação: (61) 3263-55597/8916
Jaqueline Dias – 9988-9618
Flávio – 9954-3116

sexta-feira, 21 de março de 2014

"ESCUTAR O CHEIRO"

"ESCUTAR O CHEIRO"
Minha facilitadora de Biodança, Neusa Ribacionka, me deu de presente em sua aula um conselho do seu pai: "Escutar o cheiro".
Pensei sobre o verdadeiro deleite estético que seria se, nossas a ações fossem orgânicas. Se cada gesto fosse recriado
a cada instante diante de uma presença. Na minha opinião, cada ato em si contém a força e o lirismo necessários
para nos lembrar do humano. Sentir a pulsação da vida, despertar. Precisamos "escutar com o corpo".
Considero dançar um privilégio porque nos liberta por instantes da prisão interior que, às vezes, nos é imposta por nós mesmos.
Dançar nos convida a "sair do controle" por alguns instantes e amplia a qualidade e a profundidade dos nossos gestos.
Para viver novas experiências e modificar nossas ações no cotidiano, é fundamental
recuperar o gestual. É ver tudo como a experiência que nos provoca alguma sensação ou prazer de perceber as possibilidades
e informações sobre o Ser, o mundo e a relação com o todo. Precisamos buscar mais, investigar mais, perceber mais e sentir mais.
"Espírito" vem do latim e significa "sopro", o que move a vida. Vida é sinônimo de ação, tempo que gera ação,
que é o que nos reconecta a uma atitude de reverência diante da vida.
Ariane Mouchikine diretora do Teatro, afirma que a imaginação é um "músculo". O corpo pode evocar mundos inteiros.

quarta-feira, 19 de março de 2014

VIAJANTE DO TEMPO

"Falar da minha aldeia", para me explicar no – e para – o mundo. Explicar-me para mim.
Meu blog ("Baraka") é fruto da tentativa de auto explicação, por meio da procura de uma linguagem pessoal.
No entanto, o rótulo da "dança indiana" – ainda – é muito forte. Por mais que tente me fazer entender,
continuo realizando a difícil tarefa de tentar me "desvincular" desta estética milenar, tão linda e rica culturalmente, para criar a minha própria.
No momento estou pronta para o meu processo de produção e montagem, que tem como principal proposta "dançar Brasília".
Me sinto livre para ampliar o diálogo com o ocidente e o que o legado da minha cultura tem de melhor.
Uma viajem de dentro pra fora, porque não preciso mais buscar o estranho, o distante, para construir minha identidade como artista.
Meu diálogo sempre foi da Índia para o Brasil. Meu novo projeto tem como foco principal a geometria, a arquitetura do ser
e a dramaturgia do corpo. Do corpo brasileiro, da brasilidade do Brasil, da terra que me gerou.
O oriente sempre estará presente, mas agora, diluído entre as novas fronteiras que estou abrindo.
Sou uma viajante do tempo, onde presente, passado e futuro fazem parte da mesma substância.
Procuro e busco o que não está restrito no tempo e no espaço. Aquela qualidade de presença que transforma qualquer instante,
superação e ternura. "Precisamos estar dispostos a nos livrar da vida que planejamos, para podermos
viver a vida que nos espera. A pele velha tem que cair para que uma nova possa nascer".

quarta-feira, 5 de março de 2014

BUSCAR RESPOSTAS NO CORPO

Buscar respostas no corpo.
A humanidade buscou solucionar seus enigmas através da religião, da ciência e da tecnologia.
Penso na "revolução" que acontecerá quando a compreenção da vida tiver como princípio básico
o entendimento, partindo do lugar de onde residimos, nossa primeira casa: nosso corpo,
tão negado e mal interpretado.

Na Grécia antiga a arte intermediava a relação com a vida e o corpo estava presente
em todos os rituais do cotidiano. Quando pensar passou a ser mais importante que sentir,
separamos sem perceber a mente e o espírito do corpo. Precisamos de muito lirismo
para conectar e integrar o "sentir", o "pensar" e o "agir".

Apesar de todas as possibilidades que o mundo contemporâneo nos oferece, com os ensinamentos
de pensadores que subverteram todos cânones até então propostos, com teorias libertárias, estamos
muito aquém dos nossos ancestrais. Penso que nós somos os "primitivos", porque estamos perdendo
a conexão com o nosso espírito humano mais profundo. "A poética do Humano" (Rolando Toro (1924-2010), antropólogo, criador do Sistema Biodança).

Precisamos conhecer mais, revisitar nosso legado, interpretar a alma escrita dos que ousaram
pensar a Humanidade e todos que, antes da escrita e do pensamento, escreveram a nossa História
com o corpo. Reafirmo que o corpo é um arquivo de memórias e sentimentos. O olhar organiza nosso espaço de movimento. O ouvido é a nossa concha sussurrante do tempo. Nosso quadril o centro
do Universo, os pés são os símbolos da nossa força na relação com a terra. O coração, centro afetivo. O tornozelo está unido às articulações e dele, depende a harmonia.

Segundo Jean Ives Leloupe (1950),  "A vida nos é dada, mas nem sempre é recebida.
Tudo nos é dado mas nem tudo é recebido. Existem partes de nós mesmos, alguns de nossos membros, que estão fechados ao próprio movimento da vida, que estão fechados ao Sopro
do Vivante. Cada um de nós tem um espaço de abertura e um espaço de fechamento".

Só chegaremos à  luz, se fortalecermos nossas raízes e, este conhecimento, passar para nosso corpo.
Está na hora da Humanidade abrir o Livro da Vida e "revelá-lo" ao corpo. Conhecer as mensagens
do nosso corpo, escutá-lo, entregar nossa experiência de transbordamento para o outro que também sou eu. Porque sou feita do mesmo tecido. "Tudo o que é Humano me interessa".

BLADE RUNNER

Ontem vi uma senhora grávida no último lugar num caixa de auto-atendimento, eu estava numa posição privilegiada na fila e estava lend...