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domingo, 23 de setembro de 2012

A PRESENÇA EM CENA

Alguns aspectos de um possível paradigma da contemporaneidade , em consonância com as discussões atuais como sendo: a multisensorialidade , a disponibilidade para criar a partir da identidade e diversidade, interdiciplinariedade, o relativismo, e os métodos comparativos. A noção de performance aliada a ritos,rotinas, disciplina,.a dança fazendo parte da vida individual e coletiva, uma forma sensorial e perceptiva. A experiência  e  a expressão  se reúnem.Procuro técnicas corporais que induzam a um fluxo diferenciado de energia , a uma intensificação da presença e consequentemente a uma alteração do meu estado perceptivo.Quando estou em cena estou totalmente dentro de mim, o palco é o único lugar no meu mundo onde nenhuma intervenção, nada mesmo, me tira do meu estado de presença absoluta no aqui e agora.Atualmente fiz um exercício fantástico da Biodança , dançar como se fosse a minha última oportunidade de me comunicar, e dizer o que sinto, de ser eu mesma, isso amplia a minha urgência de falar o que nem sei bem o que é, um lugar onde as palavras não chegam, onde nem toda essa minha tentativa de me explicar, me reinventando com um olhar bem aberto para semiótica, ritos, símbolos, arquétipos,transculturalidade,e tudo o que explica a presença humana, tudo isso me  ajuda., mas eu  não tenho legenda.
  Prefiro sair do esquema "entrar muda e sair calada", dançar é pouco , preciso publicar a necessidade de expressar o que penso,perco horas de sono e muito tempo , treinando , estudando, lendo, visitando o passado,escrevendo. Sinceramente eu acho que não é perda de tempo, só me enriquece, enfim , eu posso levar um texto, ou compartilhar minha visão, minha técnica, só dançar, para mim é pouco, quero me descobrir.Tudo bem concordo que a arte não deveria ser explicada,  e sim sentida, apreciada, aquele espaço da alma que é aberto para receber sabedoria , encantamento pela espécie humana, sonhos .Eu tento com  a minha arte  cunprir esse objetivo.Mas não quero ser a  cereja de bolo de ninguém, nem tampouco o quadro que vai combinar com o sofá da sala.Eu sei que "instantes de beleza" são importantes, mas eu preciso da lucidez, meu maior inimigo é a ignorância.

domingo, 16 de setembro de 2012

MIRABAI - SOLOS FÉRTEIS

O festival solos férteis em sua essência é feito da alma feminina .Não tive o priviégio de ver  todos  os espetáculos; o pouco que vi percebi verdade, o que considero de mais precioso na arte e a presença da simplicidade.Ao mesmo tempo não é fácil ser simples, exige técnica muito apurada e profundo conhecimento de sí mesma.O palco é o território sagrado onde se presentifica histórias pessoais , símbolos que são a todo momento bússolas que marcam um tempo e um espaço atemporal , fragmentos de vidas , pedaços de emoções.
Eu era atriz de um importante grupo de teatro aqui em Brasília, apesar da dança sempre caminhar comigo.Um dia eu chego no teatro para ensaiar e uma atriz do grupo me olha nos olhos e dispara" Mira acabou!" e eu fiquei sem entender nada , acabou ? Como assim? O diretor detonou o grupo, eu fiquei sem chão.Naquele momento abracei o meu processo na certeza de que nunca mais alguém  terminaria algo por mim ou que pelo menos eu eu tenha o direito conquistado de participar dele. Virei uma artista solo e interessante é que solo e aqui falo de terra mesmo aparece de maneira proeminente no simbolismo mundial de uma perspectiva de posse , a reinvidicação da terra é um ato simbólico de poder riqueza, nacionalismo ou de identidade.
  Alguns espetáculos que vi durante o festival Solos Férteis, notei além do universo mitológico pertencentes ao universo de cada atriz, seus objetos expostos em cena como se fossem baús para serem abertos e eu sentia e via cada palavra ou som saindo daquels objetos , roupas,instrumentos musicais , distribuídos no palco a memória, rompendo o silêncio.Muito me chamou a presença da cadeira em alguns solos de atrizes que se apresentaram  e a cadeira além de simbolizar poder , altoridade de classe superior, uma cadeira vazia pode simbolizar ausência ou solidão, nesse caso a cadeira nunca estava vazia e sempre apontava  para outro caimnho, um convite para levantar e andar com as próprias pernas. Assim senti e percebi também que a cadeira também é usada para os visitantes e para as pessoas mais importantes da família, e é preciso entrar para a família de pessoas que querem contar alguma coisa.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

SOLOS FÉRTEIS -FESTIVAL INTERNACIONAL DE MULHERES NO TEATRO


ABERTURA

SEGUNDA-FEIRA
10/09 19H30
CIA. NA PONTA DA LÍNGUA (SP)
Presentes desde a primeira edição do SOLOS FERTEIS o grupo tem na Ponta da Língua histórias como: VasalisaLa LobaUma fábula sobre a fábula , o Violino Cigano. Há 4 anos pesquisam contação de histórias e teatro prezando a oralidade e a criatividade do ator de dar vida a estas imagens! Entre os integrantes estão: Luiza Bitencourt, Paula Miurim, Marlucy Fontenelle, Marcela Derpich e Rafael Ambrosin.

10/09 21H
PALHAÇA MATUSQUELLA E PIPOCANDO POESIA (DF)
No Pipocando Poesia, Manoel de Barros tem sabor de alecrim e também pode-se provar um tantinho de Ferreira Gullar, de Adélia Prado, de Hilda Hilst — doces ou salgados. Uma vitrine poética com sabor todo especial da performance solo da Palhaça Matusquella (Manuela Castelo Branco). Produtora, escritora , pipoqueira , palhaça e professora na Escola de Música de Brasília, criou e coordena o Encontro de Palhaças de Brasília - Bienal Internacional de Palhaças. Em 2012, inaugurou a CiRcA Brasilina, o primeiro picadeiro feminino do Brasil.

                  
                  TERÇA-FEIRA
                  11/09 21H  
UMA SAIA CHEIA DE HISTÓRIAS (DF)
Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado; Uma Ideia toda azul e A Moça Tecelã, ambas de Marina Colasanti; e Maria - Vai - Com - As - Outras, de Sylvia Orthof, estão nas mãos, dedos, saias, e voz de Rose Costa. Professora de teatro da Rede Pública de Ensino desde 1990, e pós-graduada em “O Cordel e a Arte numa Prática Pedagógica”, é atriz, contadora de histórias e escritora. Pesquisa e escreve para o universo infantil. Rose escreveu dois livros que estarão a venda nesta noite a partir das 19h no Foyer do teatro e confecciona todo seu material de trabalho para a contação de histórias. Em 2010, criou o grupo “Cirandeiros”.


QUARTA-FEIRA
12/09 21H
BRANCO SILÊNCIO DAS HORAS (MG)

Criação e atuação de Letícia Castilho, inspirado em A branca voz da solidão, de Emily Dickinson. Uma mulher, após inúmeras tentativas frustradas de desaparecer, opta por viver dentro de uma caixa pelo resto da sua “não-existência”. Letícia Castilho é atriz e foi professora de atuação e improvisação da UFMG. Atualmente, desenvolve a dissertação “Dramaturgia do ator: uma escrita sobre si mesmo”. Recém convidada para  integrar a Cia. YinsPiração, é uma Magdalena desde 2008 e parte do staff do SOLOS FÉRTEIS desde sua origem.


QUINTA-FEIRA
13/09 21H
O VERBO TOCAR (DF)
Iara Ungarelli nos apresentar a viola da gamba, um instrumento que tem seu som inspirado na voz humana e suas possibilidades artísticas ao fazer música antiga de uma maneira inovadora. Revelando os caminhos que uma mulher faz para encontrar a excelência, a delicadeza e a força, próprias do ser humano.  Formada na EMB, integra os grupos Trovas D’Outrora, Gambas Candangas e o grupo Sonare. É professora de extensão de Música para Crianças na UnB. O Verbo Tocar é uma peformance em parceria com a diretora Luciana Martuchelli.
  


SEXTA-FEIRA
14/09 21H
BARAKA (DF)
Baraka, palavra que tem sua origem no sufismo, significa sopro, respirar junto, a presença do sagrado da vida. Nesta performance, inspirada em rituais de várias tradições pertencentes a diversas culturas, a presença feminina é fonte de inspiração. Idealizado pela dançarina, atriz, pesquisadora e professora Mirabai, cujo trabalho é influenciado pelo Oriente e na sua dança pessoal. Estuda Dança Clássica Indiana desde 1987, no estilo Bharata Natyam. É pesquisadora do Nô, Kyôgen, Kutipudi, Odissi, Máscaras Balinesas e da Antropologia Teatral.


DE 10 A 15/09 ( SEGUNDA-FEIRA À SABADO )
TODOS OS DIAS PARTIR DAS 19H
ATELIER CULTURAL BAZAFRO (DF)  
Criado com o objetivo de trabalhar a autoestima, preservação da cultura e a valorização da africanidade brasileira através da moda étnica arte e cultura. Desde 1990 quando mulheres negras de uma mesma família reuniram-se para traçar uma proposta inovadora e realizar este trabalho. Túnicas, Batas, turbantes, Bijouterias, Vestidos, Amarrações, Penteados e muito mais.  Coordenado  por  LYDIA GARCIA  arte-educadora  formadas em  música  e MALI GARCIA   a atriz, estilista e artesã.


PERFORMANCE DE MIRABAI NO SOLOS FÉRTEIS



Brasília estará semeada de teatro de altíssima qualidade com convidadas de várias partes do mundo e, claro, candangas!

Compareçam e aproveitem !!!!

Programação completa no site www.solosferteis.com.br ou direto no link 
http://solosferteis.blogspot.com.br/p/programacao.html