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sábado, 15 de junho de 2013

A DANÇA E A EXPERIÊNCIA ESTÉTICA COMO IGUARIA

Brecht en  Bertold cenador Alemão ( 1898-1956) escreveu sobre o teatro e o seu caráter revolucionário.  Segundo ele a arte não deveria iludir ninguém, o ator e o público tinham que ter a consciência de que tudo era encenação, não era possível diante da indiferença do ser humano propor vender sonhos e poesia, não quero aqui questionar a obra dele, porque o teatro é um ato político.A contribuição de Bertold Brecht foi imensa, o distanciamento do ator que em cena poderia sair do personagem e expor a sua opinião crítica e a comunicação direta com o público. Atualmente tudo isso é muito comum, o teatro que deseja conscientizar, o teatro que tem fins estéticos e a pesquisa profunda na arte do ator, a comédia, teatro comunitário, um campo vasto de pesquisa.
   Minha pesquisa está relacionada não na causa, meu objeto de estudo é sobre o efeito profundo que posso provocar no público.Na estética Indiana esse efeito é  estudado.A teoria de Rasa  compara os sentimentos aos temperos, e o ator- dançarino a um gourmet, todos os seus instrumentos e técnicas para dominar a sua arte são seus ingredientes, sua performance é a iguaria, oferenda ao público e quando todos sentem o sabor, entram em deleite estético e não há a separação entre o dançarino -ator e  o público. Na prática esse processo exige do artista muito trabalho sobre a sua arte e sobre ele mesmo, ir além de si mesmo, para a performance acontecer aqui e agora, sempre como se fosse a última vez.Aquela imagem do público vibrando e o ator na coxia totalmente exausto e suado com a alma totalmente em êxtase por ter mais uma vez proporcionado a experiência de compartilhar a experiência de ser humano diante de todas as perguntas .
O banquete está servido.

 

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