sábado, 30 de julho de 2011

Reta final




Finalmente estou na fase de conclusão do meu projeto baraka, quatro anos de pesquisa intensa e mergulho no treinamento corporal (técnica) do estilo Bharatanatyam.
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Observei muita coisa, sofri com as limitações do meu corpo ocidental que não alcança o rigor e minúcias do corpo para a dança Indiana, detalhes das mãos, olhos , pés, e até sobrancelhas. Enfim encontrei meu equilíbrio no caminho do meio, como posso ajustar meu corpo ao que ele pode oferecer e ser ao mesmo tempo fiel ao que aprendi? Na minha concepção encontrar o meio é ser verdadeira respeitando a minha história pessoal e coragem para ir além da imitação, o contrário eu seria uma cópia.Fui construindo cada cena do meu espetáculo com esse olhar, sempre voltado para o que eu sou, e o olhar sobre a dança Indiana e a versão equalizada destas duas portas que abri.
Agora vejo que tudo vale a pena, talvez se fosse à índia estudar com um " guru" e todos os protocolos que envolvem o aprendizado , poderia ter me "engessado" numa técnica, talvez, estou escrevendo sobre a minha vida. Não afirmo aqui, que é o caso de outas dançarinas que entregam sua vida por essa arte maravilhosa e passam por esse ritual de aprendizado sofrido e delicioso na índia, aliás sou a favor da tradição, sem elas como faria para comparar, ter referência? O novo não vem do nada.Mas no meu caso , eu já consigo agradecer a outra volta que a vida deu para eu aprender através do contato com a dança Indiana, a usufruir de princípios contidos nela , e ao mesmo tempo criar meu vocabulário pessoal, minha maneira de expressar o que sou, já que sou péssima para explicar minhas emoções, é um privilégio poder dançá-las. Dia 02 de setembro me ofereço numa bandeja de prata, no teatro Nacional Brasília, eu fecho aqui o ciclo com a índia e me abro para onde o meu corpo me levar, sou uma sacerdotisa do mundo, aboli as fronteiras eu quero é ser humana.

domingo, 10 de julho de 2011

PRESENÇA E O ENERGÉTICO NO CORPO


Observei muitas demosntrações de trabalho e percebi a questão além da forma .Como expressar verdade em cena? Que partes do meu corpo aciono para entrar em vivência?  Esse caminho é traçado por cada um ,admiro muito a pesquisa do Grupo Lume/SP ,realmente é visível a energia dos atores e como eles a manipulam.Esse traçado do mapeamento do energético no corpo,que é realizado sem mágica e imediatamente, sem mágica, feito com muito treinamento físico,e esgotamento e exaustão.
Eu escolhi o treinamento corporal da dança clássica Indiana, ações físicas ,técnicas dos atores do Odin Teatret, mas em 1994, quando introduzi a biodança na minha técnica pessoal ,encontrei a minha forma de estar totalmente presente em cena.Entro em vivência profunda,completamente inteira.Não adianta importar técnicas,estudar nas melhores academias, sem um estudo profundo de si mesmo.A dança em mim, precisa ser tão forte, para que só a dança apareça,e não a dançarina. Me ofereço numa bandeja de prata , como uma iguaria , para o público sentir o sabor, se sente, entra em deleite estético.Para mim,é a metafísica que aquele encenador e diretor Francês o Antonin Artaude percebeu e nos deixou  em seus escritos, tendo como ponto de partida uma apresentação que assistiu de uma dançarina Balinesa.Ele defendia uma arte visceral ,intensa, com enxofre, um teatro da crueldade, essa arte visceral elevada a ritual. O problema é que ele não deixou escrito nenhum método para o ator-dançarino adquirir esse estado mágico em cena,,busco em mim essa consciência com honestidade e investigação.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

" As mãos como símbolo do cosmo"


" Em tua dança .Óh dançarino divino, a liberdade encontra imagem , e sonhos nas suas formas .Sua cadência tece as coisas cm linhas e as desenrola por séculos e séculos, transforma a rebelião dos átomos e, beleza, oferece o rítmo à sinfonia das estrelas , enche a vida com a dor e transforma a existência em alegrias e sofrimentos."


Rabindranath Tagore

O corpo

O corpo é um templo e cada parte dele pode ser usada e treinada para a sua melhor expressão.

A grandeza de estudar os princípios contidos na dança clássica Indiana, reside na habilidade de harmonizar a dimensão física, intelectual, emocional e espiritual da vida, concedendo ao intéprete o poder de trocar e comunicar em todos os níveis. Toda a tradição Oriental com os seus códigos e treinamento corporal específicos, aliado à sacralidade convidam a dançarina `à investigação de sua momória e experiência pessoal transformando o seu mundo invisível em poesia corpórea, a arte como veículo.

"TEMPOS MODERNOS"

Sou voluntária de uma ONG que tem como missão ajudar e promover conforto emocional e saúde mental a pacientes com depressão e pessoas...