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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A Árvore dos Desejos






No conceito Védico indiano, o Paraíso é composto por Árvores dos Desejos. Basta alguém sentar debaixo de uma delas e desejar qualquer coisa, que imediatamente o desejo se realizará, sem intervalo de tempo entre o desejo e a realização.

Conta uma velha lenda que, certa vez um homem estava viajando e acidentalmente, sentou-se embaixo de uma dessas Árvores dos Desejos. Sem nada saber sobre isso e dominado pelo cansaço, o homem pegou no sono, à sombra de sua frondosa copa. Quando despertou estava com muita fome, e então disse: - Estou com tanta fome! Ah, como eu desejaria conseguir alguma comida agora! E imediatamente apareceu um prato de comida à sua frente, vinda do nada, simplesmente uma deliciosa comida, flutuando no ar.

Ele estava tão faminto que não prestou atenção de onde viera a comida. Começou a comê-la assim que a viu. Somente depois que sua fome foi saciada é que voltou a olhar ao redor. Outro pensamento surgiu em sua mente: - Se ao menos eu conseguisse algo para beber... Imediatamente apareceram excelentes sucos e vinhos. Bebendo e relaxando na brisa fresca, sob a sombra da árvore, o homem começou a pensar: - O que está acontecendo? O que está havendo? Estou sonhando ou existem espíritos ao meu redor que estão fazendo truques comigo?

E diversos espíritos apareceram. O homem começou a tremer e novamente um pensamento surgiu em sua mente: - Serão esses espíritos perigosos?... Logo os espíritos se tornaram nauseantes, ferozes e começaram a fazer gestos ameaçadores para ele. Ai, meu Deus! Agora certamente eles vão me matar! E assim aconteceu...

Esta parábola tem apenas um significado: sua mente é a Árvore dos Desejos, e o que você pensa, mais cedo ou mais tarde, há de se realizar. Às vezes o intervalo entre o pensamento e o acontecimento é tão grande que nos esquecemos completamente que, de alguma maneira, desejamos o ocorrido. Mas, se olharmos profundamente, perceberemos que todos os nossos pensamentos, desejos, medos e receios estão criando nossas vidas. Eles criam nosso inferno ou nosso paraíso, criam nosso tormento ou nossa alegria.

Todos nós temos mentes "mágicas" capazes de manifestar externamente, nossos desejos e pensamentos. Estamos fiando a trama de nossas vidas, tecendo o mundo dentro e fora de nós, sem ao menos termos consciência disso. Sua vida está em suas mãos. Você pode escolher transformá-la num inferno ou num paraíso. A responsabilidade é toda sua. Isso depende somente de você! (Osho)

Fonte: (PPS) de Olga Mendonça.

Marina Abramovic

Arte e dor: Marina Abramović faz palestra em Londres só para mulheres
Performática mais prestigiada do mundo testa os limites do corpo, cruza olhares e diz que usa a dor para melhor entendê-la





São cinco da tarde, domingo de sol e 900 mulheres de todos os sotaques do mundo ocupam o auditório do Southbank Centre, em Londres, à espera da artista sérvia Marina Abramović, a avó da performance. Aos 65 anos, é a primeira vez que ela se expõe com exclusividade para o público feminino, apesar de acreditar que a arte não tem gênero. Na mesma sala, diferentes nacionalidades, olhares, estilos e desejos se concentram para o telão que antecede sua chegada. Nele, todas as dores - ou obras - de Marina fisgam a plateia ansiosa que ovaciona ao ouvir a frase: "Bem-vindas à revolução."

Thais Caramico/Opera Mundi

Marina Abramović em ação: a sérvia, nascida em Belgrado, é uma das artistas mais celebradas do mundo

Marina é daquelas mulheres fortes, cuja arte dialoga com a dor o tempo todo e por isso o tema da palestra: "O espírito não queima, seja qual for a condição". Sangue, cortes e olhar profundo de quem se doa ao tempo, esses são seus elementos usados no próprio corpo desde 1971, quando começou sua carreira. A resistência e o aumento da consciência são partes do processo, como quem sofre num segundo, com a certeza de que o sentimento é efêmero. "Sinto dor, mas passa. Na vida das pessoas é assim também", diz.

Entre suas performances, já questionou a beleza escovando o cabelo até o couro sangrar, desmaiou dentro de um pentagrama em chamas e cortou em volta do umbigo a estrela do comunismo. Também deitou nua com uma caveira e caminhou 2.500 quilômetros na Muralha da China para conseguir terminar um relacionamento. Em 1974, deitou numa mesa por seis horas e ofereceu o corpo à plateia, que podia usar qualquer um dos 72 objetos que a rodeavam. Havia faca e revólver, mas terminou sem blusa, chorando e com pétalas de rosa nos mamilos, carregada feito santa.

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Marina artista, nascida em Belgrado, é uma mulher natural que revela investigar a dor porque precisa conviver melhor com ela. "Faço performances com dor porque preciso controlá-la. Quando você aprende a controlar sua alma da dor, você passa a confiar no espírito e entender que você é algo temporário, que não tem de ter medo da morte", explica. Questiona-se o tempo todo, desde criança, sobre seu papel no mundo e o que faz aqui. E sorri ao lembrar que a melhor explicação não veio dos livros ou da psicanálise, mas de um xamã que, sem saber qualquer coisa sobre ela, lhe disse durante um ritual: "Não sei quem você é, de onde é e o que faz. Mas sua missão aqui é entender a dor e conviver com ela." Isso foi no Brasil, um dos refúgios de Marina.

No palco londrino, ela entra vestida de preto, cabelos repartidos ao meio e trança baixa, como sempre. Está nervosa, mas se mantém em fala plácida avisando que não está ali para discutir políticas feministas, mas para mostrar um pouco do que faz a um público especial. "A arte não tem gênero. Pode ser boa, ruim ou até mais ou menos. Mas nunca feminina ou masculina. Acontece que ser artista mulher é difícil, porque nossa dedicação ao mundo, como mãe, esposa e dona de casa exigem muito, e arte é uma coisa em que é preciso estar presente o tempo todo."

Tempo, ela alerta, só existe porque estamos sempre preocupados com o passado e o futuro e nos esquecemos do mais importante, que é viver o presente. Diz então que não há performance boa sem tempo, pois a matéria não preenche a arte, afinal, não é um produto. "A performance está ligada ao estado da mente e só é capaz de fazer isso, desde muitos anos atrás, quem vive o momento. Maria Callas quando canta, Pina Bausch quando dança, isso é performance", dá exemplos enquanto mostra trechos de apresentações que ama por simplesmente estarem focadas no momento.

MoMa/Divulgação
Nesse conceito de duração é que Marina trabalha boa parte de suas obras. Em "Relação com o Tempo", de 1977, ela sentou-se de costas para o ex-marido, o artista alemão Ulay. Eles prenderam os cabelos com um laço e ficaram 16 horas imóveis.

Em 2010, o MoMA de Nova York recebeu em sua retrospectiva 850 mil visitantes. Na obra principal estava Marina de carne e osso. Por 77 dias, sete horas diárias, a artista permaneceu sentada numa mesa em que o espectador chegava e trocava olhares por quanto tempo aguentasse. Muita gente chorou, o que deu origem a um site chamado "Marina Me Fez Chorar", e a um trecho do recém-lançado documentário A Artista Está Presente.

Minutos antes de encerrar a palestra, Marina sai do palco e retorna nua, com folhas de sulfite usadas para grifar seu "Manifesto Sobre a Vida do Artista", 18 trechos sobre o que considera ser a relação com a arte, pensamentos em defesa de que "o artista não pode se apaixonar por outro artista"; "o artista deve ter uma visão erótica do mundo"; "o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito"; "a depressão não é produtiva para os artistas"; "o artista deve criar um espaço para que o silêncio adentre sua obra" e que termina com "o artista deve deixar instruções para seu próprio funeral, para que tudo seja feito segundo sua vontade".

A sérvia joga as folhas no chão, pede às 900 mulheres da plateia que levantem e permaneçam em silêncio por três minutos. Diz que é para pensar em nada além do que o momento presente dentro daquele lugar e reforça a ação lembrando que ela está ali, em corpo e espírito. Numa ausência completa de ruídos, ela mantém os olhos abertos e levanta os braços lentamente. Agradece por estar ali e, bastante emocionada com a troca de energias, coloca a mão no peito e depois na cabeça, enquanto recebe mais uma onda de fortes aplausos seguidos por adjetivos de uma só natureza, em todos os sotaques.

 Texto: ópera mundi

"O espírito não queima, seja qual for a condição"

Recentemente assisti ao documentário sobre a artista Sérvia Marina Abramovic, uma performance  dela que me encantou, apenas uma cadeira e ela sentada , aguarda serenamente com toda a sua capacidade de doação que alguém sente diante dela e simplesmente esteja presente diante dela .Ela demonstrou a  uma multidão de admiradores, todos ávidos para sentar diante dela que é possível sim dar  e receber um instante de qualidade de presença, olho no olho, sem nenhum barulho, celular tocando,silêncio total, perder todas as defesas diante de uma presença.Pessoas do mundo todo.
Fiquei observando o quanto o excesso de possibilidades tecnológicas e a facilidade de se viajar no mundo contemporâneo não acabaram  com a necessidade da presença do outro.
 Sou uma artista que busca essa qualidade de presença e o treinamento eficaz que conheço e ser toda em cena, presente em cada gesto e cada olhar.Sinto a platéia totalmente envolvida, hipnotizada.O mestre da Biodança Rolando Toro falava do insconsciente numinoso, e o milagre que acontece no encontro de  dois ou mais seres  humanos, nosso sagrado, dentre as dimensões mais reprimidas do inconsciente numinoso estão o amor e a luz para o outro, expansão dos limites corporais e transparência. Sou uma simples aluna de Biodança, então eu escrevo sobre a minha visão.Eu vejo uma relação da proposta da Marina Abranovic  com a Biodança e a artista e ser humano que pretendo ser, passo a passo, vou sentindo a maravilha de  ser humana e atuar no palco com essa proposta de ser toda .Citando Rolando Toro( 1924-2010) o criador da Biodança : “Biodanza é a participação em um novo modo de viver, a partir de intensas vivências pessoais induzidas pela dança"

Marina Abramović, performance artist

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

GEOMETRIA SAGRADA


Geometria Sagrada



Dizem que na entrada da Academia de Platão havia uma inscrição onde se lia: “Somente aqueles familiarizados com a Geometria podem ser admitidos aqui.”

Na verdade, a Geometria vem da Matemática, dos números. Temos conhecimento da Escola de Pitágoras, para quem tudo era número, que diz que o Universo se expressa através de Números. Para ele existe O Um, a Mônada, a partir da qual tudo passa a ter existência. O Dois, a dualidade na sua forma mais pura, a simples polaridade do nosso mundo. O Três é o número de Deus, da Divindade. O Quatro, o número do mundo material, da manifestação terrena, dos quatro elementos. O conhecimento era sagrado e não podia ser revelado a não-iniciados, tal o poder que eles conferiam a quem conhecesse sua linguagem. Assim, surgiram as Escolas Iniciáticas na Suméria, no Egito, na Grécia e, se vocês repararem, até na Bíblia quando se fala dos frutos proibidos da Árvore da Vida.

Podemos pensar na Geometria como a descrição gráfica do Universo. Diferente da matemática, abstrata, a geometria tem forma, comprimento, profundidade e conteúdo, muito conteúdo.

E o que faz uma Matemática Sagrada ou uma Geometria Sagrada? Certa vez encontrei uma definição maravilhosa dada por Robert Lawlor. Ele dizia que entre os conceitos dos antigos filósofos, que têm caráter sagrado, e os modernos, puramente racionais, tem uma diferença fundamental. Os antigos viam a Matemática e a Geometria como uma meditação sobre o Um Metafísico. Um esforço em contemplar e visualizar a ordem pura e simétrica que brota da Unidade. União do que é Matéria e do que é Espiritual, Divino.

O que era o Início? O que tinha no Início? Início de que? Início em qual Universo? Mas num Universo tridimensional, sob a responsabilidade daquelas leis das quais o Tempo é uma delas, houve um Início. No Início era uma Força, o Não Manifesto, sem dimensão, sem tempo, sem espaço.

Mas é necessário que esta Força se manifeste no Tudo, já que Tudo ela contém. Para que esta Força saia da ausência de dimensão e se revele, ela precisa de um Ponto de Partida. Nosso amigo ponto. Vocês já pensaram no que é um Ponto?
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Vocês já perceberam quantos significados diferentes damos para a palavra Ponto? O ponto ainda não tem dimensão, nem tempo nem espaço, mas é necessário para a manifestação. Contém a Unidade. Penso que dá para traçar uma analogia com Kether da Árvore da Vida: perfeito, auto-sustentável, eterno. O foco de um círculo cujo centro está em todo Lugar e cuja circunferência está em lugar nenhum.

Da atuação desta força, surge a Linha.
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A linha é a 1ª Dimensão, o mundo unidimensional. O comprimento. A linha pode ser infinita e conter infinitos pontos (unidade). Infinitas manifestações da unidade. Neste mundo já existe começo e fim; então, se considerarmos que a linha tem um Ponto de Partida, um Ponto Final e um intervalo entre estes dois, descobriremos que o número-chave do mundo unidimensional é o 3.

Vamos continuar imaginando que a Força está atuando em cada ponto da linha e vamos considerar um tempo igual para todos eles. Considerando um Ponto de Partida e um Ponto Final, a atuação desta força resultará em um Quadrado.

Nasce a 2ª Dimensão, mundo bidimensional. O número-chave desta dimensão é o 5, ou seja, linha de Partida, linha Final, lado direito, lado esquerdo e a superfície não revelada entre as linhas. Esta dimensão contém a anterior.

Se aplicarmos o mesmo procedimento, ou seja, a Força atuando sobre o quadrado, chegaremos ao Cubo. A 3ª Dimensão, mundo tridimensional.

O número-chave do mundo tridimensional é o Sete, seis superfícies reveladas e um conteúdo não revelado. Nosso plano Setenário. Esta dimensão contém as duas anteriores. Vejam, as dimensões maiores contém as menores. Podemos dizer que as maiores têm Consciência das menores, mas o contrário não se aplica.

Dá para dizer que a forma básica da matéria é o Cubo, cujo elemento constituinte básico é o quadrado. Vocês sabem que a vida aqui da Terra é baseada no Carbono? A estrutura cristalina do Carbono é hexagonal, seis lados.

Vamos cortar o cubo de tal forma que o pedaço cortado contenha as três dimensões.



Retiraremos o Tetraedro, uma ponta, mas fica no cubo uma face que agora é um triângulo eqüilátero. O triângulo é a representação simbólica de Deus. Seus pontos estão em harmonia, equilíbrio, não têm tensão. A distância é a mesma entre qualquer de seus pontos.

Então, dentro do Cubo está contida outra forma geométrica que obedece a leis diferentes. Dentro do Cubo, que é matéria, mundo tridimensional, está oculto o Eu Divino, a Essência Divina, o Triângulo.

Se continuarmos a “lapidar” este cubo - a matéria - chegaremos à forma geométrica da Pirâmide. Base quadrada e lados triangulares.

Observe as figuras abaixo.



Na primeira temos uma Pirâmide. Localize o centro de cada uma das faces e trace uma linha ligando estes centros nas faces adjacentes, ou seja, lado a lado. Você chegará ao Cubo...
Na segunda figura temos um Cubo. Faça o mesmo ... trace uma linha ligando os centros de cada face adjacente. Você chegará à Pirâmide.

Dirão alguns: simples geometria. E geometria bem bonita! A diferença desta para a Geometria Sagrada é ir além da parte intelectual: é perceber.

Esta é a representação do homem que foi além. Não é mais um Cubo opaco, e sim um Cubo transparente, mostrando seu interior Divino, a Pirâmide. Usa a base quadrada apenas para dar sustentação e revelação, manifestação no mundo tridimensional. A essência é Divina.

A Pirâmide, em termos de símbolo, quer dizer:Seres de Deus.

Falamos que o Cubo é a representação do homem material. Reduzindo uma dimensão, para entendermos melhor, um cubo aberto, tem duas representações possíveis.



Somos levados à Cruz. Símbolo do homem que crucificou seu Eu Divino no mundo tridimensional. O único pensamento é para a Matéria. Símbolo do homem que ainda é Cubo Opaco.
Pode representar, também, o Tempo e o Espaço, os dois grandes pilares de sustentação do tridimensional. Nossa prisão por enquanto; poucos escapam, por momentos...

No Cubo Opaco o Divino não consegue se manifestar: o homem está preso às leis da matéria e morre nessa cruz. Mas a morte não é definitiva; em algum momento o Eu Divino se erguerá sobre a Matéria.

Talvez esta tenha sido uma das mensagens que um Ser Iluminado tentou nos passar há 2.000 anos atrás. Nós é que estamos presos na Cruz. Mas Ele mostrou que é possível morrer para a Cruz e se libertar dos grilhões do espaço-tempo retornando à Casa do Pai.

Afinal somos Seres de Deus e Somos Todos Um.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pina Bausch


O nome de Pina Bausch é associado diretamente à sua condição de criadora da “ Dança-Teatro” contemporânea, representada pela fundação e direção da sua companhia Wuppertal Tanztheater, desde 1973, na cidade de Wuppertal, na Alemanha.

A expressão “Dança -Teatro” ( “Tanztheater”, em alemão) tem como definição mais universal “a união genuína da dança com alguns elementos do teatro, criando uma nova e única forma de dança, na qual a maior referência é a realidade humana.”

O termo já tinha sido usado anteriormente na Alemanha ,entre 1910 e 1920, por alguns membros do movimento Expressionista de dança, que pretendiam distanciar esta nova forma de arte, das tradições do ballet clássico; entre eles, o pioneiro e o mais importante representante desta corrente de pensamento: Rudolf Von Laban. Posterior à ele estão Mary Wigman e Kurt Jooss, antecessores de Pina Bausch, de quem ela herda influências.

Ao longo de suas mais de cinco décadas de criação, este estilo de se fazer dança, mantém quase sempre a mesma essência: Baseia-se no elemento humano e procura ser uma arte com um maior papel pessoal, que prima pela sensibilização e reflexão do público.

Numa performance que combina: dança, canto, diálogos, uso de personagens, cenários e figurinos; situações específicas como: medos, tristezas e outros conflitos humanos são apresentados com um propósito; unidos a todos estes outros elementos, como um amálgama. Mas é a personalidade de cada coreógrafo, suas histórias, vivências, experiências , que vão dar à suas obras, um traço bastante peculiar, seja para imprimir o peso ou a leveza daquilo que pretendem retratar.

Os trabalhos de Pina Bausch , por exemplo, já foram apresentados no mundo todo, inclusive no Brasil. Por onde quer que passem, deslumbram e emocionam platéias, deixando verdadeiramente tocado quem os assiste. É por este motivo, que a ela já foram dedicados muitos livros, fotos, documentários, monografias, teses, dissertações e filmes. Mas que traço marcante e especial existe em sua maneira de criar ? Para entender a importância de Bausch para a dança, é preciso conhecer a sua sensibilidade, talento artístico, trajetória , pensamentos e seu particular processo de criação.

Texto: Evelyn Tosta
Bacharel e Licenciada em Dança
pela Universidade Federal de Viçosa