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sexta-feira, 24 de maio de 2013

MIRABAI - Maria

Depoimento do professor doutor Reinaldo Guedes Machado
Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UnB universidade de Brasília

“Não faz muito tempo.
Maria (MIRABAI) foi minha aluna na disciplina
de Teoria das Artes no curso de pós-gradução
da Faculdade de Arquitetura
e Urbanismo da Universidade de Brasília.
A turma era hetereogênea: alguns alunos
arquitetos, um licenciado em educação
artística, um bacharel em História e ela.


Visando aproveitar os diferentes saberes
ali reunidos solicitei como trabalho escolar que cada qual elaborasse uma apresentação baseada em suas vivências anteriores
no campo artístico. Maria (MIRABAI) dançou,
na pequena praça em frente ao centro acadêmico, lugar de trânsito dos que
se dirigem para a próxima aula,
onde permanecem os que descansam, namoram ou discutem a política estudantil
em toscos e velhos sofás.
Pouco a pouco, a faculdade agitada e ruidosa
naqueles momentos de intervalo entre aulas, silenciou. Paradoxalmente, como se fora som, o silêncio, foi-se propagando pelas salas
vizinhas e atraindo alunos, professores
e servidores que se acomodavam como
podiam para apreciar a beleza que
acontecia inesperada num lugar inadequado! Que sabíamos nós, meus alunos, colegas
e eu, da dança indiana para apreciar a arte
que se realizava naquele momento?
No entanto, ainda que incapazes de uma apreciação judiciosa, todos fomos
envolvidos pela verdade profunda que
emanava das mãos, dos olhos, do movimento do corpo da dançarina. A opacidade pesada da matéria dava passagem ao espírito
que a conduzia e nos reunia num espaço
e num tempo além da contingência concreta
do cotidiano. Isso aconteceu e eu me lembro,
para confimar John Keats: Um instante
de beleza é uma alegria para sempre.
(Endymion, em tradução livre)”.
(Depoimento do professor/doutor
Reinaldo Guedes Machado,
– Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
da Universidade de Brasília, UnB).
“Um instante de beleza
é uma alegria para sempre”










PRINCIPIOS ELABORADOS
A PARTIR DO ESTUDO COMPARATIVO
DA DANCA CLASSICA INDIANA
E A TECNICA PESSOAL DE MIRABAI
 Diálogo com a fotografia, arquitetura, cinema,
escultura e artes visuais e meio-ambiente para
elaborar sequências coreográficas.
 Técnicas que sintetizam o comum e o sublime.
 Fragmentação integrada.
 A estética do silêncio (meditação), mantras,
auto-massagem no treinamento, ênfase no processo
da obra como necessariamenteinacabada, interna
relação entre arte e vida; assimilação e transformação.
 Ênfase no trabalho corporal e registro do movimento.
 Pesquisa de técnicas corpóreas do mundo.
Dançarina como criadora e autora de seu processo, onde a pesquisa baseada na “dramaturgia
de contrastes”, e estudo de si mesma, para encontrar as diferenças, contrastes, num embaçado
território fronteiriço entre o eu e o outro, interno,
externo, dança-teatro, espírito. Oriente-Ocidente, tradição e inovação, disciplina e espontainedade,
- que transite a possibilidade transcendente
da atriz-dancarina-pesquisadora.
 Diálogo transcultural, diversidade e identidade.
 Estudo do corpo em ação.
 Pesquisa sobre a presença em cena

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