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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

DANÇARINO: ATOR ILUMINADO

    A consciência do processo de criação pela experiência, ao penetrar no movimento interno, envolvendo-se total e organicamente com o corpo em todos os níveis – intelectual, físico ou intuitivo – promove a construção de uma arte que se comunica com seu tempo.
    A intuição é vital para a situação de aprendizagem e, infelizmente, é muito negligenciada.
    Não quero afirmar que o mágico e o onírico formam um artista. Na verdade, técnica e imaginação precisam caminhar juntas, como afirmamos em dança: “não baixa o espírito santo”.
    Antoine Artaud (1896/1948) – poeta, ator, escritor, dramaturgo, roteirista e diretor de teatro francês – uma das minhas principais fontes de pesquisa sobre a metafísica, para meu desespero, não nos explicitou o processo para se chegar a uma arte que nos convide a aguçar os sentidos e a experiência coletiva, onde não há separação entre público e platéia.
    A propósito: minha intenção é fazer o público sonhar. Que a relação espaço/tempo seja elevada a um patamar diferenciado. Prefiro a idéia de colocar a platéia para flutuar, dançar comigo, participar da experiência da dança, do movimento profundamente conectado, sem a dimensão da análise literal ou apelo da razão cartesiana.
    Não estou falando de uma dança burra, mas de uma dança que seja tão impregnada de verdade e beleza que “ultrapasse o entendimento”. O processo para se chegar a esse estado de presença em cena necessita de total disciplina e contato consigo mesmo. Na minha opinião, um trabalho que pretenda a espiritualidade exi-ge renúncia e princípios éticos que, no meu caso, tem referenciais do oriente.
    Temos muita arrogância na arte. Não quero somar nesse sentido: meu principal elemento motivador é criar uma dança sublime e onírica. Uma dança que exija disciplina, treinamento corporal e espiritual para, em cena, provocar reflexão e encantamento. E porque não, dúvida e questionamentos sobre a condição humana?
    E mais: uma dança que questione o próprio ato de dançar. Que questione a própria dança.
    Ninguém – eu inclusive – detém o monopólio do belo. Um dos meus compromissos de pesquisa, é descobrir meus próprios símbolos, minha própria assinatura.
    Reverencio cada detalhe que aprendo com o estudo universal da dança. Reverencio todos os profissionais que me ensinaram um pouco deste conhecimento. O que busco tem essa marca e iniciação.
    Para mim, o palco é sagrado e a minha platéia primeira são os deuses da arte.
    Tenho essa questão tão clara dentro de mim, porque faço da dança a minha prece e a minha expressão de alma, meu Dharma. Me reinvento, me redescubro. Também retorno ao ponto zero.
    Novo Ciclo. Nova busca. Outra estética. Sem abrir mão do passado, da semente plantada.
    EVOÉ!!

A ESCRITA DO CORPO -COREOGRAFIA

       A descrição do movimento em artes cênicas  deve ser colocada num contexto de multiciplidade que questione as dicotomias corpo e mente,movimento e sentimento, desafiando  relações de poder  e buscando uma relação dinâmica além da unidade  ou correspondência significativa. Dessa forma a descrição de movimentos não forma uma unidade  com o seu movimento original há necessariamente uma diferença entre  descrição e a dança. Pesquisadores não pretendem descrever com absoluta precisão , sem preservar a dança ,mas abrir novas possibilidades de entendimento. Ao invés de estabelecer  correspondentes símbolos e significados , a descrição  multiplica as possibilidades de interpretação, de associações teóricas , e a criação de mais material escrito e coreográfico.A descrição torna-se  " fôrça semântica pluralizadora":um instrumento lingístico, artístico e filosófico"
       Para  descrever e discutir o corpo é necessária uma linguagem dinâmica de natureza constantemente transformadora,onde binárias oposições  não reflitam de volta uma na outra,trazendo repouso,numa completude imaginária.Dentro do Símbolo  imaginário ,ao contrário , elas se desencontram ,mas ainda  tentando refletir-se .

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Arquitetura e dança



    Durante todo o meu processo de pesquisa  percebi que ela é caracterizada por dois eixos o primeiro é  o intercâmbio de técnicas corpóreas com o objetivo de criar a minha linguagem e a segunda vertente seria o cruzamento fruto de minhas observações sobre a relação corpo e espaço. Além de Laban, só na dança Clássica Indiana vejo de forma tão explícita essa relação. Claro que  esta dança surgiu nos templos e tem uma relação muito profunda com a escultura.Há anos observo  que o movimento é feito de ângulos e retas, segmentos coreográficos geométricos  que cortam o espaço , onde emanam texturas e diferentes combinações com uma ação contínua não linear numa tridimensionalidade desafiando o equilíbrio apolíneo .

domingo, 16 de dezembro de 2012

Hera


Rainha dos céus e esposa de Zeus, Hera rege o casamento e todas as funções públicas em que uma mulher exerce o poder, além de preservar a família, a tradição e a comunidade. Sempre deseja ter ao seu lado um homem forte e decidido.

Monogâmica, só se relacionará com seu marido. Bastante autoconfiante, nasceu para mandar, não importa qual seja sua classe social.

Para ela, o dinheiro é importante, independentemente da sua condição socioeconômica. Tem o sonho de dirigir alguma instituição. Preocupa-se com status e gosta de exercer influência sobre o marido, filhos e amigos. Encontramos Hera como dirigentes, gerentes e atuando no funcionalismo público.

Caso se sinta rejeitada, se voltará contra todos. É o tipo de pessoa que está sempre reclamando de como a vida é cruel com seus problemas para resolver e, assim faz seu papel de mártir. Em alguns casos, precisa buscar algum tipo de terapia, caso contrário, poderá isolar-se ou ter problemas relacionados ao uso abusivo de remédios.
Foto: Getty Images

Deméter


É a deusa da maternidade e tudo o que se refere às funções reprodutivas. Também é chamada de “senhora das plantas”, pois está ligada a agricultura. Quando era criança, a protegida dessa deusa adorava brincar com bonecas ou cuidar de um novo bebê. No final da adolescência, é provável que tenha namorado firme e casado.

Quem é regida por Deméter, tem uma tendência a cuidar maternalmente de todos os homens à sua volta, independentemente da idade deles.

É muito fácil identificá-la: está sempre cuidando de tudo e de todos. Ela é dotada de ilimitada engenhosidade. Às vezes, recebe o título de "santinha", porque sabe se divertir sem extrapolar seus limites. Você encontrará protegidas dessa deusa atuando em todas as profissões, porém irá se destacar na área de ensino e o trato com crianças e adolescentes.

Ela é a filha, a mãe e posteriormente será a avó feliz. É a mulher que conta a história de contos de fadas, brinca de boneca com a filha e joga futebol com o filho, além de ajudá-los com a lição de casa.
Foto: Getty Images

Pérséfone


É a rainha dos mortos e está em contato com os poderes do inconsciente, como o misticismo e a mediunidade. Ela envolve os homens profundamente, a ponto de atrair os destrutivos. O resultado poderá ser lamentável. Modesta e discreta, fica ansiosa para agradar as pessoas que a rodeiam. É o tipo de mulher que parece adivinhar os pensamentos dos outros. Não se sente à vontade com o corpo e sua sexualidade. Sente interesse por assuntos relacionados à mística e metafísica. Poderá ser considerada excêntrica e até lunática. Prefere passar boa parte do seu tempo reclusa e isolada.

Gosta da leitura esotérica e tudo o que se refere à Nova Era. Para viver mais feliz, deve entender que a sua mediunidade é uma dádiva para ajudar as pessoas.

Quando jovem, é a filha-problema e, ao ficar adulta, poderá exercer a profissão de psicóloga, terapeuta ou astróloga. Um bom caminho em qualquer fase da vida é a literatura.
Foto: Getty Images

Atena


Filha de Zeus, Atena é a representante da sabedoria do pai, pois nasceu simbolicamente da cabeça dele. Trabalho é seu lema. Rege as artes literárias, a educação, a vida intelectual e a moradia na cidade. Gosta de compartilhar ideias e talvez se relacione melhor com os homens, que são seus amigos intelectuais.

Profissionalmente, a protegida de Atena costuma ter êxito na área de comunicação, bem como editora ou diretora de revistas, dirigindo estudos femininos, entrevistando personalidades, fazendo pesquisas, produzindo filmes e lutando pelos direitos da mulher na sociedade.

É prática, extrovertida e inteligente. É também a professora, a psicóloga, a escritora e a política. Administradora e organizadora incansável, precisa de um homem sensível para cuidar emocionalmente dela.

Os gregos a chamavam de “companheira de herói”. De comportamento juvenil, a melhor fase da vida sua vida será após os 35 anos.
Foto: Getty Images

Afrodite


Conhecida pelos romanos como Vênus, nenhuma deusa foi tão reverenciada por sua beleza. Ela concebeu um filho igualmente belo, Eros (ou Cupido), deus do amor.

Enaltece o espírito de combate dos homens, mas não deseja lutar ao lado deles.

A protegida de Afrodite é sempre o foco do grupo por ser a mais extrovertida. Ela é a artista, modelo ou relações públicas. Exerce um magnetismo nos outros sem notar. Tem amigas, mas se relaciona melhor com os homens.

Misteriosa e exótica, sempre perturba o local de trabalho. Quase sempre é cobrada por ser a outra, mesmo que não seja. Ousada, às vezes se sente amedrontada e culpada por ser dessa maneira. É considerada a deusa da paixão, mas também da compaixão.
Foto: Getty Images

Patrocínio para a dança

O Boticário anuncia patrocínio em companhias e festivais de dança no Brasil. Será um novo fôlego para a área?

por Estela Cotes - 11 de dezembro de 2012
O grupo mineiro Mímulos é um dos primeiros a levar o patrocínio do projetoO grupo mineiro Mímulos é um dos primeiros a levar o patrocínio do projeto

Quem acompanha o cenário cultural no Brasil sabe que quando se fala sobre dança apenas alguns nomes surgem à cabeça (e na mídia). Débora Colker e Ana Botafogo são sem dúvida os mais conhecidos, sinônimos de qualidade. Mas em um país com ritmo enraizado em suas tradições a profusão de companhias competentes em diferentes áreas é uma realidade.

+ "Pina": Wim Wenders explora a obra de Pina Bausch no primeiro filme de arte em 3D

Se elas não chegam aos nossos ouvidos (ou olhos!) é principalmente por falta de verba. Tanto para manter uma estrutura física quanto para formar bailarinos ou viajar com seus espetáculos. Mesmo com a Lei Rouanet o incentivo da iniciativa privada acaba sempre caindo nas mãos de quem já tem repercussão.

Bailarinos do Cisne Negro se apresentaram durante o evento desta terça (11). O grupo está prestes a fechar patrocínio tambémBailarinos do Cisne Negro se apresentaram durante o evento desta terça (11). O grupo está prestes a fechar patrocínio também
Parece, no entanto, que o cenário da dança no Brasil pode ganhar um novo fôlego. Nesta terça (11), o grupo O Boticário anunciou sua nova estratégia cultural com foco nesta área. O projeto “O Boticário na Dança” tem duração inicial de dois anos e pretende patrocinar grupos, companhias e festivais no país.

“Nosso objetivo é trazer a dança como a beleza em movimento, trabalhar a formação da platéia, fomentar novos grupos e eventos”, explica Andrea Mota, diretora executiva da marca. O programa começa patrocinando o Mímulos e o Primeiro Ato, ambos de Belo Horizonte, além do “Festival Internacional Viva a Dança” e o “Festival de Dança de Joinville”.

Outra novidade é o primeiro “Festival O Boticário de Dança” que acontecerá entre os dias 1 e 9 de maio de 2013. Em parceria com a Duetto Produções e a XYZ Life, o evento levará espetáculos inéditos sob a curadoria do alemão Dieter Jaenicke para São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Entre as companhias nacionais estão a Mímulos, Bruno Beltrão (do Rio de Janeiro) que incorpora dança de rua à dança contemporânea e a Quasar, companhia de Goiânia com maior expressão na dança contemporânea hoje no Brasil. Além das internacionais Peeping Tom, da Bélgica, que traz poesia aos movimentos para falar de sentimentos humanos; Shen Wei, com coreógrafo que fez a abertura dos jogos Olímpicos de Berlim e a Hofesh Schecter, grupo inglês que coloca guitarristas de heavy metal no palco para compor a trilha sonora.

“Os critérios de seleção foram o ineditismo, a diversidade e a beleza dos espetáculos. Temos propostas que vão da dança contemporânea ao ballet contemporâneo, para reunirmos públicos diferentes no festival”, conta Dieter. Estão prometidos também ensaios abertos e workshops gratuitos. Os ingressos custarão entre R$15 e R$100.

Grupo britânico Hofesh Schecter virá pela primeira vez ao BrasilGrupo britânico Hofesh Schecter virá pela primeira vez ao Brasil


DINHEIRO NO BOLSO


Para a produtora Monique Gardenberg, da Duetto Produções, a dança tem um público muito fiel no Brasil e esta é a oportunidade de fazer a arte “florescer” no país. “Quando a companhia da Pina Bausch veio para São Paulo tivemos cinco dias de teatro lotado e com ingresso na casa dos R$400”, reflete.

Andrea Mota, do O Boticário, Monique Gardenberg, da Duetto Produções e Ana Botafogo apresentaram o projetoAndrea Mota, do O Boticário, Monique Gardenberg, da Duetto Produções e Ana Botafogo apresentaram o projeto


O alemão Dieter Jaenicke conta que a dança contemporânea é, na opinião dele, a arte que mais cresce no mundo. “Não vejo outra arte tão aberta para as inovações e com crescimento de público significativo nos últimos anos”.

Ana Botafogo, que apresentou a novidade no Theatro Municipal de São Paulo, acredita que este será um marco da dança no Brasil. “Acho que nunca tivemos tanto apoio como agora”, disse emocionada. A previsão da marca é investir de R$10 mil a R$15 milhões nos próximos três anos, prospectando projetos via Lei Rouanet ou leis de incentivos estaduais.

Quanto aos críticos e ao público fica a torcida para que a diversidade também fale alto na hora da seleção dos próximos agraciados pelo patrocínio – do grupo mais alternativo, ao mais regional, do mais tradicional ao mais jovem e expoente.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

EURÍPEDES - DRAMATURGO GREGO

Dramaturgo grego
Eurípides

480 a.C., Salamina (Grécia)
406 a.C., Pela (antiga Macedônia, Grécia)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
A influência de Eurípides estende-se de Sêneca até Sartre, em pleno século 20


Eurípides viveu, aproximadamente, entre 480 e 406 a.C. Nasceu em Salamina e morreu em Pela, na Macedônia. Pouco se sabe a respeito de sua vida. Casado duas vezes, teria o costume de escrever e meditar em completo isolamento, numa gruta em frente ao mar. Venceu quatro vezes o festival de teatro ateniense.

Ao contrário de Sófocles, que foi o dramaturgo preferido por seus contemporâneos, Eurípides nunca desempenhou qualquer atividade política; contudo, em suas tragédias, a preocupação política é quase uma constante.

Eurípides passou os últimos anos de sua vida na Macedônia, na corte do rei Arquelau, onde foi recebido com honrarias. Segundo a tradição, teve uma morte trágica: teria sido despedaçado, acidentalmente, pelos cães de caça do rei.

Temas e personagens

As peças de Eurípides enfocam situações marcadas por tensões emocionais violentas, mostrando homens e mulheres dominados por paixões ou dilacerados por impulsos conflitantes. Para alguns estudiosos, esse dramaturgo chegou mais perto da vida cotidiana do que Ésquilo e Sófocles.

O teatro de Eurípides é marcado por questionamentos que enfrentam a religião e a moral tradicionais, demonstrando uma vigorosa independência intelectual e, quase sempre, escandalizando seus contemporâneos. Ele soube mesclar o amargor de suas reflexões sobre o destino dos seres humanos à admiração pelo heroísmo e pela natureza.

Em sua disposição para discutir todos os aspectos da vida humana, esse dramaturgo reflete a preocupação fundamental de todos os grandes escritores: o homem. Eurípides ataca a família não porque esta se oponha ao Estado, mas porque ela violenta a liberdade individual. Ele analisa, assim, o homem sozinho, com sua razão, seu sofrimento, seus pensamentos. O homem, desde que tenha liberdade para agir, não é mais um instrumento da vontade dos deuses, mas responsável por seus atos. Consciência e arrependimento surgem, dessa forma, como as conseqüências naturais da liberdade de agir.

Mas Eurípides também tratou do amor em suas diferentes formas: o amor conjugal, o amor materno, o amor arrebatado. E criou personagens femininas inesquecíveis. Ao contrário dos homens, em geral desagradáveis e de caráter fraco, as mulheres de Eurípides são nobres, ternas, piedosas - e freqüentemente sacrificam-se para salvar o marido, os filhos ou a pátria.

Dentre as 17 tragédias e o drama satírico que chegaram até nós, duas peças são as mais importantes: Ifigênia em Aulis, de forte lirismo, e As Bacantes, a tragédia na qual Eurípides estuda as limitações da razão humana, avessa aos mistérios que transcendem o mundo material, e condena os excessos da religião.

Sua peça mais popular, no entanto, talvez seja Medéia, a esposa traída que, para vingar-se do marido infiel, mata sua rival e os próprios filhos. Em Hipólito, uma de suas tragédias mais amargas, o protagonista, depois de salvar sua família, sofre um acesso de loucura e assassina o pai, a esposa e os filhos.

Eurípides influenciou uma série de escritores: Sêneca, Racine, D'Annunzio e Sartre. E, através de Sêneca, podemos encontrar traços de Eurípides em Calderón e Shakespeare

Enciclopédia Mirador Internacional e Dicionário Oxford de Literatura Clássica (Jorge Zahar Editor)

ÉDIPO REI

O MITO DE ÉDIPO REI

Na antiguidade, os gregos cultuavam uma série de deuses (Zeus, Hera, Afrodite, etc.) e semideuses, acreditando que os mesmos tinham forma humana. Por isso, a religião deles era conhecida como politeísta antropomórfica.

A distinção entre deuses e semideuses se dava através do fato de que os deuses eram imortais e provenientes da geração divina. Já os semideuses eram fruto da relação de um deus com uma mortal e não tinham a imortalidade.

Um mito clássico na História da Filosofia é o da tragédia[1] Édipo rei, que posteriormente, no século XIX, foi utilizado por Freud para falar do amor dos filhos para com os pais durante a infância . A história é seguinte:

Laio, rei da cidade de Tebas e casado com Jocasta, foi advertido pelo oráculo[2] de que não poderia gerar filhos e, se esse mandamento fosse desobedecido, o mesmo seria morto pelo próprio filho, que se casaria com a mãe.

O rei de Tebas não acreditou e teve um filho com Jocasta. Depoisarrependeu-se do que havia feito e abandonou a criança numa montanha com os tornozelos furados para que ela morresse.A ferida que ficou no pé do menino é que deu origem ao no me Édipo, que significa pés inchados. O menino não morreu efoi encontrado por alguns pastores, que o levaram a Polibo, o rei de Corinto, este que o criou como filho legítimo. Já adulto, Édipo também foi até o oráculo de Delfos para saber o seu destino. O oráculo disse que o seu destino era matar o pai e se casar com a mãe. Espantado, ele deixou Corinto e foi em direção a Tebas. No meio do caminho, encontrou com Laio que pediu para que ele abrisse caminho para passar. Édipo não atendeu ao pedido do rei e lutou com ele até matá-lo.

Sem saber que havia matado o próprio pai, Édipo prosseguiu sua viagem para Tebas. No caminho, encontrou-se com a Esfinge, um monstro metade leão, metade mulher, que atormentava o povo tebano, pois lançava enigmas e devorava quem não os decifrasse. O enigma proposto pela esfinge era o seguinte: Qual é o animal que de manhã tem quatro pés, dois ao meio dia e três à tarde? Ele disse que era o homem, pois na manhã da vida (infância) engatinha com pés e mãos, ao meio-dia (idade adulta) anda sobre dois pés e à tarde (velhice) precisa das duas pernas e de uma bengala. A Esfinge ficou furiosa por ter sido decifrada e se matou.

O povo de Tebas saudou Édipo como seu novo rei, eentregou-lheJocasta como esposa. Depois disso, uma violenta peste atingiu a cidade e Édipo foi consultar o oráculo, que respondeu quea peste não teria fim enquanto o assassino de Laio não fosse castigado. Ao longo das investigações, a verdade foi esclarecida e Édipo cegou-se e Jocasta enforcou-se.

Medéia

Medéia depois de salvar a vida de seu grande amor Jasão num episódio extremamente trágico, o qual acaba por matar e esquartejar seu próprio irmão (fatos contados em outro momento, por outros poetas gregos e que também fazem parte da mitologia grega), refugiam-se com seu amado em Corínto, cidade grega, casam-se e têm dois filhos. Depois de algum tempo Jasão, homem de pouca valia, larga a mulher e os filhos para casar-se com a filha do rei Creonte. Quando Médéia soube, sentiu-se humilhada e triada por seu amor, principalmente por tudo que já fez por seu herói. Em seus gritos e lamentos desesperados, culpa a princesa e ao rei por todo o seu sofrimento.
O rei sabendo tais lamentos e conhecendo a personalidade forte, vingativa e desumana de Medéia, decide expulsá-la da cidade com seus filhos, temendo que ela se vingue e provoque uma tragédia em seu reino. Em um diálogo entre os dois Medéia, dissimulada, com aparente resignação pede mais um dia para procurar um lugar longe para ir com os filhos. O rei concede apenas aquele dia, pois se ela estiver lá ainda com o nascer do dia ela a matará.
Assim, a mulher procura o ex-marido e implora para que ele fique com seus filhos morando todos no castelo enquanto ela ia embora e os deixaria livres, Jasão concorda e Média segue com seu plano. Depois de fazer algumas bruxarias ela entrega aos filhos um presente para a princesa: um belo vestido e uma coroa, ambos envenenados. Ao vestir o o presente, a princesa cai morta pelo veneno e seu pai que corre para socorrê-la e a abraça, morre também. Ao presenciar tal catástrofe, Jasão vai para casa para salvar os filhos e os encontra, ambos mortos pela mãe. Desta forma Média vinga-se de Jasão retirando toda a sua descendência, extirpou sua posteridade, que para o homem é um bem maior.


Missão Cruls



  Depois de um longo processo de apropriação de uma técnica,  movida pela necessidade de aprimorar e reelaborar uma nova proposta e um vocabulário próprio em cena, veio a constatação de que ser atriz e dançarina é sempre começar do zero. Lembrei da história daquele sábio que recebe uma visita,  o sábio ao servir o chá  continua com  o ato, apesar da xícara estar transbordando, o homem que estava sendo servido movido pelo desespero, pede para que ele pare, então o monge sabiamente lhe transmite a lição:- Se você continuar cheio como esta xícara não está pronto para receber e aprender.Vivemos um momento sublime , temos todas as informações que precisamos,  mas o que fazer com elas? Só a sabedoria nos salva.
  Esse ano fiz a minha ultima temporada do espetáculo Baraka e declarei a todos que fechei um ciclo com a Índia, para a minha surpresa essa semana fui a três espaços de rituais sem nenhuma relação com a índia, e  no entanto  para a minha surpresa ela estava presente. Hoje entrei no carro de uma amiga para ir a uma festa, tocava no carro música Indiana.,durante a festa eu dançava livremente samba e as pessoas comentaram que os meus movimentos lembravam, a essa altura todo mundo sabe a que lugar me refiro.
   Eu não sou prisioneita de uma técnica e nem pretendo ser "o samba de uma nota só",.Entendo que o corpo não mente e que mudanças são feitas por camadas, como a cebola e que o corpo tem memória e energia, então tudo na minha arte apesar de me sentir no ponto zero, recomeçando, meu corpo continua com a memória atual, vou precisar de trabalhar muito duro para devolver a ele outros aspectos da minha corporeidade para acessar outras memórias.
   O importante é que esse blog vai se ocidentalizando aos poucos e a minha mente vai atravessar o" oceano de leite" em busca de uma nova morada, novas portas que  querem e precisam ser abertas.
Eu sou nômade e não consigo ficar engessada, eu quero a  minha passagem de volta para o Ocidente  , Brasil , Nordente e Centro-Oeste e Brasília.
   Começou  a minha missão Cruls, estou  em plena marcha.


  Agora  vou compartilhar todo o meu processo de pesquisa para essa nova montagem, quem quiser viajar comigo, sinta o chamado.

Exploração e Estudos do Planalto Central
Comissão Cruls

Flavio R. Cavalcanti
1ª Missão: – Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil

O presidente Floriano Peixoto fez mais do que "cumprir" o dispositivo constitucional que determinava a mudança da capital, sem fixar prazo ou urgência — sua mensagem ao Congresso destacava a "necessidade inadiável" da mudança.

Em 1892, o Congresso aprovou a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, formada pelo engenheiro belga Luís Cruls, diretor do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro, e outros 21 membros, entre cientistas, técnicos e militares [além de um "contingente de militares", citado apenas por Mourão]. Segundo um dos participantes, Floriano Peixoto lhes garantiu mudar a capital ainda em seu mandato (1891-1894), nem que tivesse de instalar o governo em barracas de campanha.

Essa 1ª Missão Cruls partiu do Rio de Janeiro em junho de 1892, repetindo exatamente o roteiro de Varnhagen, por ferrovia até Uberaba, no Triângulo Mineiro, ponto final dos trilhos da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro. Dali, seguiu a cavalo — com quase 10 toneladas de bagagens e equipamentos, em 200 baús de madeira — até Pirenópolis, Santa Luzia (Luziânia) e Formosa.

Após monumental coleta de informações, medições, levantamentos etc., ali lançou quatro marcos definindo uma área entre as três cidades — o retângulo Cruls, de 160 por 90 km — abrangendo nascentes das bacias dos maiores rios brasileiros, Amazonas, São Francisco e Paraná.

De volta ao Rio de Janeiro, após 13 meses de viagem, uma exposição na sede dos Correios e Telégrafos apresentou mapas, fotografias e amostras do solo, flora e fauna do planalto. O relatório da 1ª missão Cruls — bastante conhecido como "Relatório Cruls", ou "Relatório completo" — foi publicado por Lombaerts, em 1894. Antes, porém, um primeiro relatório parcial já havia sido apresentado ao governo e publicado no Diário Oficial da União em junho de 1893.

Ao rejeitar uma proposta de exploração de outra área — entre a Bahia, Goiás e Piauí — e determinar estudos mais detalhados, o Congresso Nacional praticamente oficializou a área demarcada para sediar o futuro "Districto Federal". A partir de então, o "retângulo Cruls" passou a constar de todos os mapas do Brasil.
2ª Missão: – Comissão de Estudos da Nova Capital da União

Cruls recebeu do governo Floriano Peixoto, em 1894, a incumbência de uma segunda missão — instalar uma estação meteorológica no local; providenciar ligação telegráfica à rede mais próxima; proceder ao reconhecimento da ligação férrea ou férreo-fluvial; escolher o local da cidade dentro do quadrilátero; e aprofundar levantamentos sobre o clima, abastecimento de água, topografia e natureza do terreno.

Nesta segunda visita, o botânico Glaziou destacou as condições favoráveis à criação do lago Paranoá — onde, na sua opinião, teria havido um lago natural em priscas eras.

Os trabalhos da segunda missão Cruls prosseguiram até o final de 1895, quando foram interrompidos por falta de verba, e de interesse do governo Prudente de Morais. Apenas os militares integrantes da Comissão de Estudos puderam se manter no local, precariamente, reduzidos ao soldo fixo, para a guarda do equipamento — caríssimo —, até que se votasse uma verba emergencial, suficiente apenas para levá-lo de volta ao Rio de Janeiro.

Um segundo relatório parcial — aparentemente jamais reeditado — foi publicado em 1896, com informações sobre a ligação ferroviária. No mesmo ano, foi suprimida a estação telegráfica de Mestre d'Armas (Planaltina), presumivelmente instalada pela 2ª Missão Cruls.
Nesse período, de 1893 a 1897, Minas Gerais construiu e inaugurou sua nova capital, Belo Horizonte — inicialmente chamada "Cidade de Minas" —, em substituição à cidade de Ouro Preto.

Mapa do Brasil de 1893, já com o "Retângulo Cruls" indicando o futuro DF
Fonte: A mudança da capital Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil
Rio de Janeiro, 1894
(Codeplan, Brasília, 1992)
1ª Missão Cruls – 1892-1893
Trata-se do famoso "Relatório Cruls" (1894), referente à 1ª Missão Cruls (1892-1893), durante o governo Floriano Peixoto.

Relatório da Comissão de Estudos da Nova Capital da União
Typo-lith. Carlos Schmidt, Rio de Janeiro, 1896
2ª Missão Cruls – 1894-1896

• Instruções (1894)
• Pessoal e itinerários
• Trabalhos
• Ferrovia Catalão-Cuiabá
• Ofício Cruls
• O local quase escolhido
• Relatório de Glaziou
Trata-se do Relatório "parcial" (1896), referente à 2ª Missão Cruls (1894-1895), abortada pelo corte de verbas no governo Prudente de Morais.








Atlas Melhoramentos, de 1957: ainda o antigo "Retângulo Cruls"
Comissão Cruls
1ª Missão Cruls – 1892-1893
Índice | Introdução | Carta de Glaziou | Índice das fotos | Relatório | Pessoal | Ferrovias e desenvolvimento
2ª Missão Cruls – 1894-1896
Instruções | Pessoal e itinerários | Trabalhos | Ferrovia Catalão-Cuiabá | Ofício Cruls | Agricultura | O local quase escolhido | Relatório de Glaziou
A via Cruls | Louis Ferdinand Cruls
Brasília e a ideia de interiorização da capital
Hipólito | Bonifácio | Independência | Vasconcelos | Império | Varnhagen | República | Cruls | Café-com-leite
Marcha para oeste | Constitucionalismo | Mineiros | Goianos | Ferrovias para o Planalto Central
Marcos históricos de Brasília
O Plano Piloto de Lúcio Costa | A escolha do Plano Piloto | O lago de Glaziou
A origem do Catetinho | Vida e morte de Bernardo Sayão
O massacre da Pacheco Fernandes
A logística da mudança | Os trens experimentais | A chegada do trem
A Pedra Fundamental | Missão Cruls | Relatório Cruls
Carta de Formosa | Emenda Lauro Müller
A idéia mudancista | Documentação