domingo, 10 de junho de 2012

CENA CONTEMPORÂNEA- MEU CORPO É UM MANIFESTO

Comecei a perceber depois de estudar os escritos de Antonin Artaud e exaustivos treinamentos de Bharata Natyam e os exercícios desenvolvidos pelos atores do Odin Theater (Dinamarca), inclusive dancei para o encenador Eugênio Barba, que me confirmou sobre a qualidade de energia que já adquiri,na época foi muito bom ter um mestre do teatro comtemporâneo reconhecendo meu trabalho e técnica pessoal. Na verdade agradeço muito por não ter viajado para a India e mergulhado nessa cultura, hoje seria engessada .Se hoje eu não tenho fronteiras para buscar intercâmbio de técnicas para aprimorar minha técnica pessoal eu devo ao meu sentimento de liberdade e vontade de conhecer uma cultura extranha à minha , eu precisei olhar para fora para intender a minha identidade.Hoje consegui chegar na minha forma pessoal de expressividade, não é nada novo, sobre o  que faço, o conceito de dança-teatro na India é milenar e no ocidente desde 1910 com Laban! Mas não pertenço ao teatro e nem a dança, estou na fronteira, fora de Brasília encontro meus iguais, pessoas que estão usando o corpo como veículo.Não busco  o camimho mais fácil, e encontrar a própria essência em cena é trabalho para corajosos, porque você precisa se jogar, sem máscaras.Meu próximo projeto não tem índia e nem tampouco rótulo, e sim a minha alma.





O conceito de DANÇA-TEATRO vem sendo desenvolvido e modificado a partir das inúmeras experiências desenvolvidas em torno do assunto. Rudolf Laban e Pina Baush tornaram-se os representantes das primeiras iniciativas de categorizar uma expressão cênica que não conseguia se restringir nem a categoria da dança exclusivamente, nem a do teatro.
Apesar de muitos ainda tentarem transformar o conceito de DANÇA-TEATRO ou TEATRO-DANÇA num código de movimentos ou de expressão fixo, e passarem a reproduzir mimeticamente os resultados da pesquisa de Pina Baush, por exemplo, a DANÇA-TEATRO pode ser encontrada através dos mais diversos códigos de expressão cênica.
Não é possível determinar tão precisamente os limites dessa “categoria” uma vez que sua essência designa justamente o trânsito “livre” entre os limites do teatro e da dança, como eram vistos. Ou seja, a manifestação cênica que se coloca naquela região de intersecção entre o teatro e a dança acaba por propor uma abordagem de DANÇA-TEATRO ou TEATRO-DANÇA.
Talvez a inserção de textos poético/dramáticos na boca de bailarinos, talvez a composição coreográfica aplicada às ações de atores, ou um teatro sem palavras ou uma dança com personagens, enfim, muitas são as possibilidades que permitem a exploração dos limites entre as artes cênicas. Se a exploração parte do campo da área teatral em direção a dança parece encontrar a categoria de TEATRO-DANÇA, se acontece o contrário, é a dança que busca se apoderar dos elementos teatrais, ganha o conceito de DANÇA-TEATRO. Limites sempre tênues e relativos.
É como DANÇA-TEATRO que se caracteriza a dança flamenca. Não porque se assemelhe a qualquer iniciativa já encontrada nessa categoria, o flamenco vai de encontro ao conceito da DANÇA-TEATRO por sua própria natureza expressiva.

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"TEMPOS MODERNOS"

Sou voluntária de uma ONG que tem como missão ajudar e promover conforto emocional e saúde mental a pacientes com depressão e pessoas...