sábado, 18 de fevereiro de 2012

IDENTIDADE

Gostaria de expressar a minha inquietude em relação ao meu espírito livre, não aguento me sentir engessada, ainda me sinto num dilema incrível, trabalhei bastante para dissecar um pouco do universo complexo da dança Clássica Indiana, apesar das críticas por ser muito boa na mímese( imitação) e técnica e no entanto nunca ter ido à índia Apesar de ter estudado com expoentes e exímios dançarinos e dançarinas que dominam totalmente essa técnica, mas quem disse que queria me engessar?No entanto preciso do selo de garantia que é ter ido à fonte, corcordo, caso o meu interesse fosse passar o recibo de me alienar dentro dessa técnica e nunca mais observar minha sombra e sair da caverna, ousar dar um passo à frente em direção à minha identidade,( não estou dizendo que dançarinas Indianas são alienadas, eu escrevo sobre minha dificuldade de me sentir rotulada) nunca foi o meu objetivo.Sim, eu sou disciplinada e incapaz de "misturar" ou fazer "fusões", sem entender a linguagem que escolhi, por isso meu corpo transmite tanta verdade em cena.Não entendo quando foi que o mundo se tornou um grande Google, ou You tube, nunca vi tanta facilidade não servir para nada, sem pesquisa e treinamento sério.Estava lembrando a alegria que sentia quando ganhava uma música, a emoção que sentia quando chegava perto de um mestre, minha emoção de dançar para o Eugêncio Barba(Diretor do Odin Theatre) e ouvir da boca dele que eu era uma artista orgânica que estava no caminho certo, eu flutuei durante semanas, até hoje agradeço à Luciana Martuchelli pelo convite. Eu sei que informação é muito fácil, mas como se usa, é muito diferente.Incrível depois de 20 anos tentando dominar uma técnica, descubro que ela não me serve mais, que estou mudando, que meu corpo quer visitar partes dele que ainda não tive coragem de visitar ainda, percorrer os lugares brandos, os lugares onde não me sinto dona dele.Expressar minha inquietude ser o que realmente sou em cena, como naquele filme " peixe grande e outras histórias " daquele diretor o Tim Burtom " Só se torna peixe grande, quem não se deixa pescar.

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