quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

.DANÇA E PROPORÇÃO ÁUREA


DANÇA E  PROPORÇÃO ÁUREA
A natureza segue um fluxo, uma árvore por exemplo quando está em crescimento tem uma sabedoria secreta que consiste em encontrar padrões que através das bifurcações,e distorções dos galhos, localização no espaço, o crescimento das folhas ,com formas tridimensionais encontra assim a forma perfeita e as condições necessárias para ser nutrida com a luz do sol,água para garantir a vida contida naquela planta.
Desde a antiguidade a proporção áurea é usada na arte, existe uma frequência , um padrão.
O número de ouro pode ser encontrado na natureza, no corpo humano e no universo.
Um planta sempre busca as condições apropriadas para crescer. O ser humano para crescer necessita também de encontrar a plena conexão com a vida que se manifesta no ambiente, que precisa estar em plena harmonia com os recursos oferecidos como nutrição,acolhimento, luz,afeto.O movimento orgânico que leva ao crescimento de um ser levando em conta que o corpo já vem programado para crescer e é fruto de condições apropriadas que cada um precisa desenvolver.
Não existe um caminho de crescimento, muita vezes é preciso olhar uma situação e perceber se é o momento de mudar a direção, o espaço ou esperar o momento de encontrar o melhor ângulo para voltar a crescer, quando algo não floresce na vida.
Só há fluidez na vida quando se encontra a plena sintonia com ambiente para  tornar-se sagrado.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

MIRABAI " UM INSTANTE DE BELEZA É UMA ALEGRIA PARA SEMPRE"

Depoimento do professor/doutor Reinaldo Guedes Machado,
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (UnB) sobre MIRABAI.
 
“Não faz muito tempo. Maria (MIRABAI) foi minha aluna na disciplina de Teoria das Artes no curso de pós-gradução da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília. A turma era hetereogênea: alguns alunos arquitetos, um licenciado em educação artística, um bacharel em História e ela. 
Visando aproveitar os diferentes saberes ali reunidos solicitei como trabalho escolar que cada qual elaborasse uma apresentação baseada em suas vivências anteriores no campo artístico. Maria (MIRABAI) dançou, na pequena praça em frente ao centro acadêmico, lugar de trânsito dos que se dirigem para a próxima aula, onde permanecem os que descansam, namoram ou discutem a política estudantil em toscos e velhos sofás. 
Pouco a pouco, a faculdade agitada e ruidosa naqueles momentos de intervalo entre aulas, silenciou. 
Paradoxalmente, como se fora som, o silêncio, foi-se propagando pelas salas vizinhas e atraindo alunos, professores e servidores que se acomodavam como podiam para apreciar a beleza que acontecia inesperada num lugar inadequado! Que sabíamos nós, meus alunos, colegas e eu, da dança indiana para apreciar a arte que se realizava naquele momento? No entanto, ainda que incapazes de uma apreciação judiciosa, todos fomos envolvidos pela verdade profunda que emanava das mãos, dos olhos, do movimento do corpo da dançarina. A opacidade pesada da matéria dava passagem ao espírito que a conduzia e nos reunia num espaço e num tempo além da contingência concreta do cotidiano. Isso aconteceu e eu me lembro, para confimar John Keats: Um instante de beleza é uma alegria para sempre. (Endymion, em tradução livre)”.




Koyaanisqatsi Movie Full Soundtrack - Phillip Glass (1982)

BARAKA: MIRABAI - Maria

BARAKA: MIRABAI - Maria: Depoimento do professor doutor Reinaldo Guedes Machado Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB universidade de Brasília “Não faz ...

sábado, 7 de dezembro de 2013

"O corpo Fala". E muito!


O CORPO COMO VEÍCULO DE LINGUAGEM

A  pesquisa realizada por mim no ESPETÁCULO DE DANÇA
& TEATRO BARAKA é a desmonstração de uma técnica baseada em elementos da dança clássica indiana, que continua causando forte impacto no público que tem me prestigiado desde a estréia, em setembro/2011. A força das imagens reveladas pelo meu corpo em cena e a plasticidade dos movimentos provocam diálogo profundo com os expectadores, derrubando as fronteiras entre palco e platéia, relações
de consumo e entretenimento.
A arte que resgata a força do ser humano.
Não há em cena nenhum artefato ou elemento da linguagem visual – como cenografia, iluminação ou efeitos especiais.
Há apenas a dançarina e a dança.

Na minha opinião, uma apresentação perfeita acontece quando
a dança aparece, e não a dançarina. Gostaria de revelar um aspecto da minha pesquisa muito comentado por mim e pouco compreendido. Durante algum tempo escrevi textos sobre
meus estudos a respeito da dança clássica indiana.
Mas, quantas pessoas conhecem a dança clássica indiana?
Uma minoria. E a criação de uma linguagem própria? A que “linguagem própria” me refiro?
O corpo continua sendo um ilustre desconhecido para as pessoas e, a dança, com o tempo,
foi passando por um processo de “elitização” e difusão de técnicas que só aumentaram
o seu hermetismo. O resultado é a perda do público não “iniciado”.

Pensei em criar um método para ensinar dança, onde a técnica e a vivência da dança
fossem estudadas com prazer e organicidade. O veículo para sua compreensão e sentido.
Na tarefa de construir essa linguagem, comecei a pautar as aulas.

Sobre a minha experiência como professora de dança e teatro, uma das minhas fontes
de pesquisa é o efeito da dança na vida das pessoas. Dou aulas para alunos da rede pública
de Brasília, atuo como  coreógrafa e preparadora corporal de pessoas de várias faixas etárias,
pertencentes a todas as classes sociais. Com o tempo, percebi nos alunos(as) a carência do contato
com o próprio corpo. Na avidez por ter acesso a esse conhecimento e o encantamento pela vida
que as minhas aulas estimulam, percebo que muitos alunos(as) reencontram o riso e o prazer.
A escola proporciona pouca vivência com o corpo. Temos a educação física, que nem sempre
cria espaço para a expressão poética do ser.  A escola formal que existe hoje, praticamente suprimiu
o ensino da dança como linguagem. São raras as iniciativas – e isoladas.

Recentemente o governo aprovou uma Lei que regulamenta o ensino da música nas escolas públicas
em Brasília. Mas eu continuo perguntando “quando é que o corpo terá o status de matéria curricular”?
Não me refiro ao estudo do corpo como objeto de pesquisa em várias disciplinas.
Falo da experiência do “contato real” do indivíduo com seu próprio o corpo, suas emoções, prazer
e a vivência que constrói o conhecimento holístico. Uma possibilidade de retomar a razão
e a emoção. O estudo do “todo”, já que “tudo” começa com o corpo.

Historiadores, antropólogos e profissionais de outras áreas do conhecimento humano já ensinaram
que “o gesto antecede a fala”, que “o corpo fala” e que 70% da nossa linguagem ou comunicação,
começam com a nossa linguagem corporal. No cérebro humano, os hemisférios esquerdo
e direito são os responsáveis e nos conduzem ao entendimento e percepção do mundo.

O ocidente negou o corpo e até o considerou "perigoso". O momento é de devolver
a capacidade de integrar Corpo, Mente & Alma. Pensar e agir no mundo com emoção.
Precisamos – é necessário – retomar um modelo de alfabetização e ensino que entenda,
priorize e contemple o corpo como veículo de linguagem. Quando isso será possível?

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

BARAKA:MIRABAI.m4v

O ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA/ PROCESSO DE PESQUISA

O ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA foi criado pela atriz, dançarina, pesquisadora e professora Maria Vilarinho Cardoso, que adotou o nome artístico MIRABAI.

Formada em 1999 na Faculdade de Artes Dulcina de Morais, atualmente MIRABAI leciona História da Arte e Artes Cênicas na Escola Parque 307/308 Sul. Professora contratada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal .

 Como pesquisadora MIRABAI direcionou seus estudos às origens da dança, seus significados e influências objetivas/subjetivas no cotidiano gestual do mundo contemporâneo. Posteriormente,

na composição de seus personagens, foi fortemente influenciada pela cultura Oriental.

 O estreito contato da artista com o estilo de Dança Clássica Indiana BharataNatyam e suas sucessivas viagens de aperfeiçoamento, conduziram de forma natural suas pesquisas e trabalho a uma identidade própria, promovendo o diálogo entre teoria e prática.
O inerente sentimento de brasilidade presente na identidade, personalidade e sentimentos de MIRABAI, somaram-se a pesquisa transcultural e, com a associação da criação cênica interartística, brotou – tal qual uma flor nasce nas pedras – um conceito estético inovador.

 A partir de então, MIRABAI subverteu a ordem natural que separa Continentes, povos e culturas. Mesclou a enigmática e milenar arte indiana com as mais autenticas raízes brasileiras.

Vislumbrou  e ousou o impensável: colocou lado a lado no mesmo palco, na mesma personagem, o gestual sagrado da Índia, o sapateado da cabocla nascida no sertão nordestino e o gingado da cabrocha urbana do Brasil. No rosto, os mistérios contidos nos olhos da mulher indiana fundiram-se com o olhar sestroso e cúmplice da mulher brasileira.
O ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA dialoga com tendências da dança contemporânea, interagindo com o que há de mais moderno no teatro, na arquitetura, artes visuais, performance e video-dança.
BARAKA é uma palavra Sufi, e significa “Sopro de Vida”, “Benção”, “Graça”, “Sopro Divino e Sagrado contido em todas as coisas”.
MIRABAI apresenta em dez atos as nuances das emoções, onde a narrativa é feita por meio do seu corpo. Cabeça, olhos, tronco, braços, mãos, pernas e pés são utilizados separada ou individualmente para esse fim.
O universo feminino é o ponto de partida e não de chegada.

. O ESPETÁCULO procura também resgatar de forma lúdica, poética e lírica o sentido da vida no mundo contemporâneo, sobrecarregado pelo excesso de informações tecnicistas que fragmentam e alienam o Homem de si mesmo.

"TEMPOS MODERNOS"

Sou voluntária de uma ONG que tem como missão ajudar e promover conforto emocional e saúde mental a pacientes com depressão e pessoas...