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domingo, 14 de agosto de 2011

ESPETÁCULO DE DANÇA BARAKA




O projeto de pesquisa e espetáculo BARAKA
foi idealizado pela dançarina, atriz, pesquisadora
e professora MIRABAI. Seu trabalho de atriz
é influenciado pelo Oriente e, as técnicas corpóreas,
na composição de seus personagens e dança pessoal.
O contato da autora com o estilo de Dança Clássica
Indiana Bharata Natyam e suas sucessivas viagens
de aperfeiçoamento, promoveram o diálogo entre
prática e teoria e, fica claro, também, na escolha
dos espetáculos encenados. A associação da criação cênica interartística com o aprimoramento técnico,
aliada à pesquisa transcultural, conduz a um conceito estético inovador.
BARAKA significa sopro, respirar junto, palavra
que tem sua origem no sufismo, a presença
do sagrado da vida. Neste espetáculo, inspirado
em rituais de várias tradições pertencentes a diversas culturas, a presença feminina é fonte de inspiração. O ritual de pintura das mãos antes do casamento indiano, a relação com os véus da mulher
do oriente-médio, a relação dos pés e quadris
da mulher africana, onde cada parte do corpo dança
e ajuda a celebrar a presença da vida na sua fonte.
O corpo da mulher numa espécie de geografia
corpórea. O espetáculo demonstra as fontes
de energia criativa da artista em cena e suas
possibilidades extremas. Cada parte do corpo
(cabeça, olhos, pés e mãos) representa
alternadamente um papel de primeiro plano.
A hierarquia nunca é fixa. Cada ato é executado
em sequências coreografadas, literalmente,
com e para os olhos. Sucessivamente, cabeça,
tronco, pernas, pés, braços e mãos se expressam individualmente. Resultado da investigação, observação e sistematização de um método de pesquisa realizado por uma brasileira, que se apropia de uma técnica estranha à sua e reelabora um novo vocabulário
corporal. O objetivo, a dança, significa o caráter
de expressão pessoal da artista. O espetáculo,
inspirado na dança Clássica Indiana, além
da forma em sua essência, atinge profundamente
o espectador. Durante a pesquisa, o trabalho
sobre a dança foi sistematizado e organizado
pela presença corpo/mente/espírito e o processo
de auto-conhecimento da atriz. Atriz que não separa vida e arte para dançar seu Universo Mágico que brota do inconsciente e de trabalhos inspirados em técnicas como Biodança, Reik, retiros espirituais
e rituais com mulheres. O trabalho procura, também, resgatar de forma lúdica, poética e lírica o sentido
da vida no mundo contemporâneo, sobrecarregado pelo excesso de informações tecnicistas que
fragmentam e alienam o Homem de si mesmo.
O eixo da pesquisa pode, assim, se transformar
na estrada que nos conectaria de forma mais sublime na extenuante jornada para o sagrado da Beleza
e da Vida. A pesquisa foi realizada sob orientação
da bailarina de Dança Clássica Indiana estilo Bharatanatyam Sri Rhade, de Curitiba (Paraná),
com treinamento corporal da tradição e a elaboração de uma escrita sobre princípios da técnica.
Na ocasião, em Brasília, também foram realizados estudos e treinamentos com a Bailarina de Kutipudi
Ana Paiva, do Espírito Santo. Importante registrar
o intercâmbio com o Bailarino de Bharatanatyam, padre Joachim Andrade (Índia), Doutor em
Antropologia, com mestrado em Antropologia Social pela Universidade Federal do Paraná, que abordou a Dança Clássica Indiana


MIRABAI propõe a criação de sua técnica pessoal, onde a dançarina-atriz possa acionar sua energia em qualquer contexto, tendo como pricípio a observação, análise, reforço de identidade, auto-conhecimento,
treinamento de todas as partes do corpo, reconversão simbólica do corpo, a presença do sagrado, memória, repetição, sistematização e registro.
DESDOBRAMENTO
DO PROJETO BARAKA
Todo conteúdo e registro fotográfico desta pesquisa
será lançado posteriormente em Catálogo, tema
de disertação de Mestrado e as aulas-espetáculos
para demonstrar as técnicas pesquisadas e fomentar
a pesquisa de dança em Brasília.
PRINCIPIOS ELABORADOS
A PARTIR DO ESTUDO COMPARATIVO
DA DANCA CLASSICA INDIANA
E A TECNICA PESSOAL DE MIRABAI
Diálogo com a fotografia, arquitetura, cinema,
escultura e artes visuais e meio-ambiente para
elaborar sequências coreográficas.
- Técnicas que sintetizam o comum e o sublime.
- Fragmentação integrada.
- A estética do silêncio (meditação), mantras,
auto-massagem no treinamento, ênfase no processo
da obra como necessariamenteinacabada, interna
relação entre arte e vida; assimilação e transformação.
Ênfase no trabalho corporal e registro do movimento.
Pesquisa de técnicas corpóreas do mundo.
Dançarina como criadora e autora de seu processo, onde a pesquisa baseada na “dramaturgia
de contrastes”, e estudo de si mesma, para se
ssimilar as diferenças, contrastes, num embaçado
território fronteiriço entre o eu e o outro, interno,
externo, dança-teatro, espírito. Oriente-Ocidente, tradição e inovação, disciplina e espontainedade,
- que transite a possibilidade transcendente
da atriz-dancarina-pesquisadora.
- Diálogo transcultural, diversidade e identidade.
- Estudo do corpo em ação.
- Ilustração - A dançarina apresenta uma técnica
que pode ser uma virtuose com pleno domínio técnico.
- Abstração - Ausência de técnica, expressão
do movimento interno sem a preocupação
com o olhar externo sobre a obra.

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