Translate

domingo, 29 de abril de 2012

A lição de música -

                                                  A Lição de Música
1917
Óleos s/ canvas(244.7 x 200.7 cm)
Barnes Foundation, Merion, PA
minha professora pediu um trasbasslho e essa foi minha principal fonte de pesquisa. de luiz gouveia dos santos junior em TEATRO KABUKI


Luiz , me sinto honrada de saber que o meu blog serve de referência para pesquisa, esse éo meu objetivo.Temos que buscar além da cultura da mídia que modela o nosso olhar, e manipula o nosso gosto, uma homenagem ao conhecimento e a maravilha de descobrir sobre o pensamento e a sua ação no mundo.Precisamos conhecer o passado para seguir em frente, aprender como foi feito para fazer melhor.

INTERCÂMBIO


A minha necessidade de buscar um vocabulário e um código para a  minha linguagem é o ponto de partida e me focalizo no encontro, olhar para o outro, tentar entender como se faz ou como se chegou àquela qualidade de energia e presença em cena. Eu sempre vou quando posso em todas as demonstrações de técnicas dos artistas com espetáculos em cartaz em Brasilia, ou quando viajo.
Acredito que só através da troca e do desafio do novo eu posso dar o meu salto.Aprendo com as diferenças e quanto mas diferente de mim, melhor , só assim encontro a unidade na diferença e entro no território do comum, do essencial valor do encontro humano e a presença do sagrado inerente a cada momento que percebo o quanto vale a pena ver a humanidade do outro se manifestando diante dos meus olhos.Pode ser através de uma linguagem artística ou não.Eu sonhei ontem que estava mergulhada , no fundo do mar e  a água era muito limpa, cristalina mesmo, e eu vi uma escultura grega enorme e eu tocava o meu corpo e a escultura em cada membro do corpo da escultura, media a minha mão com a mão da escultura , eu não lembro que figura humana era aquela, nem o gênero.Eu lembro do silêncio que havia naquela troca silenciosa, isolada de tudo e os sentimentos que no começo era de medo, tristeza e no fim unidade.
 Acredito que o melhor da vida é quando o seu caminho está cheio de curvas e você tem a impressão de que está falando no deserto e aí acontece uma mágica.
.O outro é o nosso mestre, nosso espelho.Ontem encontrei um mestre, para mim mestres não são seres iluminados que estão meditando no deserto a base de arroz integral, para mim mestre é quem confirma o seu caminho na vida...Eu há anos escrevo aqui e antes desse  blog, sobre a necessidade do intercâmbio ,de trocas, de aprender ,que é a minha necessidade, e eu saí dessa oficina com a alma forte, eu simplesmente preciso de sentir  que escolhi  esse caminho e da confirmação do outro.Não significa que vai dar tudo certo sempre, significa que existem muitas pessoas no mundo que querem de verdade multiplicar o encantamento de estar vivo e celebrar o encontro.Todos nós do curso sentimos isso, pode ser que eu seja atrevida de afirmar isso, mas eu senti uma energia calorosa em todos nós, um sentimento de unidade, muito raro quando se reúne tantos egos, tantos desejos e sonhos.Super natural, super humano.Estou agora pronta para embarcar na minha viajem de novo, porque afastei da mente a pergunta: Será? Como será? É o momento de pular.

" Ninguém se cura só, ninguém se cura sozinho, agente se cura no

sexta-feira, 27 de abril de 2012

"Porque eu sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo, e que faço, não do tamanho que os outros me enxergam."


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 25 de abril de 2012

PENSAMENTO EM AÇÃO

Alguns aspectos de um possível paradigma da contemporaneidade , em consonância com as discussões atuais como sendo: a multisensorialidade , a disponibilidade para criar a partir da identidade e diversidade, interdiciplinariedade, o relativismo, e os métodos comparativos. A noção de performance aliada a ritos,rotinas, disciplina,.a dança fazendo parte da vida individual e coletiva, uma forma sensorial e perceptiva. A experiência  e  a expressão  se reúnem.Procuro técnicas corporais que induzam a um fluxo diferenciado de energia , a uma itensificação da presença e consequentemente a uma alteração do meu estado perceptivo.Quando estou em cena estou totalmente dentro de mim, o palco é o único lugar no meu mundo onde nenhuma intervenção, nada mesmo, me tira do meu estado de presença absoluta no aqui e agora.Atualmente fiz um exercício fantástico da Biodança , dançar como se fosse a minha última oportunidade de me comunicar, e dizer o que sinto, de ser eu mesma, isso amplia a minha urgência de falar o que nem sei bem o que é, um lugar onde as palavras não chegam, onde nem toda essa minha tentativa de me explicar, me reiventando com um olhar bem aberto para semiótica, ritos, símbolos, arquétipos,transculturalidade,e tudo o que explica a presença humana, tudo isso me  ajuda., mas eu  não tenho legenda.
  Prefiro sair do esquema "entrar muda e sair calada", dançar é pouco , preciso publicar a necessidade de expressar o que penso,perco horas de sono e muito tempo , treinando , estudando, lendo, visitando o passado,escrevendo. Sinceramente eu acho que não é perda de tempo, só me enriquece, enfim , eu posso levar um texto, ou compartilhar minha visão, minha técnica, só dançar, para mim é pouco, quero me descobrir.Tudo bem concordo que a arte não deveria ser explicada,  e sim sentida, apreciada, aquele espaço da alma que é aberto para receber sabedoria , encantamento pela espécie humana, sonhos .Eu tento com  a minha arte  cunprir esse objetivo.Mas não quero ser a  cereja de bolo de ninguém, nem tampouco o quadro que vai combinar com o sofá da sala.Eu sei que "instantes de beleza" são importantes, mas eu preciso da lucidez, meu maior inimigo é a ignorância.

domingo, 22 de abril de 2012

FÓRUM DE DANÇA DO DISTRITO FEDERAL
SÍNTESE DO TRABALHO QUE SERÁ APRESENTADO PELA PESQUISADORA,
PROFESSORA, ATRIZ E DANÇARINA MIRABAI:
PERFORMANCE DE DANÇA COMO RESULTADO DA INVESTIGAÇÃO DOS PRINCÍPIOS
CONTIDOS NA GESTUALIDADE BRASILEIRA E O INTERCÂMBIO DE TÉCNICAS EXISTENTES NO TEATRO-DANÇA CLÁSSICA DA ÍNDIA. PARA MIRABAI, A BUSCA
POR UM PROCESSO CRIATIVO COM LINGUAGEM PRÓPRIA, ALIADA À NECESSIDADE
DE EXPRESSÃO PESSOAL NA DANÇA, OBJETIVA AMPLIAR AS FRONTEIRAS
ESSA ARTE E CRIAR NOVO VOCABULÁRIO GESTUAL.
TOME NOTA: 28 DE ABRIL (SÁBADO) - 20 HORAS
SALA VILLA LOBOS - TEATRO NACIONAL
INGRESSOS: R$ 20,00 (inteira); R$ 10,00 (meia)
==========================================

segunda-feira, 16 de abril de 2012

MIRABAI NA SALA MARTINS PENNA - TEATRO NACIONAL



MIRABAI DANÇA NA MARTINS PENNA -TEATRO NACIONAL
DANÇA DO FOGO
EVENTO PROMOVIDO PELO FÓRUM DE DANÇA DO DISTRITO FEDERAL
MOSTRA DA DANÇA PRODUZIDA EM BRASÍLIA E ENTORNO. UM ESPETÁCULO QUE
PROPORCIONA AO PÚBLICO O CONTATO COM A DIVERSIDADE , QUALIDADE E A PESQUISA DOS GRUPOS DE DANÇA EM BRASÍLIA. 17 E 18 DE ABRIL - 20:00 HORAS

O ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA foi idealizado pela atriz dançarina e pesquisadora MIRABAI. .

O estudo da Dança Clássica Indiana estilo BharataNatyam influenciou o trabalho da artista e estabeleceu o diálogo entre teoria e prática.
A performance criada aliada a técnica pessoal e a cultura milenar indiana com o melhor ritmo e dança brasileira.

terça-feira, 3 de abril de 2012

PINA BAUSH E O WUPPERTAL



Emocionante o filme sobre a Pina Bausch, impressionante como a técnica é um veículo para se chegar a expressão verdadeira e sutil de cada bailarino.Eu conhecia o trabalho da Pina Bausch e o Wuppertal, onde teoria, movimento,palavras, estética e análise aliada a sua sensibilidade, respeito , honestidade e humildade com relação ao mundo do movimento e das imagens. A relação dela com os elementos da natureza e da natureza humana.Fiquei muito tocada com o amor profundo dos bailarinos por ela, que era uma profunda observadora da condição humana.Dança teatro, há anos tento me impor com uma linguagem que desconhece o dilema entre dança e teatro, mas ainda não há ressonância.Atualmente participei de um festival de teatro em Curitiba e apesar de estar participando de um festival de teatro, mesmo assim eu era uma extranha, claro que deixei a plátéia atônita, totalmente hipnotizada por mim, o efeito que causo em cena, ainda é um mistério para mim.Me sinto entre dois mundos, como a minha linguagem tem uma dramaticidade nos gestos,a exploração dos gestos como "signos para a visão", desmitifica a dança expotânea trazendo a fisicalidade da dança.Eu sei que construí uma estética , que quando estou em cena meu corpo.Seus bailarinos aprendem e representam o seu processo pessoal e social de aprender e apresentar na vida e no teatro. Eu tenho um processo de pesquisa semelhante na medida em que me liberto da estética oriental e seus cânones.Meu espetáculo é um manifesto acredito que através da necessidade de criar uma outra camada de vocabulário de movimento quando encontro no meu processo de pesquisa a minha estética .
" Nunca é como o que aconteceu realmente, sempre se transforma, muitas e muitas vezes, em uma coisa que acaba pertecendo a nós todos.Se alguma coisa é verdade em uma pessoa, e ela conta algo sobre os sentimentos,acho que nós acabamos reconhecendo o sentimento, não é uma história privada.Falamos de alguma coisa que nós todos temos. Todos conhecemos esses sentimentos e os temos em conjunto." Pina Baush