segunda-feira, 24 de junho de 2013

ATRIZ-DANÇARINA



  Uma frase coreográfica pode ser  semelhante a ação física no teatro, pensar a dança e o teatro como linguagens simultâneas numa única manifestação.Não me refiro aqui sobre a dança-teatro criada  por  Rudolf Laban ( 1879-1958)nos anos 40 eu me refiro a criação do movimento presente e integrado e não se trata aqui de uma dança dramática. Me refiro a utilizar o nosso maior instrumento de expressão, o nosso corpo, a sua memória  no tempo e no espaço e construir o sentido. Penetrar no vazio e na sombra, instalar a alma no corpo, deixar a alma seguir a melodia.
 Comecei a pensar o movimento integrado sem fazer a distinção entre teatro,dança ,arquitetura e artes visuais, quando entrei em contato com o pensamento oriental, onde tudo é pensado através do todo. Não separam uma parte para compreender o todo como no pensamento ocidental .Toda ciência para ser considerada per si, precisa recortar no real,  seu objetivo próprio , no entanto   Einstein preferia a imaginação à ciência,porque compreendia a ciência como limitação e a imaginação era o entendimento do todo. Várias pesquisas contribuíram para ampliar as fronteiras da dança através do estudo das relações dança e personagem.,dança e teatro se manifestam numa única performance simbiótica e a possibilidade da substituição da dançarina e da atriz enquanto categorias independentes,  pela figura do atriz-dançarina, numa visão holística.Esse modelo de metodologia atriz -dançarina, que estou construindo está de acordo com as tendências da dança contemporânea.

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