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quarta-feira, 19 de junho de 2013

O CORPO É UM TEXTO

Historicamente o corpo foi separado da mente no ocidente,primeiro pela Igreja, com tempo aconteceu a necessidade do homem olhar para o seu infinito e misterioso corpo. Usar a razão, o " penso logo existo" .Estar  no mundo era viver o paradoxo razão e emoção. Nosso corpo além de falar , guarda emoções não expressas e tem uma historia explícita e implícita. Nossos gestos tão incorporados na secura do cotidiano estão destituídos de símbolo. Parece que estamos todos ligados no automático, uma babel , falamos o tempo todo , e nem sempre o corpo confirma ou está presente. Observando as pessoas  dá para perceber. Vai além de olhar para um ombro caído e perceber que aquela pessoa está triste ou é tímida. Claro que olhamos para um corpo treinado e percebemos um bailarino andando, um atleta, mas existe um universo muito rico de saberes que chegaram através de técnicas corpóreas do Oriente e para somar às técnicas pesquisadas por grandes mestres do ocidente.Diversas pesquisas no campo da ciência, psicologia, artes cênicas num diálogo incessante sobre o corpo  revelam as várias camadas  e nuances que resgatam o corpo. A principal ferramenta de construção do entendimento de si mesmo e do seu espaço no mundo.Vários encenadores incluíram ao treinamento dos atores técnicas corporaes do oriente, massagens, Yoga, mantras , rituais,  corpo energético e no oriente também no Butoh a dança Japonesa influenciada pela Europa.Atualmente o corpo começa a ser visto com um texto, e a  abordagem exercida através do movimento é desvelada  e entendida como importante instrumento de comunicação e muitas vezes prescinde da voz. O gesto antecede a fala. Eduardo Galeano disse:  " Para a Igreja o corpo é uma culpa, para a ciência é uma máquina
.O corpo é uma festa".

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