quarta-feira, 29 de junho de 2011

Programa

Depoimento
do Professor/Doutor
Reinaldo Machado,
da Faculdade de Arquitetura
e Urbanismo da Universidade
de Brasília, UnB.


" Não faz muito tempo. Maria foi minha aluna
na disciplina de teoria das artes no curso
de pós-graduação da Faculdade de Arquitetura
e Urbanismo da Universidade de Brasília.
A turma era hetereogênea: alguns alunos arquitetos,
um licenciado em educação artística, um bacharel
em História e ela. Visando aproveitar os diferentes saberes
ali reunidos solicitei como trabalho escolar que cada qual
elaborasse uma apresentação baseada em suas vivências
anteriores no campo artístico. Maria dançou, na pequena
praça em frente ao centro acadêmico, lugar de trânsito
dos que se dirigem para a próxima aula, onde permanecem
os que descansam, namoram ou discutem a política
estudantil em toscos e velhos sofás. Pouco a pouco,
a faculdade agitada e ruidosa naqueles momentos
de intervalo entre aulas, silenciou. Paradoxalmente, como se
fora som, o silêncio, foi-se propagando pelas salas vizinhas
e atraindo alunos, professores e servidores que
se acomodavam como podiam para apreciar a beleza que
acontecia inesperada num lugar inadequado! Que sabíamos
nós, meus alunos, colegas e eu, da dança indiana para
apreciar a arte que se realizava naquele momento?
No entanto, ainda que incapazes de uma apreciação
judiciosa, todos fomos envolvidos pela verdade profunda
que emanava das mãos, dos olhos, do movimento do corpo
da dançarina. A opacidade pesada da matéria dava
passagem ao espírito que a conduzia e nos reunia num
espaço e num tempo além da contingência concreta
do cotidiano. Isso aconteceu e eu me lembro,
para confimar John Keats: Um instante de beleza é uma
alegria para sempre. (Endymion, em tradução livre) ” .


O programa do meu espetáculo é o meu pré-projeto de mestrado que será na arquitetura, divulgo aqui esse depoimento porque acho sim importante a pesquisa , mas claro que não me importo com o extranhamento de ser uma atriz, que dança, que vai fazer mestrado na arquitetura, prefiro ser completa do que perfeita, eu busco a inteireza.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

dança

video

Significante do corpo

Treinamento pessoal de Mirabai


Psiquismo categoria mediadora entre o exterior e o interior

Relação do corpo com a percepção

Possibilidade do dançarino descrever a acessar a sua organicidade e manipular a sua prórpia energia

Descrição da energia consiste em registrar no corpo da dançarina as informações adquiridas
Reconstruir os deslocamentos energéticos e posição geratriz

Dramaturgia simbólica

Semiótica do corpo

Diálogo com a fotografia , arquitetura , artes visuais, cinema
Enfase no trabalho corporal

dançarina como criadora

processo, obra inacabada , assimilação e transformação

Dramaturgia de contrastes, assimilação das diferenças ,contratstes, num terrtório fronteiriço eu e o outro, externo e interno, dança e teatro. corpo e espírirto, oriente e ocidente,tradição e inovação, disciplina e expontaneidade, transita a possibilidade transcendente da atriz-dançarina .

A expressão do sagrado



Apesar das inúmeras pesquisas acadêmicas sobre o processo e as particularidades inseridas em determinada cultura, inúmeras pesquisas de campo, dissertações de mestrado e teses de doutorado , ainda percebo uma certa dose de pré-conceito sobre as danças populares e as consideradas eruditas. A academia traduzindo balé clássico e a dança contemporânea ainda não assimilaram o caráter artístico e técnico das danças orientais , consideradas místicas.
Há anos tento, atavés das minhas demonstrações de trabalho, mostrar o meu processo de pesquisa , afirmar que intuição e razão caminham juntas e que a espiritualidade atua na minha dança, mas não exclue treinamento sério e muita dedicação e estudo, não "baixa o espírito santo", como dizia um antigo diretor que conheci, não existe espiritualidade sem treinamento , até um caboclo do interior , um folião da folia de reis por exemplo, precisa aprender com a sua tradição, que vem de uma linhagem ancestral, bate o pé na terra batida, está familiarizado com os signos e a tradição arquetipica que fazem parte do fortac
lecimento da sua cultura. Estamos em plena globalização, nunca as minorias tiveram tanta voz, e nunca foram tão dizimadas pela rolo compressor da cultura dominante que impõe uma cultura sobre as outras.Essa supremacia incentivada pela mídia que visa lucro e nunca profundidade e identidade.
Temos a Etnocenologia que estuda e investiga o saber desenvolvido em determinada cultura, como se celebra os nascimentos, chora-se os mortos e casamentos, colheitas, porque sempre foi assim, desde os tempos remotos.
Mas a civilização branca moderna acredita que academia e espiritualidade não podem caminhar juntas , só importa o conceito, a legenda. No momento em que eu neta de sanfoneiro, que nasci numa cidade chamada centro do meio, interior do Maranhão, morando em Brasília, me aproprio de uma técnica extranha à minha, tenho que batalhar dobrado para provar o valor dessa simbiose e que o Brasil também dança os seus deuses , afinal o que é a folia de reis? A guerra entre mouros e cristãos ,e o que é o Mahabharata épico que narra uma guerra! Eu já li vários tratados sobre as danças brasileiras a influência européia , a quadrilha que tem a sua origem no "minueto" , olhar o ser humano com a sua necessidade de se explicar aqui, através de seus sígnos, símbolos e mitos. Agora acreditar que uma balarino clássico é melhor conceituado do que uma dançarina que buscou por exemplo dominar a técnica da dança do ventre, ou dança clássica Indiana é fechar demais o alargamento das frenteiras da dança e do teatro . Devemos a vários encenadores do século xix e xx através de suas viajens , mente aberta para o novo , que incorporaram em seus treinamentos técnicas do oriente. O que seria do teatro sem as pesquisas de Grotowiski e o "teatro pobre", o ator como centro do processo criativo? Antonin Artaude sem a metáfísica e o teatro da crueldade, sem o seu forte contato com a dança teatro de Bali? Eugênio Barba e a antropologia Teatral? Kazuo Ono e o Butho? Pina Bausch! Foi uma grande artista Alemã corégrafa e bailarina conhecida mundialmente principlamente por contar histórias enquanto dançava, e quando eu conto histórias dançando como na Dança clássica Indiana todo mundo acha extranho! Ela em suas coreografias contava histórias pertencentes à cidades de todo o mundo, já que retirava de suas tornés ideias para os seus espetáculos e do universo particular dos seus bailarinos, dança-teatro, na dança clássica Indiana não há distinção entre teatro e dança , são linguagens que se manisfestam em uma única performance.
Existem princípios comuns e não sou radical, Antõnio Nobrega realiza muito bem essa simbiose entre o erudito e o popular e muitos artistas espalhados pelo mundo.


quinta-feira, 23 de junho de 2011

EM BUSCA DE UM TEATRO ESSENCIAL

Cena do espetáculo“Salt”. No detalhe, Eugenio Barba


Roberta Oliveira

Odin é o nome de uma divindade pré-cristã escandinava. Mas também é nome do grupo criado há mais de 40 anos pelo diretor italiano Eugenio Barba e que, como ele mesmo diz, já faz parte dos livros de história do teatro. Sediado na pequena cidade de Holstebro, na Dinamarca, o Odin Teatret esteve pela última vez no Rio, em 1996, trazendo o espetáculo “Kaosmos”. E está de volta. Desta vez para o Teatro 3 do Centro Cultural Banco do Brasil, dentro da Mostra Internacional de Teatro, que acontece entre os dias 16 e 26 de junho. As duas sessões, que seguem às feitas no Filo (Festival de Teatro de Londrina), trazem os atores Roberta Carreri e Jan Ferslev falando de amor.

De que maneira a infância na Itália ainda é uma influência? O senhor já pensou em voltar?

EUGENIO BARBA: A infância vivida numa vila de pescadores no sul da Itália teve uma profunda influência na minha sensibilidade e na minha visão da vida. Ainda está viva em mim a memória daquela pobreza logo depois da Segunda Guerra Mundial, da minha família, em que várias gerações conviviam, e da variedade de tradições populares e religiosas — procissões, cantos, festas e cerimônias — de que participei. Deixei a Itália em 1954 e não tenho intenção de deixar a Dinamarca.

Se pudesse escolher, quais seriam os encontros mais importantes da sua vida? O encontro com Grotowski foi fundamental? Como?

BARBA: Profissionalmente, Grotowski marcou radicalmente a minha maneira de ver, pensar e fazer teatro. Encontrei o diretor na Polônia, onde estudava teatro. Tínhamos a mesma idade, e ele ainda era desconhecido. Dirigia um pequeno teatro do interior com seis atores. Com ele vivi durante três anos a transformação daquele teatro, em que montavam textos de vanguarda, em uma prática em que a arte do ator, a interpretação do texto, a relação com o espectador mudaram radicalmente. Sem saber, estava participando do nascimento do Teatro Pobre, que teria incendiado a imaginação e alimentado as necessidades de toda uma geração pós-68. Outras pessoas também foram fundamentais para mim. Emigrei da Itália para a Noruega e por alguns anos trabalhei como operário numa oficina. Vinha de uma família de classe média. De repente, estava mergulhado no mundo operário, além de tudo dentro de uma cultura escandinava, tão diferente da minha. As referências foram Eigil Winje, dono da oficina, Fridtjov Lehne, jornalista do partido comunista norueguês, e o pintor Willi Midelfart, que me levou ao mundo da arte.

Por que escolheu a Dinamarca para formar o Odin Teatret? Sofreu preconceito por ser estrangeiro?

BARBA: Fundei o Odin em 1964 em Oslo, na Noruega. Dois anos depois, em turnê pela Dinamarca, a pequena cidade Holstebro, desejosa de começar uma política cultural, propôs de eu ir para lá. Foi assim que nosso teatro se transferiu e virou teatro-laboratório. No início, a população local reagiu com hostilidade à nossa atividade, recusou-a e criticou prefeito e políticos que tinham nos convidado. Esta reação era causada por questões estéticas. Holstebro tinha só 18 mil habitantes e ficava numa região isolada, longe das grandes cidades e sem tradição teatral. O Odin se apresentava com espetáculos diferentes daqueles reconhecíveis no teatro. Além disso, os espectadores não entendiam que os nossos atores não eram dinamarqueses, que vinham de todos os países escandinavos. Fomos obrigados a inventar uma outra maneira de contar teatralmente uma história, conscientes de que os atores não tinham a mesma língua dos espectadores.

Qual foi a viagem mais importante que fez? Qual sua relação com o Brasil e com os atores brasileiros?

BARBA: Tinha 18 anos quando deixei a Itália por puro espírito de aventura. Sinto que minhas raízes se firmam na viagem, seja no espaço quanto no tempo, quando me coloco mentalmente em outras épocas e regiões. Sem dúvida existem experiências traumatizantes: a primeira viagem de carona que fiz aos 16 anos, em 1953, através de uma Europa ainda destruída pela Segunda Guerra Mundial, o meu trabalho por 18 meses como marinheiro num navio mercante norueguês. Tinha 20 anos e visitei a China e o Japão. Conheci o Brasil muito tarde, em 1986, graças a Luis Octavio Burnier, jovem diretor talentoso e criador do Lume, de Campinas. Foi ele quem levou o Odin pela primeira vez ao Brasil. Viajamos juntos estudando as manifestações culturais brasileiras. Muitos dos meus amigos no Brasil eu os conheci através dele: Aderbal Freire-Filho, no Rio; Paulo Dourado, em Salvador; Nitis Jacon, em Londrina; e Marcelo Beré, em Brasília. Conheci muitos atores e diretores brasileiros. Hoje, um dos professores da Ista (International School of Theatre Anthropology) é Augusto Omolú, de Salvador.

Às vezes, vocês levam mais de dois anos para criar um espetáculo. Por quê? Qual o seu método?

BARBA: No início, tanto eu quanto os atores não tínhamos experiência, portanto tivemos que nos preparar profissionalmente enquanto ensaiávamos. Isso mudou a nossa relação com o trabalho. É importante ter a sensação de que cada espetáculo é um novo Himalaia, uma montanha altíssima que precisa ser escalada, e que exige o máximo dos nossos recursos. E, para mim, isso leva tempo. É preciso levar em conta que os atores do Odin estão comigo no mínimo há 15 anos, alguns há 30 e outros há 40. Nos primeiros espetáculos, o nosso esforço era aprender, superar os obstáculos técnicos. Depois, com a experiência, o esforço consiste em fugir do que já se conhece, lutar contra a próprio espontaneidade, ou seja, contra os próprios maneirismos e hábitos. É preciso tempo para dominar estas duas situações contrárias: aquela de incorporar uma técnica e depois esquecê-la. Cada processo deve ser diferente, para evitar a repetição.

Como definiria o Teatro Antropológico para um leigo? Acha que o Odin influenciou o teatro? Como?

BARBA: Nunca falo de teatro antropológico, mas de antropologia teatral. É uma ciência pragmática que estuda as bases técnicas do ator a partir de um processo comparativo. Esta atividade de investigação comparativa acontece na Ista, que fundei em 1979 e que realiza sessões internacionais de trabalho. O Odin existe há mais de 40 anos. Foi um dos primeiros grupos na Europa que impôs outro processo de trabalho, uma relação diferente com o público, que criou espetáculos que hoje se estudam nos livros de história do teatro, que criou uma visão de pedagogia alternativa, que demonstrou ser possível desenvolver uma pesquisa numa pequena cidade, e que usou o teatro como moeda de troca, ou seja, como uma maneira de relacionar um grupo de teatro com uma comunidade. Esta atividade diversificada, esta prática de um teatro-laboratório, atraiu muitas pessoas. Odin faz sentido para elas.

Qual é o lugar do teatro experimental hoje? Num mundo cada vez mais rápido, em que televisão e cinema têm cada vez mais espaço?

BARBA: Não existe um único modelo de teatro hoje. É preciso falar de um sistema ecológico de teatro que inclui desde o pequeno grupo do interior até os grandes teatros nacionais, desde os espetáculos comerciais até os projetos que duram apenas um dia, das performances ao teatro político. Esta variedade mostra que o nosso ofício é capaz de encontrar soluções adequadas em vários contextos, apesar do desenvolvimento de outras formas tecnológicas de representação. A televisão e o cinema não apagaram o teatro. Pelo contrário, todas as estatísticas mostram um aumento do número de espectadores. A prova da presença e da vitalidade do teatro na sociedade contemporânea é dada pela contínua procura de jovens que vêem o teatro como prática pessoal de liberdade de expressão e de ação social. É só pensar em quanto teatro vem sendo feito nos bairros pobres, nas cadeias, nas escolas, para não falar do teatro africano inspirado por um artista brasileiro: Augusto Boal.

Hoje, vocês têm 20 espetáculos em repertório. Por que escolheram “Salt” para vir ao Brasil?

BARBA: É importante para mim mostrar cada espetáculo novo nos países em que o Odin já esteve. “Salt” é um dos mais novos trabalhos do grupo, no qual Roberta Carrieri e Jan Ferslev trabalharam por mais de cinco anos. Precisava ser visto pelos brasileiro que têm acompanhado o trabalho do Odin.

O Odin veio outras vezes ao Rio. Quem viu as peças anteriores vai sentir alguma diferença no Odin?

BARBA: Como dizia antes, a cada começo do ensaio, temos necessidade de encontrar pontos de partida e condições concretas para não recair nos nossos clichês e maneirismos. Portanto, também em “Salt” o nosso método de trabalho foi diferente dos outros. Cabe ao espectador perceber estas diferenças.

É um espetáculo para poucas pessoas. Qual é o número ideal de espectadores? Como decidem isso?

BARBA: Foi cientificamente provado que a nove ou dez metros de distância o impacto da presença do ator sobre o espectador diminui. A uma distância acima desta o espectador percebe tudo, mas o seu sistema nervoso não reage aos impulsos físicos do comportamento do ator. Por isso, procuro criar peças onde atores e espectadores interagem de forma próxima. Com isso, só posso ter um número limitados de espectadores, que, segundo a disposição no espaço, pode chegar até 150. Quantitativamente, é uma desvantagem para o teatro, quando se compara, por exemplo, com o cinema. Por outro lado, a presença dinâmica e a relação viva entre ator e espectador constitui a identidade e a força do teatro. Num mundo cada vez mais tecnológico e virtual, a saudade da relação humana garante que o teatro não vai acabar.

(© O Globo)

Mostra de teatro estréia com pé direito

Em sua primeira edição, em parceria com o Festival Internacional de Teatro de Londrina (Filo), a Mostra Internacional de Teatro leva aos teatros 2 e 3 do Centro Cultural Banco do Brasil, entre os dias 16 e 26 de junho, quatro atrações. A principal delas é “Salt”, do diretor Eugenio Barba. É um espetáculo livremente inspirado no romance “Está ficando tarde demais”, do também italiano Antonio Tabucchi, em que Roberta Carreri empreende uma viagem pelo Mediterrâneo em busca do amado.

Entretanto, quem abre o MIT é a dançarina e coreógrafa japonesa naturalizada americana Maureen Fleming. Ela traz ao Brasil o solo “After Eros”. Com trilha sonora de Philip Glass, interpretada ao vivo pelo pianista Peter Phillips, e texto de David Henry Hwang, a coreografia conta o mito de Eros e Psique.

Atores russos criam instalações de corpos vivos

O evento internacional segue, entre os dias 21 e 23, com “White cabin”, espetáculo multimídia do russo Akhe Group. O ambicioso objetivo da companhia é levar ao palco o que acontece na mente e na alma dos espectadores. Para isso, eles se valem de pinturas, fotografias e vídeos. Por meio destas manifestações artísticas, eles criam instalações de corpos vivos que tocam em assuntos que já suscitaram polêmica, como a morte, não só física como a de um país, a da cultura ou a da alma.

Antes das duas sessões da grande atração, “Salt”, os espectadores poderão assistir a “Gemelos”. Baseada no romance “O grande caderno”, da escritora húngara Agota Kristof, a peça conta a história de duas crianças que vivem durante a Segunda Guerra Mundial. Laura Pizarro e Juan Carlos Zagal, dois dos três atores em cena — o outro é Diego Fontecilla — faziam parte do grupo chileno La Troppa, que os brasileiros conhecem por peças como “Pinocchio” e “Viagem ao centro da Terra”. Desta vez, eles dão vida a personagens que parecem brinquedos gigantes, enquanto o cenário e os figurinos dão ao espetáculo um visual de história em quadrinhos.

(© O Globo)

"TEMPOS MODERNOS"

Sou voluntária de uma ONG que tem como missão ajudar e promover conforto emocional e saúde mental a pacientes com depressão e pessoas...