segunda-feira, 27 de junho de 2011

Significante do corpo

Treinamento pessoal de Mirabai


Psiquismo categoria mediadora entre o exterior e o interior

Relação do corpo com a percepção

Possibilidade do dançarino descrever a acessar a sua organicidade e manipular a sua prórpia energia

Descrição da energia consiste em registrar no corpo da dançarina as informações adquiridas
Reconstruir os deslocamentos energéticos e posição geratriz

Dramaturgia simbólica

Semiótica do corpo

Diálogo com a fotografia , arquitetura , artes visuais, cinema
Enfase no trabalho corporal

dançarina como criadora

processo, obra inacabada , assimilação e transformação

Dramaturgia de contrastes, assimilação das diferenças ,contratstes, num terrtório fronteiriço eu e o outro, externo e interno, dança e teatro. corpo e espírirto, oriente e ocidente,tradição e inovação, disciplina e expontaneidade, transita a possibilidade transcendente da atriz-dançarina .

A expressão do sagrado



Apesar das inúmeras pesquisas acadêmicas sobre o processo e as particularidades inseridas em determinada cultura, inúmeras pesquisas de campo, dissertações de mestrado e teses de doutorado , ainda percebo uma certa dose de pré-conceito sobre as danças populares e as consideradas eruditas. A academia traduzindo balé clássico e a dança contemporânea ainda não assimilaram o caráter artístico e técnico das danças orientais , consideradas místicas.
Há anos tento, atavés das minhas demonstrações de trabalho, mostrar o meu processo de pesquisa , afirmar que intuição e razão caminham juntas e que a espiritualidade atua na minha dança, mas não exclue treinamento sério e muita dedicação e estudo, não "baixa o espírito santo", como dizia um antigo diretor que conheci, não existe espiritualidade sem treinamento , até um caboclo do interior , um folião da folia de reis por exemplo, precisa aprender com a sua tradição, que vem de uma linhagem ancestral, bate o pé na terra batida, está familiarizado com os signos e a tradição arquetipica que fazem parte do fortac
lecimento da sua cultura. Estamos em plena globalização, nunca as minorias tiveram tanta voz, e nunca foram tão dizimadas pela rolo compressor da cultura dominante que impõe uma cultura sobre as outras.Essa supremacia incentivada pela mídia que visa lucro e nunca profundidade e identidade.
Temos a Etnocenologia que estuda e investiga o saber desenvolvido em determinada cultura, como se celebra os nascimentos, chora-se os mortos e casamentos, colheitas, porque sempre foi assim, desde os tempos remotos.
Mas a civilização branca moderna acredita que academia e espiritualidade não podem caminhar juntas , só importa o conceito, a legenda. No momento em que eu neta de sanfoneiro, que nasci numa cidade chamada centro do meio, interior do Maranhão, morando em Brasília, me aproprio de uma técnica extranha à minha, tenho que batalhar dobrado para provar o valor dessa simbiose e que o Brasil também dança os seus deuses , afinal o que é a folia de reis? A guerra entre mouros e cristãos ,e o que é o Mahabharata épico que narra uma guerra! Eu já li vários tratados sobre as danças brasileiras a influência européia , a quadrilha que tem a sua origem no "minueto" , olhar o ser humano com a sua necessidade de se explicar aqui, através de seus sígnos, símbolos e mitos. Agora acreditar que uma balarino clássico é melhor conceituado do que uma dançarina que buscou por exemplo dominar a técnica da dança do ventre, ou dança clássica Indiana é fechar demais o alargamento das frenteiras da dança e do teatro . Devemos a vários encenadores do século xix e xx através de suas viajens , mente aberta para o novo , que incorporaram em seus treinamentos técnicas do oriente. O que seria do teatro sem as pesquisas de Grotowiski e o "teatro pobre", o ator como centro do processo criativo? Antonin Artaude sem a metáfísica e o teatro da crueldade, sem o seu forte contato com a dança teatro de Bali? Eugênio Barba e a antropologia Teatral? Kazuo Ono e o Butho? Pina Bausch! Foi uma grande artista Alemã corégrafa e bailarina conhecida mundialmente principlamente por contar histórias enquanto dançava, e quando eu conto histórias dançando como na Dança clássica Indiana todo mundo acha extranho! Ela em suas coreografias contava histórias pertencentes à cidades de todo o mundo, já que retirava de suas tornés ideias para os seus espetáculos e do universo particular dos seus bailarinos, dança-teatro, na dança clássica Indiana não há distinção entre teatro e dança , são linguagens que se manisfestam em uma única performance.
Existem princípios comuns e não sou radical, Antõnio Nobrega realiza muito bem essa simbiose entre o erudito e o popular e muitos artistas espalhados pelo mundo.


quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Mal da Indiferen�a: Sobre a ‘Draupadi’

O Mal da Indiferen�a: Sobre a ‘Draupadi’

o mal da indiferença

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

Sobre a ‘Draupadi’

Draupadi é o nome da princesa do Hindu épico de Mahabharata. Draupadi é também a designação de um execrável e pululante fenómeno na sociedade indiana: a comercialização de mulheres vendidas pela família para casamentos forçados. Em inúmeros casos, estas mulheres não se casam legalmente. Elas são vendidas e mantidas como escravas domésticas, sendo obrigadas a ter relações sexuais com o marido e com os seus irmãos solteiros ou outros familiares. Grande parte das mulheres vítimas de tráfico vem das regiões mais pobres da Índia para o Norte do país, onde a selecção pré-natal do sexo e o infanticídio feminino provocaram um défice do número de mulheres em relação ao de homens. Por exemplo, em 2006, nasceram apenas 861 meninas para um total de mil rapazes na região de Haryana. A preferência por crianças do sexo masculino, a desvalorização da mulher na sociedade e o acesso facilitado a práticas como o feticídio e infanticídio agudizam a realidade demográfica da Índia.
Anabela Santos

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Braga, Portugal

Congresso Feminista 2008

DRAUPADI

Quarta-feira, Dezembro 26, 2007

Sobre a ‘Draupadi’

Draupadi é o nome da princesa do Hindu épico de Mahabharata. Draupadi é também a designação de um execrável e pululante fenómeno na sociedade indiana: a comercialização de mulheres vendidas pela família para casamentos forçados. Em inúmeros casos, estas mulheres não se casam legalmente. Elas são vendidas e mantidas como escravas domésticas, sendo obrigadas a ter relações sexuais com o marido e com os seus irmãos solteiros ou outros familiares. Grande parte das mulheres vítimas de tráfico vem das regiões mais pobres da Índia para o Norte do país, onde a selecção pré-natal do sexo e o infanticídio feminino provocaram um défice do número de mulheres em relação ao de homens. Por exemplo, em 2006, nasceram apenas 861 meninas para um total de mil rapazes na região de Haryana. A preferência por crianças do sexo masculino, a desvalorização da mulher na sociedade e o acesso facilitado a práticas como o feticídio e infanticídio agudizam a realidade demográfica da Índia.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Danças do mundo


http://tribalfusionbrasilia.blogspot.com/


Estou divulgando aqui o blog da Walkíria, vamos dançar juntas no sábado com outras bailarinas, dia 11 de junho, várias danças pertencentes à culturas milenares, um encontro com muita música e dança.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mohiniattam


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Estilo
Mohini significa “encantamento” e attam, dança. Assim, Mohiniattam é a dança do encantamento. Originária do estado de Kerala, a “terra dos coqueiros”, essa dança é conhecida como a mais feminina das danças clássicas indianas. Dentre as suas principais características está sua imensa graciosidade destacada por movimentos ondulados, suaves e delicados associados a uma intensa expressividade. Mohini é a mulher perfeita em graça e beleza tornando assim, sua dança irresistível e encantadora.
A Mohiniattam começou a adquirir a forma que conhecemos hoje no século XIX, através da paixão do Maharaja Swati Tirunal que investiu a maior parte de sua vida na estruturação e refinamento dessa, até então, nova arte. O Maharaja desejava que preponderasse nessa dança o aspecto "lasya", ou seja , feminino. Ele foi responsável pela composição de cerca de cinquenta padams.Após sua morte, bem prematura, esse estilo sofreu um certo declíneo por não receber mais tanta atenção do novo Maharaja (Uttiram Tirunal). Já no século XX, o grande poeta Vallathol cria a Kerala Kalamandalam, uma escola de artes que visa recuperar e preservar as artes de Kerala, trazendo novamente à tona, a beleza e grandiosidade desse estilo.

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A Lenda da Mohini
A Índia é uma terra cheia de mistérios. Seus mitos e lendas percorrem a vida de seu povo criando novas realidades, reinventando a História. O que está estabelecido, nunca se perderá, mas o que os deuses escreverem, será adicionado. Segundo uma das lendas da Mohini, a Terra estava ameaçada por um demônio chamado Bhasmasura que desejava roubar o néctar da imortalidade. Após um longo período de reverência a Shiva, o demônio consegue desse deus a escolha de uma graça. Desejando derrotar o próprio Shiva, Bhasmasura pede o poder de transformar em cinzas seus inimigos ao tocá-los na testa. Shiva fica aterrorizado com tal pedido, mas não pode mais voltar atrás, ele o concede e foge em busca de ajuda, procurando o deus Vishnu.
Vishnu, o conservador da ordem do Universo, toma a forma de uma mulher linda e irresistível, a própria Mohini. Quando esta chega ao encontro de Bhasmasura, o demônio se apaixona perdidamente por tamanha beleza e implora que ela se case com ele. Ela concorda em casar-se com a condição de que se enfrentassem num desafio de dança. Ele aceita e é induzido pelos movimentos sinuosos da Mohini a tocar a própria testa.




Kuchipudi.

A dançarina de dança clássica Indiana, no estilo Kuchipudi. Arunina Kumar no seu espetáculo de dança no Centro Cultural Banco do Brasil, dia 01 de junho de 2011, demonstrou força e enraizamento, sua presença em cena é de uma força indscritível , ao mesmo tempo com muita leveza e graciosidade. Suas Abhynaias , as expressões ou o teatro na dança são precisas. Técnica apurada com gestos que aprofundam no corpo todo narrado , uma riqueza de movimentos com profundo sentido de símbolismo e raiz. A energia que emanava do seu corpo ampliava a incrível beleza da sua dança e amanava para a platéia, criando uma atmosfera rica, de elevação e deleite estético. Imprecionante uma dança realizada sobre um prato, ela se equilibrava sobre o prato que era conduzido pelos seus pés, ela prendia os pés no prato e deslizava pelo palco, com rítmo , equilíbrio e num diálogo preciso com os músicos que tocavam ao vivo.Uma delicadeza forte.Inesquecível imagem da mulher que tem consiciência profunda em cena e total domínio de sua arte.

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Estilo

Como uma forma clássica de dança, drama e música, a Kuchipudi ocupa um lugar único entre os estilos de dança clássica indiana. Sua movimentação ágil e vivaz se mostra repleta de saltos e giros vigorosos e vibrantes que indicam o desejo de conquistar o espaço e o tempo. É um estilo efervescente, cintilante, de olhar ousado e sensual e ao mesmo tempo, consegue ser intensivamente lírico.

Kuchipudi Natyam nasceu e se desenvolveu na vila de mesmo nome, no distrito de Krishna, em Andra Pradesh. Por volta doculo XV, quando a tradição das devadasis (dançarinas que viviam nos templos servindo aos deuses) estava em decadência, o compositor Siddhendra Yogi encorajou os membros das famílias brâmanes da vila de Kuchipudi a se dedicar a esse estilo com devoção fervorosa. Apesar de se manterem relutantes a aprender essa dança, até então relegada somente às devadasis que passaram a ser mal vistas com o passar do tempo, acabaram sendo convencidos por Siddendra Yogi que prometeu benção eterna através dessa sagrada forma de arte. Ainda hoje, encontram-se nesta vila, muitas famílias tradicionais que praticam e pregam esta dança com devoção e dedicação.

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Um Destaque da Kuchipudi

Uma das danças mais populares do repertório de Kuchipudi é chamada de Tarangam onde o dançarino se equilibra nas bordas de um prato de bronze carregando um pote de água na cabeça. Ele se move no palco manipulando o prato com os pés e realizando movimentos com os braços, sem que nenhuma gota de água seja derramada.



quarta-feira, 1 de junho de 2011

Mostra Mudra

Hoje fui ao workshop de dança clássica Índiana promovido pela Embaixada da índia a Doutora Ananda Shankar Jayant realizou demonstração de técnicas pertencnetes a quatro estilos clássicos , o Bharatanatyam, Kuttipude, Mohini Attan e Katakali, com músicos ao vivo.
Por ser tratar de um público extremamente leigo e ávido por conhecimento dessa linquagem rica e complexa, percebi o aspecto didático . durante as desmonstrações da técnica dos dançarinos, me concentrei nos príncipios comuns e no vocabulário corporal de cada estilo.



BHARATANATYAM


É um estilo de dança tradicional do Sul da Índia, caracterizado por linhas geometricamente perfeitas, por voltas e saltos e batidas dos pés que marcam ritmos complexos. À técnica pura acrescenta-se o abhinaya: expressões do rosto e dos olhos, acompanhadas por mudrás (gestos das mãos) e posturas do corpo .


Adavus

A unidade básica em Bharata Natyam composição de dança é o "Adavu» (derivadas de 'adu, 'para' bater do pé). A execução dos adavus tem uma variação de acordo com o estilo.

O Adavu escolhido para treinamento foi o natta adavu -

No estilo bharatanatyam


- As pernas permanecem na posição Aramandhi, joelhos flexionados, peso concentrado nos quadris e pernas, braços esticados para o lado em tripataka( hasta, gesto das mãos)




Mohiniyattam


É uma forma de dança indiana tradicional sul de Kerala, na Índia.
É uma dança muito graciosa para ser executada como um recital solo por mulheres. O Mohiniyattam termo vem das palavras "Mohini", que significa uma mulher que encanta os espectadores e "attam" significado dos movimentos do corpo gracioso e sensual. A palavra "Mohiniyattam" significa literalmente "dança da feiticeira".

Na execução do adavu o movimento é executado com o tronco que gira , acompanhando a batida dos pés, com muita graciosidade, suavidade e beleza.

Kathakali
é altamente estilizados de dança clássica indiana conhecida como teatro, pela maquiagem de personagens, seus figurinos elaborados, gestos detalhados e definidos os movimentos do corpo, são precisos e vigorosos bem , dançados em sintonia com a música e percussão
.Originou-se no estado do sul do país de Kerala, durante o 16 º século dC, aproximadamente entre 1555 e 1605, e foi atualizado com figurino e gestos refinados , só homens dançam.

ADAVU

A posição dos pés em todos os movimentos é realizado com a borda dos pés, E cada gesto é executado com saltos e giros.

Kuchipudi
Sendo uma das sete principais formas de dança clássica da Índia, o Kuchipudi na sua originalidade é o único estilo que incorpora todos os três elementos de dança pura (Nritta), dança expressional (Nritya), de dança teatro (Natya) e dá a mesma importância aos quatro aspectos de expressão: corpo, fala, traje & maquiagem e expressões faciais (Angikabhinya, Vachikabhinaya, Aharyabhinaya & Sattwikabhinaya).


ADAVUS

As pernas são flexionadas e movimentam para cima e para baixo .

BLADE RUNNER

Ontem vi uma senhora grávida no último lugar num caixa de auto-atendimento, eu estava numa posição privilegiada na fila e estava lend...