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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PRIMEIRO FESTIVAL DE ARTES DE BRASÍLIA

Programação 27/01


Vanessa da Mata se apresenta no Centro de Convenções e em Sobradinho


O Centro de Convenções Ulysses Guimarães recebe, dia 27 de janeiro, duas importantes figuras da música nacional: Vanessa da Mata e Renata Jambeiro. No show, que integra a programação do I Festival de Artes de Brasília, a mato-grossense Vanessa da Mata apresentará sucessos de toda sua carreira.
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A carreira de Vanessa começou quando ela tinha apenas 16 anos e cantava em bares de São Paulo. Aos 21 anos conheceu Chico César e, com ele, compôs a canção "A força que nunca seca", gravada por Maria Bethânia, que a fez título de seu disco de 1999. A partir disso, a carreira de Vanessa da Mata deslanchou. Vencedora do Grammy Latino de Melhor álbum Pop Contemporâneo Brasileiro com o disco Sim, a cantora chega a Brasília na turnê de seu quarto álbum: Bicicletas, bolos e outras alegrias e promete agitar a noite de sexta-feira.
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www.vanessadamata.com.br
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A abertura do show fica a cargo da cantora brasiliense Renata Jambeiro. Atriz e cantora, Jambeiro é tida como grande representante da música de Brasília. Seu primeiro álbum, intitulado Jambeiro, foi lançado em 2007. A artista está em turnê de divulgação de seu segundo trabalho, o DVD Sambaluayê. Seus shows são sempre boas homenagens ao samba, aos sambistas e às raízes da música popular brasileira.
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www.renatajambeiro.com
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No dia seguinte, sábado (28 de janeiro), Vanessa da Mata se apresenta no Ginásio de Sobradinho. Quem abre o show é o grupo Luz do Samba e o rapper GOG. Os ingressos podem ser retirados a partir das 9 horas da manhã, na Galeria de Artes Vincent Van Gogh, localizada na quadra 08 de Sobradinho.
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Serviço: Vanessa da Mata no Centro de Convenções
Local: Centro de Convenções Ulysses Guimarães
Data: 27 de janeiro (sexta-feira)
Horário: 20h
A retirada de ingressos acontece às 14 horas do mesmo dia do espetáculo, no Teatro Nacional. A entrada é franca.
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Serviço: Vanessa da Mata no Ginásio de Sobradinho
Local: Ginásio de Sobradinho
Data: 28 de janeiro (sábado)
Horário: 20h
A retirada de ingressos acontece às 9h horas do mesmo dia do espetáculo, na Galeria de Artes Vincent Van Gogh, localizada na quadra 08 de Sobradinho. A entrada é franca.


Lamartine Babo
O espetáculo do grupo Macunaíma/CPT será reapresentado às 19 horas, na sala Martins Pena do Teatro Nacional. É uma ótima oportunidade de se assistir a uma montagem do texto de Antunes Filho.


Serviço: Lamartine Babo
Local: Sala Martins Pena do Teatro Nacional
Data: 27 de janeiro (sexta-feira às 19 h)
A retirada de ingressos acontece às 14 horas do mesmo dia do espetáculo.
A entrada é franca.


Lia de Itamaracá
Lia de Itamaracá apresenta-se novamente, com shows de abertura de Sílvio de Holanda, Zé do Cerrado e Donzílio Luiz, na Casa do Cantador - Ceilândia. Mais uma oportunidade de se ouvir a cirandeira no DF.



Serviço: Lia de Itamaracá
Local: Casa do Cantador - Ceilândia
Data: 27 de janeiro (sexta-feira)
Horário: 20h
A entrada é franca e não é necessária apresentação de ingressos.

Mirabai Baraka
O espetáculo de dança Mirabai Baraka teve início como projeto de pesquisa, idealizado pela dançarina, atriz, pesquisadora e professora da Faculdade de artes Dulcina de Moraes, Maria Vilarinho Cardoso. Seu trabalho como atriz é fortemente influenciado pelo Oriente e, em técnicas corpóreas. A artista consegue, em suas apresentações, unir a teoria e a prática devido ao seu contato com o estilo de Dança Clássica Indiana Bharata Natyam, com influências, também, de suas sucessivas viagens de aperfeiçoamento. O espetáculo é inspirado em rituais de várias tradições pertencentes a diversas culturas e tem a presença feminina como fonte de grande inspiração.

Serviço: Mirabai Baraka
Local: Sala Alberto Nepomuceno, Teatro Nacional
Data: 27 de janeiro (sexta-feira)
Horário: 20h
A retirada de ingressos acontece às 14 horas do mesmo dia do espetáculo, na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional. A entrada é franca.


Retrospectiva Lars Von Trier
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A mostra CCBB em Cartaz - Retrospectiva Lars Von Trier continua e nessa sexta exibe o filme O Grande Chefe (99 min. | 2006 | 16 anos).


Serviço: Restrospectiva Lars Von Trier
Local: CineBrasília
Data: 27 de janeiro (sexta-feira)
Horário: 19h30
A retirada de ingressos acontece no mesmo dia do espetáculo, com uma hora de antecedência. A entrada é franca.

Relembrando o Rei do Carnaval

Lucas Formiga/FestiArte
Sobre as melodias que embalam o carnaval de rua no Brasil há muitos anos. Sobre os hinos entoados em estádios de futebol, repletos de torcedores fanáticos. Quem nunca bradou “O teu cabelo não nega” em fevereiro, nas ruas? Que torcedor flamenguista ou tricolor não canta com paixão o hino do seu clube? Foi para homenagear Lamartine Babo que Antunes Filho escreveu o espetáculo homônimo ao artista, levando a história do “Rei do Carnaval” para o teatro, junto ao grupo Macunaíma/CPT – Centro de Pesquisa Teatral.
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O espetáculo é parte da Trilogia Carioca. Com 10 atores em cena e direção de Emerson Danesi, que faz parte do CPT há 16 anos, a peça é um musical dramático. Contempla vários dos sucessos do compositor homenageado, como “O seu cabelo não nega”, “Cantores do Rádio”, “Serra da boa esperança”, entre outras. Emerson descreve o espetáculo como uma reverência ao músico. “"Lamartine Babo" é uma homenagem a esse incrível compositor e Antunes resolveu escrever o texto inspirando-se em Pirandello (dramaturgo italiano), com personagens em busca de um autor”, afirma.
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Com atuações bastante leves, “Lamartine Babo” reforça a ideia do grupo de valorizar traços culturais brasileiros, como em Macunaíma e Policarpo Quaresma. Para Emerson, Babo é “re-valorizado” internamente no espetáculo. “O Antunes usou essa estrutura de pessoas estranhas que se encontram para cantar o repertório do Lamartine Babo em um local de ensaio. Eles recebem a visita de um senhor e sua sobrinha, bem misteriosos. Dentro dos diálogos, revelam dados e curiosidades da vida e da obra do compositor.”
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O CPT utiliza métodos de trabalho específicos para suas montagens: a preparação de elenco tem fins formativos e as montagens são baseadas em pesquisas intensas em várias áreas de conhecimento. A rotina de trabalho intensa garantiu prestígio internacional a Antunes Filho. Desde a apresentação de Macunaíma, em 1978, o teatro de Antunes foi reconhecido em todo o mundo. O clássico, adaptação do texto de Mário de Andrade, foi responsável por abrir novas perspectivas à narrativa dramática no Brasil.
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A montagem de “Lamartine Babo” reconduz ao imaginário popular uma figura excepcional, em texto que brinca com vaidades e crenças. As leves pitadas de humor, somadas ao talento e à impecável afinação do elenco são ingredientes suficientes para contagiar a todos que assistem.

Programação 26/01



Lia de Itamaracá

Guilherme Tavares/FestiArte
A cultura popular de Pernambuco pede passagem e aterrissa em Brasília. A responsável pela festa é Lia de Itamaracá, que se apresenta no I Festival Internacional de Artes de Brasília. Lia terá duas apresentações: uma na sala Villa-Lobos do Teatro Nacional, com show de abertura da Orquestra Marafreboi e outra na Casa do Cantador, em Ceilândia. O segundo local é espaço de encontro entre nordestinos radicados em Brasília, e recebe também Sílvio de Holanda, Zé do Cerrado e Donzílio Luiz.

A cantora é a cirandeira mais famosa do país. Nascida em 1944, Lia de Itamaracá vive até hoje na ilha que lhe dá nome. Aos doze anos, já participava de rodas de ciranda e encantava-se com cocos e maracatus. Em 1977, depois de 21 anos cantando animando rodas em Itamaracá, a cantora gravou seu primeiro disco. Lia de Itamaracá roda o Brasil e o mundo representando a música tradicional pernambucana e seu trabalho é tido como fonte importante de resgate e preservação cultural.




Serviço
Lia de Itamaracá e Orquestra Marafreboi
Local: Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional
Data: 26 de janeiro (quinta-feira)
Horário: 20h
A retirada de ingressos acontece às 14 horas do mesmo dia do espetáculo.
A entrada é franca.

Lia de Itamaracá e Sílvio de Holanda, Zé do Cerrado e Donzílio Luiz
Local: Casa do Cantador - Ceilândia

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

1º Festival Internacional de Artes de Brasília – FestiArte Material para Divulgação – DANÇA


1º Festival Internacional de Artes de Brasília – FestiArte
Material para Divulgação – DANÇA

ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA
Sexta-feira próxima (27) a dançarina, atriz, pesquisadora e professora MIRABAI apresentará o ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA (às 20 horas) na Sala Alberto Nepomuceno, no Teatro Nacional.
Além de ser uma boa opção para quem passa as férias em Brasília, o ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA é um espetáculo de rara beleza, repleto de referências que mesclam desde a cultura milenar indiana até o que há de melhor em música, ritmo e dança brasileira.
A trilha sonora do ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA também evoca, dentre ou-tras, a música de Astor Piazolla (“Anos de Soledad”), a vibração inconfundível da “Danza del Fuego” (do compositor espanhol Manuel de Falla), a pungente dramaticidade da finlan-desa “Meri” (de Varttina) e a sonoridade enigmática da cordilheira andina (“Zumampa”/Los Chaques).
O ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA, que começa suave e introspectivo, surpreende e encanta a todos ao terminar com a energia alegre e contagiante da percurssão brasileira. A platéia não resiste: feliz, canta e dança junto com a atriz.
Criado por MIRABAI, o espetáculo BARAKA é resultado das pesquisas da atriz sobre o estilo de Dança Clássica Indiana Bharata Natyam. A associação da criação cênica interartística com o aprimoramento técnico, aliada à pesquisa transcultural, conduz o tra-balho da artista a um conceito estético inovador.
A apresentação de MIRABAI faz parte da programação oficial do 1º Festival Internacional de Artes de Brasília – FestiArte, iniciativa do Governo do Distrito Federal, realização da Secretaria de Cultura em parceria com a Secretaria de Educação, apoio da Secretaria de Turismo, das Embaixadas da China, Espanha, Instituições Culturais, a Escola de Música de Brasília e tem como objetivo promover o intercâmbio artístico entre culturas diversas. Vale a pena conferir.

TOME NOTA:
1º Festival Internacional de Artes de Brasília – FestiArte
Espetáculo de Dança Baraka
Concepção do Projeto, Coreografia, Produção,
Direção Geral & Performance: MIRABAI.
Local: Teatro Nacional/Sala Alberto Nepomuceno/Brasília/DF.
Data: Sexta-feira, 27/Janeiro/2012.
Horário: 20 horas.
Entrada franca.
Indicação Etária: Livre para todos os públicos
(menores acompanhados pelos responsáveis).
Outras informações
Informações detalhadas sobre “QUEM É MIRABAI”,
o “ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA” ou outras fotos:
Contatos:
(61) 9143-4491 (MIRABAI) ou mirabai_bsb@yahoo.com.br
(61) 9164-2769 (Carlos Batista) ou bsbcapitalbr@gmail.com
Obs: em “anexo”, foto da artista em cena (crédito: Divulgação/Vera Bandeir

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

domingo, 22 de janeiro de 2012

Ações físicas

Os atores pensavam poder organizar seu papel através das emoções e Stanislavski por muitos anos de sua vida pensou assim, de maneira emotiva. O velho Stanislavski descobriu verdades fundamentais e uma delas, essencial para o seu trabalho, é a de que a emoção é independente da vontade. Podemos tomar muitos exemplos da vida cotidiana. Não quero estar irritado com determinada situação mas estou. Quero amar uma pessoa mas não posso amá-la, me apaixono por uma pessoa contra a minha vontade, procuro a alegria e não acho, estou triste, não quero estar triste, mas estou. O que quer dizer tudo isso? Que as emoções são independentes da nossa vontade. Agora, podemos achar toda a força, toda a riqueza de emoções de um momento, também durante um ensaio, mas no dia seguinte isto não se apresenta porque as emoções são independentes da vontade. Esta é uma coisa realmente fundamental. Ao contrário, o que é que depende da nossa vontade? São as pequenas ações, pequenas nos elementos de comportamento, mas realmente as pequenas coisas - eu penso no canto dos olhos, a mão tem um certo ritmo, vejo minha mão com meus olhos, do lado dos meus olhos quando falo minha mão faz um certo ritmo, procuro concentrar-me e não olhar para o grande movimento de leques (referência às pessoas se abanando no auditório) e num certo ponto olho para certos rostos, isto é uma ação. Quando disse olho, identifico uma pessoa, não para vocês, mas para mim mesmo, porque eu a estou observando e me perguntando onde já a encontrei. Vejam a posição da cabeça e da mão mudou, porque fazemos sempre uma projeção da imagem no espaço; primeiro esta pessoa aqui, onde a encontrei, em qualquer lugar a encontrei, qualquer parte do espaço e agora capto o olhar de um outro que está interessado e entende que tudo isso são ações, são as pequenas ações que Stanislavski chamou de físicas. Para evitar a confusão com sentimento, deve ser formulável nas categorias físicas, para ser operativo. É nesse sentido que Stanislavski falou de ações físicas. Se pode dizer física justamente por indicar objetividade, quer dizer, que não é sugestivo, mas que se pode captar do exterior.
O que é preciso compreender logo, é o que não são ações físicas. As atividades não são ações físicas. As atividades no sentido de limpar o chão, lavar os pratos, fumar cachimbo, não são ações físicas, são atividades. Pessoas que pensam trabalhar sobre o método das ações físicas fazem sempre esta confusão. Muito freqüentemente o diretor que diz trabalhar segundo as ações físicas manda lavar pratos e o chão. Mas a atividade pode se transformar em ação física. Por exemplo, se vocês me colocarem uma pergunta muito embaraçosa, que é quase sempre a regra, eu tenho que ganhar tempo. Começo então a preparar meu cachimbo de maneira muito "sólida". Neste momento vira ação física, porque isto me serve neste momento. Estou realmente muito ocupado em preparar o cachimbo, acender o fogo, assim DEPOIS posso responder à pergunta.
Outra confusão relativa às ações físicas, a de que as ações físicas são gestos. Os atores normalmente fazem muitos gestos pensando que este é o mistério. Existem gestos profissionais - como os do padre. Sempre assim, muito sacramentais. Isto são gestos, não ações. São pessoas nas situações de vida. Pois sobretudo nas situações de tensão, que exigem resposta imediata, ou ao contrário em situações positivas, de amor, por exemplo, também aqui se exige uma resposta imediata, não se fazem gestos nessas situações, mesmo que pareçam ser gestos. O ator que representa Romeu de maneira banal fará um gesto amoroso, mas o verdadeiro Romeu vai procurar outra coisa; de fora pode dar a impressão de ser a mesma coisa, mas é completamente diferente. Através da pesquisa dessa coisa quente, existe como que uma ponte, um canal entre dois seres, que não é mais físico. Neste momento Julieta é amante ou talvez uma mãe. Também isto, de fora, dá a impressão de ser qualquer coisa de igual, parecida, mas a verdadeira reação é ação. O gesto do ator Romeu é artificial, é uma banalidade, um clichê ou simplesmente uma convenção, se representa a cara de amor assim. Vejam a mesma coisa com o cachimbo, que por si só é banal, transformando-a a partir do interior, através da intenção - nesta ponte viva, e a ação física não é mais um gesto.
O que é gesto se olharmos do exterior? Como reconhecer facilmente o gesto? O gesto é uma ação periférica do corpo, não nasce no interior do corpo, mas na periferia. Por exemplo, quando os camponeses cumprimentam as visitas, se são ainda ligados à vida tradicional, o movimento da mão começa dentro do corpo (Grotowski mostra), e os da cidade assim (mostra). Este é o gesto. Ação é alguma coisa mais, porque nasce no interior do corpo. Quase sempre o gesto encontra-se na periferia, nas "caras", nesta parte das mãos, nos pés, pois os gestos muito freqüentemente não se originam na coluna vertebral. As ações, ao contrário, estão radicadas na coluna vertebral e habitam o corpo. O gesto de amor do ator sairá daqui, mas a ação, mesmo se exteriormente parecer igual será diversa, começa ou de qualquer parte do corpo onde existe um plexo ou da coluna vertebral, aqui estará na periferia só o final da ação. É preciso compreender que há uma grande diferença entre Sintomas e Signos/Símbolos. Existem pequenos impulsos do corpo que são Sintomas. Não são realmente dependentes da vontade, pelo menos não são conscientes - por exemplo, quando alguém enrubesce, é um Sintoma, mas quando faz um Símbolo de estar nervoso, este é um Símbolo (bate com o cachimbo na mesa). Todo o Teatro Oriental é baseado sobre os Símbolos trabalhados. Muito freqüentemente na interpretação do ator estamos entre duas margens. Por exemplo, as pernas se movem quando estamos impacientes. Tudo isso está entre os Sintomas e Símbolos. Se isto é derivado e utilizado para um certo fim se transforma em uma ação.
Outra coisa é fazer a relação entre movimento e ação. O movimento, como na coreografia, não é ação física, mas cada ação física pode ser colocada em uma forma, em um ritmo, seria dizer que cada ação física, mesmo a mais simples, pode vir a ser uma estrutura, uma partícula de interpretação perfeitamente estruturada, organizada, ritmada. Do exterior, nos dois casos, estamos diante de uma coreografia. Mas no primeiro caso coreografia é somente movimento, e no segundo é o exterior de um ciclo de ações intencionais. Quer dizer que no segundo caso a coreografia é parida no fim, como a estruturação de reações na vida.
De uma palestra proferida por Grotowski no Festival de Teatro de Santo Arcangelo (Itália), em junho de 1988.

sábado, 21 de janeiro de 2012

1º Festival Internacional de Artes de Brasília – FestiArte


1º Festival Internacional de Artes de Brasília – FestiArte

Material para Divulgação – DANÇA

ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA

O público de Brasília terá a oportunidade de ver – para quem já viu, rever – um espetáculo de rara beleza, repleto de referências que mesclam desde a cultura milenar indiana até o que há de melhor em música, ritmo e dança brasileira.

A trilha sonora do ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA também evoca, dentre outras, a música de Astor Piazolla (“Anos de Soledad”), a vibração inconfundível da “Danza del Fuego” (do compositor espanhol Manuel de Falla), a pungente dramaticidade da finlandesa “Meri” (de Varttina) e a sonoridade enigmática da cordilheira andina (“Zumampa”/Los Chaques).

O ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA, que começa suave e introspectivo, surpreende e encanta a todos ao terminar com a energia alegre e contagiante da percurssão brasileira. A platéia não resiste: canta e dança junto com a atriz.

O projeto de pesquisa e espetáculo BARAKA foi idealizado pela dançarina, atriz, pesquisadora e professora MIRABAI. Seu trabalho de atriz é influenciado pelo Oriente e, as técnicas corpóreas, na composição de seus personagens e dança pessoal. O contato da autora com o estilo de Dança Clássica Indiana Bharata Natyam e suas sucessivas viagens de aperfeiçoamento, promoveram o diálogo entre prática e teoria e, fica claro também, na escolha dos espetáculos encenados. A associação da criação cênica interartística com o aprimoramento técnico, aliada à pesquisa transcultural, conduz o trabalho da artista a um conceito estético inovador.

A apresentação de MIRABAI faz parte da programação oficial do 1º Festival Internacional de Artes de Brasília – FestiArte, iniciativa do Governo do Distrito Federal, realização da Secretaria de Cultura em parceria com a Secretaria de Educação, apoio da Secretaria de Turismo, das Embaixadas da China, Espanha, Instituições Culturais, a Escola de Música de Brasília e tem como objetivo promover o intercâmbio artístico entre culturas diversas.

Agenda:

1º Festival Internacional de Artes de Brasília – FestiArte

Espetáculo de Dança Baraka

Concepção do Projeto, Coreografia, Produção,

Direção Geral & Performance: MIRABAI.

Local: Teatro Nacional/Sala Alberto Nepomuceno/Brasília/DF.

Data: Sexta-feira, 27/Janeiro/2012.

Horário: 20 horas.

Entrada franca.

Indicação Etária: Livre para todos os públicos

(menores acompanhados pelos responsáveis).

Outras informações

Informações detalhadas sobre “QUEM É MIRABAI”,

o “ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA” ou outras fotos:

Contatos:

(61) 9143-4491 (MIRABAI) ou mirabai_bsb@yahoo.com.br

(61) 9164-2769 (Carlos Batista) ou bsbcapitalbr@gmail.com

Obs: em “anexo”, foto da artista em cena (crédito: Divulgação/Vera Bandeira).

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

ESPETÁCULOS

ESCUTAI OS GEMIDOS E OS RISOS DO NOSSO SONO, 1995

Elenco
Bic Prado
Bruno Palzato
Cláudio Lago
Lilian França
Mirabai
Odemir Donizeti
Raquel Aló.

Direção
André Amaro

Iluminação
Dalton Camargos

Nesta montagem, de 1995, são utilizados trechos de matérias jornalísticas como ponto de partida para a construção de um roteiro cênico sobre os fantasmas de fim de século que rondam a humanidade. Qual a expectativa do homem às portas do Terceiro Milênio? Que sons, vozes, medos habitam seu sono? O espetáculo expõe a incômoda aflição diante do trágico, as faces ardilosas da manipulação ideológica e a permanente indefinição do futuro.


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Espetáculo

O SONHO DO SÁTIRO, 1994
Criação Coletiva – crônica gestual do homem urbano

Direção
André Amaro

Atores
Bic Prado, Bruno Palzatto, Carlos Machado, Carlos Queiroz, Claudio Lago, Liana de Oliveira, Luana Bailão, Luciana Silva, Marília Matos, Mirabai, Paula El-Jack, Odemir Donizeti.

Iluminação
Dalton Camargos

Mais uma vez figuras mitológicas permeiam a criação dos espetáculos do Teatro Caleidoscópio. Foi assim, do sonho de um sátiro de cornos esfumaçantes, que nasceu a concepção visual desta segunda montagem. Os atores saíram às ruas para investigar as atitudes físicas e as emoções do homem urbano.


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