DANÇAR A PRESENÇA

  Pensar o verbo e não o substantivo, a ação como foco, no movimento integrado.
   Antonin Artaud, ( 1898, 1948) ator,poeta e encenador Francês, depois de assistir a dança Balinesa ficou totalmente impactado com a riqueza imagética, ritualística e onírica  que emergia dos dançarinos.No livro o Teatro e o seu duplo ele escreve sobre o teatro da Crueldade,  e sobre a ditadura do texto ou o textocentrismo.
   Entre os elementos teatrais mais combatidos estão a visão do teatro como entretenimento; a caracterização psicológica dos personagens; a valorização exagerada do enredo; e o predomínio da dramaturgia em relação à encenação. Propõe ainda: um teatro físico, centrado na experiência corpórea dos atores e, por conseguinte, também do público; a interação entre atores e espectadores; o fim da divisão entre palco e plateia, com a encenação ocupando todo o espaço; um espaço teatral não tradicional (espaços adaptados, galpões, igrejas, hospitais ou quaisquer outros lugares que a encenação demande); e, sobretudo, o teatro visto como experiência ritualística, destinada à cura das angústias e à reintegração do homem à sua totalidade física e espiritual.
   A experiência da dança como experiência transcendental, atemporal,sem tempo e espaço.Dançar como se fosse a última vez para despertar a urgência da vida, do encantamento de pertencer à espécie humana.

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