terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Arquitetura e dança



    Durante todo o meu processo de pesquisa  percebi que ela é caracterizada por dois eixos o primeiro é  o intercâmbio de técnicas corpóreas com o objetivo de criar a minha linguagem e a segunda vertente seria o cruzamento fruto de minhas observações sobre a relação corpo e espaço. Além de Laban, só na dança Clássica Indiana vejo de forma tão explícita essa relação. Claro que  esta dança surgiu nos templos e tem uma relação muito profunda com a escultura.Há anos observo  que o movimento é feito de ângulos e retas, segmentos coreográficos geométricos  que cortam o espaço , onde emanam texturas e diferentes combinações com uma ação contínua não linear numa tridimensionalidade desafiando o equilíbrio apolíneo .

domingo, 16 de dezembro de 2012

Hera


Rainha dos céus e esposa de Zeus, Hera rege o casamento e todas as funções públicas em que uma mulher exerce o poder, além de preservar a família, a tradição e a comunidade. Sempre deseja ter ao seu lado um homem forte e decidido.

Monogâmica, só se relacionará com seu marido. Bastante autoconfiante, nasceu para mandar, não importa qual seja sua classe social.

Para ela, o dinheiro é importante, independentemente da sua condição socioeconômica. Tem o sonho de dirigir alguma instituição. Preocupa-se com status e gosta de exercer influência sobre o marido, filhos e amigos. Encontramos Hera como dirigentes, gerentes e atuando no funcionalismo público.

Caso se sinta rejeitada, se voltará contra todos. É o tipo de pessoa que está sempre reclamando de como a vida é cruel com seus problemas para resolver e, assim faz seu papel de mártir. Em alguns casos, precisa buscar algum tipo de terapia, caso contrário, poderá isolar-se ou ter problemas relacionados ao uso abusivo de remédios.
Foto: Getty Images

Deméter


É a deusa da maternidade e tudo o que se refere às funções reprodutivas. Também é chamada de “senhora das plantas”, pois está ligada a agricultura. Quando era criança, a protegida dessa deusa adorava brincar com bonecas ou cuidar de um novo bebê. No final da adolescência, é provável que tenha namorado firme e casado.

Quem é regida por Deméter, tem uma tendência a cuidar maternalmente de todos os homens à sua volta, independentemente da idade deles.

É muito fácil identificá-la: está sempre cuidando de tudo e de todos. Ela é dotada de ilimitada engenhosidade. Às vezes, recebe o título de "santinha", porque sabe se divertir sem extrapolar seus limites. Você encontrará protegidas dessa deusa atuando em todas as profissões, porém irá se destacar na área de ensino e o trato com crianças e adolescentes.

Ela é a filha, a mãe e posteriormente será a avó feliz. É a mulher que conta a história de contos de fadas, brinca de boneca com a filha e joga futebol com o filho, além de ajudá-los com a lição de casa.
Foto: Getty Images

Pérséfone


É a rainha dos mortos e está em contato com os poderes do inconsciente, como o misticismo e a mediunidade. Ela envolve os homens profundamente, a ponto de atrair os destrutivos. O resultado poderá ser lamentável. Modesta e discreta, fica ansiosa para agradar as pessoas que a rodeiam. É o tipo de mulher que parece adivinhar os pensamentos dos outros. Não se sente à vontade com o corpo e sua sexualidade. Sente interesse por assuntos relacionados à mística e metafísica. Poderá ser considerada excêntrica e até lunática. Prefere passar boa parte do seu tempo reclusa e isolada.

Gosta da leitura esotérica e tudo o que se refere à Nova Era. Para viver mais feliz, deve entender que a sua mediunidade é uma dádiva para ajudar as pessoas.

Quando jovem, é a filha-problema e, ao ficar adulta, poderá exercer a profissão de psicóloga, terapeuta ou astróloga. Um bom caminho em qualquer fase da vida é a literatura.
Foto: Getty Images

Atena


Filha de Zeus, Atena é a representante da sabedoria do pai, pois nasceu simbolicamente da cabeça dele. Trabalho é seu lema. Rege as artes literárias, a educação, a vida intelectual e a moradia na cidade. Gosta de compartilhar ideias e talvez se relacione melhor com os homens, que são seus amigos intelectuais.

Profissionalmente, a protegida de Atena costuma ter êxito na área de comunicação, bem como editora ou diretora de revistas, dirigindo estudos femininos, entrevistando personalidades, fazendo pesquisas, produzindo filmes e lutando pelos direitos da mulher na sociedade.

É prática, extrovertida e inteligente. É também a professora, a psicóloga, a escritora e a política. Administradora e organizadora incansável, precisa de um homem sensível para cuidar emocionalmente dela.

Os gregos a chamavam de “companheira de herói”. De comportamento juvenil, a melhor fase da vida sua vida será após os 35 anos.
Foto: Getty Images

Afrodite


Conhecida pelos romanos como Vênus, nenhuma deusa foi tão reverenciada por sua beleza. Ela concebeu um filho igualmente belo, Eros (ou Cupido), deus do amor.

Enaltece o espírito de combate dos homens, mas não deseja lutar ao lado deles.

A protegida de Afrodite é sempre o foco do grupo por ser a mais extrovertida. Ela é a artista, modelo ou relações públicas. Exerce um magnetismo nos outros sem notar. Tem amigas, mas se relaciona melhor com os homens.

Misteriosa e exótica, sempre perturba o local de trabalho. Quase sempre é cobrada por ser a outra, mesmo que não seja. Ousada, às vezes se sente amedrontada e culpada por ser dessa maneira. É considerada a deusa da paixão, mas também da compaixão.
Foto: Getty Images

Patrocínio para a dança

O Boticário anuncia patrocínio em companhias e festivais de dança no Brasil. Será um novo fôlego para a área?

por Estela Cotes - 11 de dezembro de 2012
O grupo mineiro Mímulos é um dos primeiros a levar o patrocínio do projetoO grupo mineiro Mímulos é um dos primeiros a levar o patrocínio do projeto

Quem acompanha o cenário cultural no Brasil sabe que quando se fala sobre dança apenas alguns nomes surgem à cabeça (e na mídia). Débora Colker e Ana Botafogo são sem dúvida os mais conhecidos, sinônimos de qualidade. Mas em um país com ritmo enraizado em suas tradições a profusão de companhias competentes em diferentes áreas é uma realidade.

+ "Pina": Wim Wenders explora a obra de Pina Bausch no primeiro filme de arte em 3D

Se elas não chegam aos nossos ouvidos (ou olhos!) é principalmente por falta de verba. Tanto para manter uma estrutura física quanto para formar bailarinos ou viajar com seus espetáculos. Mesmo com a Lei Rouanet o incentivo da iniciativa privada acaba sempre caindo nas mãos de quem já tem repercussão.

Bailarinos do Cisne Negro se apresentaram durante o evento desta terça (11). O grupo está prestes a fechar patrocínio tambémBailarinos do Cisne Negro se apresentaram durante o evento desta terça (11). O grupo está prestes a fechar patrocínio também
Parece, no entanto, que o cenário da dança no Brasil pode ganhar um novo fôlego. Nesta terça (11), o grupo O Boticário anunciou sua nova estratégia cultural com foco nesta área. O projeto “O Boticário na Dança” tem duração inicial de dois anos e pretende patrocinar grupos, companhias e festivais no país.

“Nosso objetivo é trazer a dança como a beleza em movimento, trabalhar a formação da platéia, fomentar novos grupos e eventos”, explica Andrea Mota, diretora executiva da marca. O programa começa patrocinando o Mímulos e o Primeiro Ato, ambos de Belo Horizonte, além do “Festival Internacional Viva a Dança” e o “Festival de Dança de Joinville”.

Outra novidade é o primeiro “Festival O Boticário de Dança” que acontecerá entre os dias 1 e 9 de maio de 2013. Em parceria com a Duetto Produções e a XYZ Life, o evento levará espetáculos inéditos sob a curadoria do alemão Dieter Jaenicke para São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba.

Entre as companhias nacionais estão a Mímulos, Bruno Beltrão (do Rio de Janeiro) que incorpora dança de rua à dança contemporânea e a Quasar, companhia de Goiânia com maior expressão na dança contemporânea hoje no Brasil. Além das internacionais Peeping Tom, da Bélgica, que traz poesia aos movimentos para falar de sentimentos humanos; Shen Wei, com coreógrafo que fez a abertura dos jogos Olímpicos de Berlim e a Hofesh Schecter, grupo inglês que coloca guitarristas de heavy metal no palco para compor a trilha sonora.

“Os critérios de seleção foram o ineditismo, a diversidade e a beleza dos espetáculos. Temos propostas que vão da dança contemporânea ao ballet contemporâneo, para reunirmos públicos diferentes no festival”, conta Dieter. Estão prometidos também ensaios abertos e workshops gratuitos. Os ingressos custarão entre R$15 e R$100.

Grupo britânico Hofesh Schecter virá pela primeira vez ao BrasilGrupo britânico Hofesh Schecter virá pela primeira vez ao Brasil


DINHEIRO NO BOLSO


Para a produtora Monique Gardenberg, da Duetto Produções, a dança tem um público muito fiel no Brasil e esta é a oportunidade de fazer a arte “florescer” no país. “Quando a companhia da Pina Bausch veio para São Paulo tivemos cinco dias de teatro lotado e com ingresso na casa dos R$400”, reflete.

Andrea Mota, do O Boticário, Monique Gardenberg, da Duetto Produções e Ana Botafogo apresentaram o projetoAndrea Mota, do O Boticário, Monique Gardenberg, da Duetto Produções e Ana Botafogo apresentaram o projeto


O alemão Dieter Jaenicke conta que a dança contemporânea é, na opinião dele, a arte que mais cresce no mundo. “Não vejo outra arte tão aberta para as inovações e com crescimento de público significativo nos últimos anos”.

Ana Botafogo, que apresentou a novidade no Theatro Municipal de São Paulo, acredita que este será um marco da dança no Brasil. “Acho que nunca tivemos tanto apoio como agora”, disse emocionada. A previsão da marca é investir de R$10 mil a R$15 milhões nos próximos três anos, prospectando projetos via Lei Rouanet ou leis de incentivos estaduais.

Quanto aos críticos e ao público fica a torcida para que a diversidade também fale alto na hora da seleção dos próximos agraciados pelo patrocínio – do grupo mais alternativo, ao mais regional, do mais tradicional ao mais jovem e expoente.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

EURÍPEDES - DRAMATURGO GREGO

Dramaturgo grego
Eurípides

480 a.C., Salamina (Grécia)
406 a.C., Pela (antiga Macedônia, Grécia)
Da Página 3 Pedagogia & Comunicação
A influência de Eurípides estende-se de Sêneca até Sartre, em pleno século 20


Eurípides viveu, aproximadamente, entre 480 e 406 a.C. Nasceu em Salamina e morreu em Pela, na Macedônia. Pouco se sabe a respeito de sua vida. Casado duas vezes, teria o costume de escrever e meditar em completo isolamento, numa gruta em frente ao mar. Venceu quatro vezes o festival de teatro ateniense.

Ao contrário de Sófocles, que foi o dramaturgo preferido por seus contemporâneos, Eurípides nunca desempenhou qualquer atividade política; contudo, em suas tragédias, a preocupação política é quase uma constante.

Eurípides passou os últimos anos de sua vida na Macedônia, na corte do rei Arquelau, onde foi recebido com honrarias. Segundo a tradição, teve uma morte trágica: teria sido despedaçado, acidentalmente, pelos cães de caça do rei.

Temas e personagens

As peças de Eurípides enfocam situações marcadas por tensões emocionais violentas, mostrando homens e mulheres dominados por paixões ou dilacerados por impulsos conflitantes. Para alguns estudiosos, esse dramaturgo chegou mais perto da vida cotidiana do que Ésquilo e Sófocles.

O teatro de Eurípides é marcado por questionamentos que enfrentam a religião e a moral tradicionais, demonstrando uma vigorosa independência intelectual e, quase sempre, escandalizando seus contemporâneos. Ele soube mesclar o amargor de suas reflexões sobre o destino dos seres humanos à admiração pelo heroísmo e pela natureza.

Em sua disposição para discutir todos os aspectos da vida humana, esse dramaturgo reflete a preocupação fundamental de todos os grandes escritores: o homem. Eurípides ataca a família não porque esta se oponha ao Estado, mas porque ela violenta a liberdade individual. Ele analisa, assim, o homem sozinho, com sua razão, seu sofrimento, seus pensamentos. O homem, desde que tenha liberdade para agir, não é mais um instrumento da vontade dos deuses, mas responsável por seus atos. Consciência e arrependimento surgem, dessa forma, como as conseqüências naturais da liberdade de agir.

Mas Eurípides também tratou do amor em suas diferentes formas: o amor conjugal, o amor materno, o amor arrebatado. E criou personagens femininas inesquecíveis. Ao contrário dos homens, em geral desagradáveis e de caráter fraco, as mulheres de Eurípides são nobres, ternas, piedosas - e freqüentemente sacrificam-se para salvar o marido, os filhos ou a pátria.

Dentre as 17 tragédias e o drama satírico que chegaram até nós, duas peças são as mais importantes: Ifigênia em Aulis, de forte lirismo, e As Bacantes, a tragédia na qual Eurípides estuda as limitações da razão humana, avessa aos mistérios que transcendem o mundo material, e condena os excessos da religião.

Sua peça mais popular, no entanto, talvez seja Medéia, a esposa traída que, para vingar-se do marido infiel, mata sua rival e os próprios filhos. Em Hipólito, uma de suas tragédias mais amargas, o protagonista, depois de salvar sua família, sofre um acesso de loucura e assassina o pai, a esposa e os filhos.

Eurípides influenciou uma série de escritores: Sêneca, Racine, D'Annunzio e Sartre. E, através de Sêneca, podemos encontrar traços de Eurípides em Calderón e Shakespeare

Enciclopédia Mirador Internacional e Dicionário Oxford de Literatura Clássica (Jorge Zahar Editor)

ÉDIPO REI

O MITO DE ÉDIPO REI

Na antiguidade, os gregos cultuavam uma série de deuses (Zeus, Hera, Afrodite, etc.) e semideuses, acreditando que os mesmos tinham forma humana. Por isso, a religião deles era conhecida como politeísta antropomórfica.

A distinção entre deuses e semideuses se dava através do fato de que os deuses eram imortais e provenientes da geração divina. Já os semideuses eram fruto da relação de um deus com uma mortal e não tinham a imortalidade.

Um mito clássico na História da Filosofia é o da tragédia[1] Édipo rei, que posteriormente, no século XIX, foi utilizado por Freud para falar do amor dos filhos para com os pais durante a infância . A história é seguinte:

Laio, rei da cidade de Tebas e casado com Jocasta, foi advertido pelo oráculo[2] de que não poderia gerar filhos e, se esse mandamento fosse desobedecido, o mesmo seria morto pelo próprio filho, que se casaria com a mãe.

O rei de Tebas não acreditou e teve um filho com Jocasta. Depoisarrependeu-se do que havia feito e abandonou a criança numa montanha com os tornozelos furados para que ela morresse.A ferida que ficou no pé do menino é que deu origem ao no me Édipo, que significa pés inchados. O menino não morreu efoi encontrado por alguns pastores, que o levaram a Polibo, o rei de Corinto, este que o criou como filho legítimo. Já adulto, Édipo também foi até o oráculo de Delfos para saber o seu destino. O oráculo disse que o seu destino era matar o pai e se casar com a mãe. Espantado, ele deixou Corinto e foi em direção a Tebas. No meio do caminho, encontrou com Laio que pediu para que ele abrisse caminho para passar. Édipo não atendeu ao pedido do rei e lutou com ele até matá-lo.

Sem saber que havia matado o próprio pai, Édipo prosseguiu sua viagem para Tebas. No caminho, encontrou-se com a Esfinge, um monstro metade leão, metade mulher, que atormentava o povo tebano, pois lançava enigmas e devorava quem não os decifrasse. O enigma proposto pela esfinge era o seguinte: Qual é o animal que de manhã tem quatro pés, dois ao meio dia e três à tarde? Ele disse que era o homem, pois na manhã da vida (infância) engatinha com pés e mãos, ao meio-dia (idade adulta) anda sobre dois pés e à tarde (velhice) precisa das duas pernas e de uma bengala. A Esfinge ficou furiosa por ter sido decifrada e se matou.

O povo de Tebas saudou Édipo como seu novo rei, eentregou-lheJocasta como esposa. Depois disso, uma violenta peste atingiu a cidade e Édipo foi consultar o oráculo, que respondeu quea peste não teria fim enquanto o assassino de Laio não fosse castigado. Ao longo das investigações, a verdade foi esclarecida e Édipo cegou-se e Jocasta enforcou-se.

Medéia

Medéia depois de salvar a vida de seu grande amor Jasão num episódio extremamente trágico, o qual acaba por matar e esquartejar seu próprio irmão (fatos contados em outro momento, por outros poetas gregos e que também fazem parte da mitologia grega), refugiam-se com seu amado em Corínto, cidade grega, casam-se e têm dois filhos. Depois de algum tempo Jasão, homem de pouca valia, larga a mulher e os filhos para casar-se com a filha do rei Creonte. Quando Médéia soube, sentiu-se humilhada e triada por seu amor, principalmente por tudo que já fez por seu herói. Em seus gritos e lamentos desesperados, culpa a princesa e ao rei por todo o seu sofrimento.
O rei sabendo tais lamentos e conhecendo a personalidade forte, vingativa e desumana de Medéia, decide expulsá-la da cidade com seus filhos, temendo que ela se vingue e provoque uma tragédia em seu reino. Em um diálogo entre os dois Medéia, dissimulada, com aparente resignação pede mais um dia para procurar um lugar longe para ir com os filhos. O rei concede apenas aquele dia, pois se ela estiver lá ainda com o nascer do dia ela a matará.
Assim, a mulher procura o ex-marido e implora para que ele fique com seus filhos morando todos no castelo enquanto ela ia embora e os deixaria livres, Jasão concorda e Média segue com seu plano. Depois de fazer algumas bruxarias ela entrega aos filhos um presente para a princesa: um belo vestido e uma coroa, ambos envenenados. Ao vestir o o presente, a princesa cai morta pelo veneno e seu pai que corre para socorrê-la e a abraça, morre também. Ao presenciar tal catástrofe, Jasão vai para casa para salvar os filhos e os encontra, ambos mortos pela mãe. Desta forma Média vinga-se de Jasão retirando toda a sua descendência, extirpou sua posteridade, que para o homem é um bem maior.


Missão Cruls



  Depois de um longo processo de apropriação de uma técnica,  movida pela necessidade de aprimorar e reelaborar uma nova proposta e um vocabulário próprio em cena, veio a constatação de que ser atriz e dançarina é sempre começar do zero. Lembrei da história daquele sábio que recebe uma visita,  o sábio ao servir o chá  continua com  o ato, apesar da xícara estar transbordando, o homem que estava sendo servido movido pelo desespero, pede para que ele pare, então o monge sabiamente lhe transmite a lição:- Se você continuar cheio como esta xícara não está pronto para receber e aprender.Vivemos um momento sublime , temos todas as informações que precisamos,  mas o que fazer com elas? Só a sabedoria nos salva.
  Esse ano fiz a minha ultima temporada do espetáculo Baraka e declarei a todos que fechei um ciclo com a Índia, para a minha surpresa essa semana fui a três espaços de rituais sem nenhuma relação com a índia, e  no entanto  para a minha surpresa ela estava presente. Hoje entrei no carro de uma amiga para ir a uma festa, tocava no carro música Indiana.,durante a festa eu dançava livremente samba e as pessoas comentaram que os meus movimentos lembravam, a essa altura todo mundo sabe a que lugar me refiro.
   Eu não sou prisioneita de uma técnica e nem pretendo ser "o samba de uma nota só",.Entendo que o corpo não mente e que mudanças são feitas por camadas, como a cebola e que o corpo tem memória e energia, então tudo na minha arte apesar de me sentir no ponto zero, recomeçando, meu corpo continua com a memória atual, vou precisar de trabalhar muito duro para devolver a ele outros aspectos da minha corporeidade para acessar outras memórias.
   O importante é que esse blog vai se ocidentalizando aos poucos e a minha mente vai atravessar o" oceano de leite" em busca de uma nova morada, novas portas que  querem e precisam ser abertas.
Eu sou nômade e não consigo ficar engessada, eu quero a  minha passagem de volta para o Ocidente  , Brasil , Nordente e Centro-Oeste e Brasília.
   Começou  a minha missão Cruls, estou  em plena marcha.


  Agora  vou compartilhar todo o meu processo de pesquisa para essa nova montagem, quem quiser viajar comigo, sinta o chamado.

Exploração e Estudos do Planalto Central
Comissão Cruls

Flavio R. Cavalcanti
1ª Missão: – Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil

O presidente Floriano Peixoto fez mais do que "cumprir" o dispositivo constitucional que determinava a mudança da capital, sem fixar prazo ou urgência — sua mensagem ao Congresso destacava a "necessidade inadiável" da mudança.

Em 1892, o Congresso aprovou a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, formada pelo engenheiro belga Luís Cruls, diretor do Observatório Astronômico do Rio de Janeiro, e outros 21 membros, entre cientistas, técnicos e militares [além de um "contingente de militares", citado apenas por Mourão]. Segundo um dos participantes, Floriano Peixoto lhes garantiu mudar a capital ainda em seu mandato (1891-1894), nem que tivesse de instalar o governo em barracas de campanha.

Essa 1ª Missão Cruls partiu do Rio de Janeiro em junho de 1892, repetindo exatamente o roteiro de Varnhagen, por ferrovia até Uberaba, no Triângulo Mineiro, ponto final dos trilhos da Cia. Mogiana de Estradas de Ferro. Dali, seguiu a cavalo — com quase 10 toneladas de bagagens e equipamentos, em 200 baús de madeira — até Pirenópolis, Santa Luzia (Luziânia) e Formosa.

Após monumental coleta de informações, medições, levantamentos etc., ali lançou quatro marcos definindo uma área entre as três cidades — o retângulo Cruls, de 160 por 90 km — abrangendo nascentes das bacias dos maiores rios brasileiros, Amazonas, São Francisco e Paraná.

De volta ao Rio de Janeiro, após 13 meses de viagem, uma exposição na sede dos Correios e Telégrafos apresentou mapas, fotografias e amostras do solo, flora e fauna do planalto. O relatório da 1ª missão Cruls — bastante conhecido como "Relatório Cruls", ou "Relatório completo" — foi publicado por Lombaerts, em 1894. Antes, porém, um primeiro relatório parcial já havia sido apresentado ao governo e publicado no Diário Oficial da União em junho de 1893.

Ao rejeitar uma proposta de exploração de outra área — entre a Bahia, Goiás e Piauí — e determinar estudos mais detalhados, o Congresso Nacional praticamente oficializou a área demarcada para sediar o futuro "Districto Federal". A partir de então, o "retângulo Cruls" passou a constar de todos os mapas do Brasil.
2ª Missão: – Comissão de Estudos da Nova Capital da União

Cruls recebeu do governo Floriano Peixoto, em 1894, a incumbência de uma segunda missão — instalar uma estação meteorológica no local; providenciar ligação telegráfica à rede mais próxima; proceder ao reconhecimento da ligação férrea ou férreo-fluvial; escolher o local da cidade dentro do quadrilátero; e aprofundar levantamentos sobre o clima, abastecimento de água, topografia e natureza do terreno.

Nesta segunda visita, o botânico Glaziou destacou as condições favoráveis à criação do lago Paranoá — onde, na sua opinião, teria havido um lago natural em priscas eras.

Os trabalhos da segunda missão Cruls prosseguiram até o final de 1895, quando foram interrompidos por falta de verba, e de interesse do governo Prudente de Morais. Apenas os militares integrantes da Comissão de Estudos puderam se manter no local, precariamente, reduzidos ao soldo fixo, para a guarda do equipamento — caríssimo —, até que se votasse uma verba emergencial, suficiente apenas para levá-lo de volta ao Rio de Janeiro.

Um segundo relatório parcial — aparentemente jamais reeditado — foi publicado em 1896, com informações sobre a ligação ferroviária. No mesmo ano, foi suprimida a estação telegráfica de Mestre d'Armas (Planaltina), presumivelmente instalada pela 2ª Missão Cruls.
Nesse período, de 1893 a 1897, Minas Gerais construiu e inaugurou sua nova capital, Belo Horizonte — inicialmente chamada "Cidade de Minas" —, em substituição à cidade de Ouro Preto.

Mapa do Brasil de 1893, já com o "Retângulo Cruls" indicando o futuro DF
Fonte: A mudança da capital Relatório da Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil
Rio de Janeiro, 1894
(Codeplan, Brasília, 1992)
1ª Missão Cruls – 1892-1893
Trata-se do famoso "Relatório Cruls" (1894), referente à 1ª Missão Cruls (1892-1893), durante o governo Floriano Peixoto.

Relatório da Comissão de Estudos da Nova Capital da União
Typo-lith. Carlos Schmidt, Rio de Janeiro, 1896
2ª Missão Cruls – 1894-1896

• Instruções (1894)
• Pessoal e itinerários
• Trabalhos
• Ferrovia Catalão-Cuiabá
• Ofício Cruls
• O local quase escolhido
• Relatório de Glaziou
Trata-se do Relatório "parcial" (1896), referente à 2ª Missão Cruls (1894-1895), abortada pelo corte de verbas no governo Prudente de Morais.








Atlas Melhoramentos, de 1957: ainda o antigo "Retângulo Cruls"
Comissão Cruls
1ª Missão Cruls – 1892-1893
Índice | Introdução | Carta de Glaziou | Índice das fotos | Relatório | Pessoal | Ferrovias e desenvolvimento
2ª Missão Cruls – 1894-1896
Instruções | Pessoal e itinerários | Trabalhos | Ferrovia Catalão-Cuiabá | Ofício Cruls | Agricultura | O local quase escolhido | Relatório de Glaziou
A via Cruls | Louis Ferdinand Cruls
Brasília e a ideia de interiorização da capital
Hipólito | Bonifácio | Independência | Vasconcelos | Império | Varnhagen | República | Cruls | Café-com-leite
Marcha para oeste | Constitucionalismo | Mineiros | Goianos | Ferrovias para o Planalto Central
Marcos históricos de Brasília
O Plano Piloto de Lúcio Costa | A escolha do Plano Piloto | O lago de Glaziou
A origem do Catetinho | Vida e morte de Bernardo Sayão
O massacre da Pacheco Fernandes
A logística da mudança | Os trens experimentais | A chegada do trem
A Pedra Fundamental | Missão Cruls | Relatório Cruls
Carta de Formosa | Emenda Lauro Müller
A idéia mudancista | Documentação

domingo, 11 de novembro de 2012

última temporada do Espetáculo Baraka

Queridos Amigos, Queridas Amigas.
Meus Mestres, Minhas Mestras.
Meus Alunos, Minhas Alunas.
A Todos e Todas Pessoas Que Amam as Artes.
Aos Artistas, Às Artistas:


No próximo fim de semana (dias 17 e 18/novembro/2012) encerro mais um ciclo da minha vida artística. Explico: após duas décadas de pesquisas, estudos, ensaios e shows, retorno da distante, misteriosa e milenar cultura indiana em direção a história, lendas e personagens de minha própria terra: o Brasil. Mais especificamente, Brasília. Trago na bagagem a fecunda e bela experiencia adquirida com os ensinamentos de um dos povos, culturalmente, mais ricos da Terra.
A cultura da Índia jamais me abandonará. As sutis e complexas nuançes da expressão artística daquele povo, especificamente na dança, me embalarão para sempre e guiarão, não só meus pés enquanto danço. A experiência adquirida está presente em minha mente e me guiará sempre que,
ao pisar no palco, a cortina abrir-se e as luzes forem acesas. Assim, minha alma e meu corpo, junto com outros ensinamentos e experiencias que decerto virão, poderão manifestar-se plenamente para que a arte da dança continue a encantar a todos que apreciam, estudam e gostam das artes cênicas.      É a arte que, inquieta, renova-se e se recusa a ficar estática.
Assim, o Espetáculo de Dança-Teatro Baraka será apresentado em sua última temporada,        depois de um ano de sucesso gratificante que, confesso, me surpreendeu.
Foram muitas apresentações em Brasília e no Brasil.
O reconhecimento do público foi maior que todos os esforços e me animou.                               Agradeço a todos e todas que assistiram, aplaudiram e estiveram na platéia comigo e no camarim,
após as apresentações. Como tudo na vida, o Espetáculo de Dança-Teatro Baraka
teve seu começo, meio e, agora, chega ao seu fim. Por isso tudo, convido a todos e todas vocês         para as duas últimas apresentações do Espetáculo de Dança-Teatro Baraka.
Ficarei muito feliz se puder abraçar a todos e todas vocês.
Estas duas últimas apresentações do Espetáculo de Dança-Teatro Baraka são dedicadas                   a arte da dança. São dedicadas a todos e todas voces. Vamos celebrar juntos!
Conto com a presença de todos e todas. Até lá.

TOMEM NOTA:
Espetáculo de Dança-Teatro Baraka      
Criação, Pesquisa, Coreografia, Produção, Direção e Performance: MIRABAI
LOCAL: Complexo Cultural Brasil 21
Setor Hoteleiro Sul, Quadra 06, Conjunto A, Bloco A, Sala 03.
(Ao lado da Torre de TV).
DATAS: 17 (sábado) e 18 (domingo)/novembro/2012
Sábado: 17 de novembro, 21 hs.
Domingo: 18 de novembro,  20 hs
INGRESSOS: 40,00 e 20,00 (livre para todos os públicos).
Contatos: <mirabai_bsb@yahoo.com.br>
ou (61) 8193-7129 (Carlos Guilherme) <bsbcapitalbr@gmail.com>



quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Complexo Cultural Brasil 21 última temporada do espetáculo Baraka da atriz-dançarina Mirabai

Espetáculo de dança Baraka última temporada no complexo Cultural Brasil 21
data - 17 e 18 de novembro
hora - Sábado dia 17 /11 - 21:00 horas
           Domingo dia 18/11- 20:00 horas

 Ingressos - 40,00 inteira 20:00 meia

Complexo cultural Brasil 21 última temporada do espetáculo de dança Baraka






    O espetáculo Baraka é o resultado de anos de pesquisa sobre a minha gestualidade e investigação para criar a minha expressividade.Tudo o que se refere a identidade ou assinatura necessita de tempo e tempo exige sabedoria para se ter paciência consigo mesmo.A cultura do entretenimento de fácil digestão e os prazos gerados por patrocínios e a própria ância de nascer logo são desafios.Afinal como conciliar a necessidade de se fazer uma arte verdadeira e profunda com o fantasma do dinheiro, do tempo , da alma para concretizar uma idéia? Fico pensando no Charles Chaplim que era uma grande perfeccionista e chegava a gravar uma cena trezentas vezes, algo impensável nos anos 20!
    Eu acredito no caminho do meio, o Baraka levou quatro anos para ser realizado e ele é apenas o começo da minha tragetória que inclue um processo, sou uma "obra em progresso" .Encerro esse ciclo India ou oriente sabendo que hoje são ferramentas de trabalho, um veículo para chegar mais perto de mim, de minha sombra e minha luz.Falar de minha aldeia para  que cada gesto seja o caminho para acessar a minha memória corpórea , deixar o corpo falar sobre todos os que vieram antes de mim, a vibração contida numa árvore, um pôr do sol.Gostaria de agradecer a todas as pessoas que saíram de suas casas e abriram mão de outros chamados ou convites para me ver em cena, no palco sem cenário ou luz mirabolante, sem fumacinha ,tudo estava lá escrito no meu corpo pronto para ser narrado. Gratidão a cada aplauso, isso é o que todo artista espera e  compensa toda a sua vontade de deixar a sua humanidade no mundo.

domingo, 23 de setembro de 2012

A PRESENÇA EM CENA

Alguns aspectos de um possível paradigma da contemporaneidade , em consonância com as discussões atuais como sendo: a multisensorialidade , a disponibilidade para criar a partir da identidade e diversidade, interdiciplinariedade, o relativismo, e os métodos comparativos. A noção de performance aliada a ritos,rotinas, disciplina,.a dança fazendo parte da vida individual e coletiva, uma forma sensorial e perceptiva. A experiência  e  a expressão  se reúnem.Procuro técnicas corporais que induzam a um fluxo diferenciado de energia , a uma intensificação da presença e consequentemente a uma alteração do meu estado perceptivo.Quando estou em cena estou totalmente dentro de mim, o palco é o único lugar no meu mundo onde nenhuma intervenção, nada mesmo, me tira do meu estado de presença absoluta no aqui e agora.Atualmente fiz um exercício fantástico da Biodança , dançar como se fosse a minha última oportunidade de me comunicar, e dizer o que sinto, de ser eu mesma, isso amplia a minha urgência de falar o que nem sei bem o que é, um lugar onde as palavras não chegam, onde nem toda essa minha tentativa de me explicar, me reinventando com um olhar bem aberto para semiótica, ritos, símbolos, arquétipos,transculturalidade,e tudo o que explica a presença humana, tudo isso me  ajuda., mas eu  não tenho legenda.
  Prefiro sair do esquema "entrar muda e sair calada", dançar é pouco , preciso publicar a necessidade de expressar o que penso,perco horas de sono e muito tempo , treinando , estudando, lendo, visitando o passado,escrevendo. Sinceramente eu acho que não é perda de tempo, só me enriquece, enfim , eu posso levar um texto, ou compartilhar minha visão, minha técnica, só dançar, para mim é pouco, quero me descobrir.Tudo bem concordo que a arte não deveria ser explicada,  e sim sentida, apreciada, aquele espaço da alma que é aberto para receber sabedoria , encantamento pela espécie humana, sonhos .Eu tento com  a minha arte  cunprir esse objetivo.Mas não quero ser a  cereja de bolo de ninguém, nem tampouco o quadro que vai combinar com o sofá da sala.Eu sei que "instantes de beleza" são importantes, mas eu preciso da lucidez, meu maior inimigo é a ignorância.

domingo, 29 de julho de 2012

DANÇA EXPRESSIONISTA - MARY WIGMAN



O expressionismo que surge com as artes plásticas, no início do século XX, também absorve a literatura, o teatro e o cinema, com uma estética sombria e conteúdo pessimista, refletindo a angústia de uma geração. A dança moderna que já vinha se contrapondo à dança acadêmica, ganha mais umarepresentante, que se alinha às propostas estéticas do movimento expressionista, a bailarina e coreógrafa Mary Wigman.
A alemã Mary Wigman, a precursora da dança expressionista, não se limitou a propagar modelos aprendidos. Em sua primeira fase expressionista, aliou-se ao artista plástico Expressionista Emil Nolde, de quem era amiga, cujas máscaras que produzia lhe inspiravam uma dança trágica, de movimentos sôfregos. Neste sentido, o rosto sendo ocultado, sob formas ameaçadoras e rígidas, o corpo passa expressar todo o potencial emotivo. O grotesco passa a ser uma característica de sua dança.
Para Mary Wigman, a dança não deveria interpretar a música, mas ser composta junto com o coreógrafo. Encontrando dificuldade nesta parceria, muitas de suas criações foram coreografadas sem música, utilizando ritmos marcados com os pés descalços ou por pequenos conjuntos de percussão. Isto torna ainda mais trágico o caráter de sua arte.
Sua dança não pretendia contar uma história, não tinha um caráter narrativo. O que pretendia era concentrar em símbolo ou mito aquilo que está nascendo, o que é emergente.
Na época da segunda guerra, os nazistas fecharam sua escola de dança, considerando sua arte "degenerada", passando a ser vigiada como "elemento perigoso". Após 1945 reabriu sua escola. Sua discípulo Hanya Holm foi para os Estados Unidos e abriu uma escola, perpetuando o estilo de dança expressionista de Mary Wigman.






terça-feira, 3 de abril de 2012

PINA BAUSH E O WUPPERTAL



Emocionante o filme sobre a Pina Bausch, impressionante como a técnica é um veículo para se chegar a expressão verdadeira e sutil de cada bailarino.Eu conhecia o trabalho da Pina Bausch e o Wuppertal, onde teoria, movimento,palavras, estética e análise aliada a sua sensibilidade, respeito , honestidade e humildade com relação ao mundo do movimento e das imagens. A relação dela com os elementos da natureza e da natureza humana.Fiquei muito tocada com o amor profundo dos bailarinos por ela, que era uma profunda observadora da condição humana.Dança teatro, há anos tento me impor com uma linguagem que desconhece o dilema entre dança e teatro, mas ainda não há ressonância.Atualmente participei de um festival de teatro em Curitiba e apesar de estar participando de um festival de teatro, mesmo assim eu era uma extranha, claro que deixei a plátéia atônita, totalmente hipnotizada por mim, o efeito que causo em cena, ainda é um mistério para mim.Me sinto entre dois mundos, como a minha linguagem tem uma dramaticidade nos gestos,a exploração dos gestos como "signos para a visão", desmitifica a dança expotânea trazendo a fisicalidade da dança.Eu sei que construí uma estética , que quando estou em cena meu corpo.Seus bailarinos aprendem e representam o seu processo pessoal e social de aprender e apresentar na vida e no teatro. Eu tenho um processo de pesquisa semelhante na medida em que me liberto da estética oriental e seus cânones.Meu espetáculo é um manifesto acredito que através da necessidade de criar uma outra camada de vocabulário de movimento quando encontro no meu processo de pesquisa a minha estética .
" Nunca é como o que aconteceu realmente, sempre se transforma, muitas e muitas vezes, em uma coisa que acaba pertecendo a nós todos.Se alguma coisa é verdade em uma pessoa, e ela conta algo sobre os sentimentos,acho que nós acabamos reconhecendo o sentimento, não é uma história privada.Falamos de alguma coisa que nós todos temos. Todos conhecemos esses sentimentos e os temos em conjunto." Pina Baush

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Danças Folclóricas do Brasil

Danças Folclóricas do Brasil
O que são
danças folclóricas, coreografia, músicas, instrumentos musicais, história, principais danças, aspectos culturais

Dança Folclórica Maracatu: dança folclórica típica de Pernambuco

Introdução

As danças sempre foram um importante componente cultural da humanidade. O folclore brasileiro é rico em danças que representam as tradições e a cultura de uma determinada região. Estão ligadas aos aspectos religiosos, festas, lendas, fatos históricos, acontecimentos do cotidiano e brincadeiras. As danças folclóricas brasileiras caracterizam-se pelas músicas animadas (com letras simples e populares) e figurinos e cenários representativos. Estas danças são realizadas, geralmente, em espaços públicos: praças, ruas e largos.

Principais danças folclóricas do Brasil

Samba de Roda

Estilo musical caracterizado por elementos da cultura afro-brasileira. Surgiu no estado da Bahia, no século XIX. É uma variante mais tradicional do samba. Os dançarinos dançam numa roda ao som de músicas acompanhadas por palmas e cantos. Chocalho, pandeiro, viola, atabaque e berimbau são os instrumentos musicais mais utilizados.

Maracatu

O maracatu é um ritmo musical com dança típico da região pernambucana. Reúne uma interessante mistura de elementos culturais afro-brasileiros, indígenas e europeus. Possui uma forte característica religiosa. Os dançarinos representam personagens históricos (duques, duquesas, embaixadores, rei e rainha). O cortejo é acompanhado por uma banda com instrumentos de percussão (tambores, caixas, taróis e ganzás).

Frevo

Este estilo pernambucano de carnaval é uma espécie de marchinha muito acelerada, que, ao contrário de outras músicas de carnaval, não possui letra, sendo simplesmente tocada por uma banda que segue os blocos carnavalescos enquanto os dançarinos se divertem dançando. Os dançarinos de frevo usam, geralmente, um pequeno guarda-chuva colorido como elemento coreográfico.

Baião

Ritmo musical, com dança, típico da região nordeste do Brasil. Os instrumentos usados nas músicas de baião são: triângulo, viola, acordeom e flauta doce. A dança ocorre em pares (homem e mulher) com movimentos parecidos com o do forró (dança com corpos colados). O grande representante do baião foi Luiz Gonzaga.

Catira

Também conhecida como cateretê, é uma dança caracterizada pelos passos, batidas de pés e palmas dos dançarinos. Ligada à cultura caipira, é típica da região interior dos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás e Mato Grosso. Os instrumento utilizado é a viola, tocada, geralmente, por um par de músicos.

Quadrilha

É uma dança típica da época de festa junina. Há um animador que vai anunciando frases e marcando os momentos da dança. Os dançarinos (casais), vestidos com roupas típicas da cultura caipira (camisas e vestidos xadrezes, chapéu de palha) vão fazendo uma coreografia especial. A dança é bem animada com muitos movimentos e coreografias. As músicas de festa junina mais conhecidas são: Capelinha de Melão, Pula Fogueira e Cai,Cai balão.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

CHANGES

Changes

Oh Yeah
Ooo

Still don't know what I was waiting for
And my time was running wild
A million dead-end streets and
Every time I thought I'd got it made
It seemed the taste was not so sweet
So I turned myself to face me
But I've never caught a glimpse
Of how the others must see the faker
I'm much too fast to take that test

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Don't wanna be a richer man
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Just gonna have to be a different man
Time may change me
But I can't trace time

Ooo yeah
I watch the ripples change their size
But never leave the stream
Of warm impermanence and
So the days float through my eyes
But still the days seem the same
And these children that you spit on
As they try to change their worlds
Are immune to your consultations
They're quite aware of what they're going through

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Don't tell them to grow up and out of it
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Where's your shame
You've left us up to our necks in it
Time may change me
But you can't trace time

Strange fascination, fascinating me
Ah Changes are taking the pace I'm going through

Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Oh, look out you rock 'n rollers
Ch-ch-ch-ch-Changes
(Turn and face the strange)
Ch-ch-Changes
Pretty soon now you're gonna get older
Time may change me
But I can't trace time
I said that time may change me
But I can't trace time

Mudanças

Oh Yeah
Ooo

Eu ainda não sei pelo que eu estava esperando
E meu tempo estava correndo selvagem
Um milhão de ruas sem saída
Toda vez que eu pensei eu tinha conseguido
E o sabor parecia não ser tão doce
Assim eu fiquei cara a cara comigo mesmo
Mas nunca consegui ver nem um relance
Como os outros devem ver o falsificador
Eu sou muito muito rápido para ter esse teste

Mu-Mu-Mu-Mu-Mudança
(Vire-se e encare o estranho)
Mu-Mu-mudança
Não quero ser um homem mais rico
Mu-Mu-Mu-Mu-mudança
(Vire-se e encare o estranho)
Mu-Mu-mudança
Só tenho que ser um homem diferente
Tempo pode me mudar
Mas eu não posso enganar o tempo

Ooo yeah
Eu assisto as ondulações alterando seus tamanhos
Mas nunca deixa a corrente
De impermanência morna e
Assim os dias flutuam por meus olhos
Mas ainda os dias parecem os mesmos
E as crianças em que você cuspiu
Enquanto tentam mudar os mundos deles
São imunes as suas consultas
Eles estão perfeitamente conscientes do que estão passando

Mu-Mu-Mu-Mu-Mudança
(Vire-se e encare o estranho)
Mu-Mu-mudança
Não lhes diga que irão se tornar algo além disso
Mu-Mu-Mu-Mu-mudança
(Vire-se e encare o estranho)
Mu-mu-mudança
Cadê sua vergonha
Você nos deixou até nossos pescoços nisto
Tempo pode me mudar
Mas você não pode enganar tempo

Fascinação estranha, me fascinando,
Mudanças estão tendo o ritmo pelo qual estou passando

Mu-Mu-Mu-Mu-mudança
(Vire-se e encare o estranho)
Mu-Mu-mudança
Oh, fiquem atentos, roqueiros
Mu-mu-mu-mu-mudança
(Vire-se e encare o estranho)
Mu-mu-mudança
Brevemente vocês vão envelhecer
Tempo pode me mudar
Mas eu não posso enganar o tempo
Eu disse que o tempo pode me mudar
Mas eu não posso enganar o tempo

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

BUTOH

Butoh

Butoh (舞踏 butō?) é o nome coletivo para uma escala diversa das técnicas e dos motivations para dança inspirado pelo movimento de Ankoku-Butoh. Envolve tipicamente o imagery playful e grotesque executado frequentemente na composição do branco-corpo mas não há nenhum estilo do jogo. Suas origens foram atribuídas às legendas da dança do japonês Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno.

Índices

História

O primeiro butoh a parte era Kinjiki (Cores proibidas), perto Tatsumi Hijikata, que premiered em 1959. Baseado na novela do mesmo nome perto Yukio Mishima, a parte explorou o tabu de homosexuality e terminado com uma galinha viva atrás prendeu entre os pés de Yoshito Ohno (filho de Kazuo Ohno) e Hijikata que persegue Yoshito fora do estágio na escuridão. Primeiramente em conseqüência do misconception que a galinha tinha morrido devido ao strangulation, esta parte ultrajou as audiências, e resultou em proibir de Hijikata do festival onde Kinjiki premiered e estabelecido lhe como iconoclast.

Em um trabalho mais atrasado, Hijikata continuou a subvert noções convencionais da dança. Inspirado por escritores como Yukio Mishima, Lautréamont, Artaud, Genet e de Sade, delved no grotesquerie, na escuridão, e na deterioração. Simultaneamente, Hijikata explorou o transmutation do corpo humano em outros formulários, tais como animais. Desenvolveu também uma língua choreographic poética e surreal, butoh-fu (fu os meios “exprimem” no japonês), para ajudar ao dancer transformar em outros materiais.

Começando nos 1980s adiantados, Butoh experimentou um renascimento enquanto os grupos de Butoh começaram a executar fora Japão para a primeira vez. O mais famoso destes grupos é Sankai Juku.

O status de Butoh no presente é ambiguous. Aceitado como uma arte do desempenho no ultramar, remanesce razoavelmente desconhecido em Japão.

Butoh na cultura popular

Um desempenho de Butoh choreographed por Yoshito Ohno aparece no começo da seção de Tokyo de Hal Hartley'película de s 1996 Flirt.

Ron Fricke'película documentary experimental de s Baraka (1992) cenas das características de butoh desempenho.

O começo desenvolvido trabalho em 1960 por Kazuo Ohno com Tatsumi Hijikata era o começo de o que é considerado agora como “Butoh.” No livro de Jean Viala e de Nourit Masson-Sekinea Máscaras da escuridão, Kazuo Ohno está considerado como “a alma de Butoh,” quando Tatsumi Hijikata for visto como “o arquiteto de Butoh.” Tatsumi Hijikata e Kazuo Ohno desenvolveram mais tarde seus próprios estilos de ensinar separados de se. Os estudantes de cada estilo foram sobre criar muitos grupos diferentes tais como Sankai Juku, um grupo japonês da dança well-known aos ventiladores em America do Norte.

Os estudantes destes dois artistas grandes foram conhecidos para mostrar acima as orientações diferindo de seus mestres. Quando Hijikata era um técnico fearsome do sistema nervoso que influenciam estratégias da entrada e dos artistas que trabalham nos grupos, Ohno é pensado como de um mais natural, individual, e nurturing a figura que influenciou artistas de solo.

Há muita discussão sobre quem deve receber o crédito para criar Butoh. Enquanto os artistas trabalharam para criar a arte nova em todas as disciplinas após a segunda guerra mundial, os artistas e os thinkers de Japão emergiram fora dos desafios econômicos e sociais que produziram uma energia e uma renovação dos artistas, de dancers, de pintores, de músicos, de escritores, e de todos os artistas.

Influência

Os professores influenciados por mais aproximações do estilo de Hijikata tendem a usar os visulizations altamente elaborados que podem ser altamente mimetic, theatrical e expressive. Um exemplo bom deste ensino seria Koichi e Hiroko Tamano, founders do Harupin-Ha (quem incidentally para possuir um restaurante dos sushi San Francisco).

Os professores que gastaram o tempo com Ohno parecem ser muito mais eclectic e indivíduo na aproximação, carregando a marca de seu mestre, talvez, nas tendências indulge em estados wistful de spiritualized a semi-incorporação.

Entretanto houve muitos grupos e companhias originais do desempenho influenciadas pelos movimentos criados por Hijikata e por Ohno, variando altamente do minimalist de Sankai Juku, muito theatrically ao explosivo e ao desempenho do carnivalesque dos grupos goste de Dai Rakudakan.

Internacional

Muitos Nikkei (ou membros do diaspora japonês), como o Jay japonês Hirabayashi dos canadenses da dança de Kokoro, Denise Fujiwara, incorpora o butoh em sua dança ou lançou troupes da dança do butoh.

Butoh também é criado e executado por canadenses non-Japoneses - Thomas Anfield e Kevin Bergsma dado forma BUTOH-um-V-VÃO em 1999 que faturam o uma “segunda geração Butoh/Desempenho Companhia.” Anfield e Bergsma encontraram-se com em 1995 que trabalham com dança de Kokoro.

As companhias numerosas de Butoh existem fora de Japão em Europa, Ásia, e norte e Ámérica do Sul. Os multimedia, grupo teatro-orientado físico chamaram Tinta Barco dentro San Francisco incorpora o humor em seu trabalho. O Sueco SU-EN Butoh Companhia excursiona Europa extensivamente.

Ligações externas

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