sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

NÓ NA ALMA





Nó na alma


Vivemos no apogeu da era das" fogueiras das vaidades, a embalagem parece que vem em primeiro lugar, antes de qualquer coisa temos que ter um produtor para vender nossa idéia,ou nossa alma. Gostaria de simplesmente refletir e materializar o que sinto através de minha dança. Ganhar patrocínio pode ser uma roubada se você não tem a malícia de fazer um contrato, os membros de sua equipe podem sair do projeto mesmo tendo recebido o dinheiro sem a menor dor de consicência , deixando o "abacaxi" nas mãos do proponente. Hoje temos que primeiro ter muita estratégia desde a produção , prestação de contas e a linguagem em si. No entanto ninguém te ensina isso, ou você aprende em um curso ou aprende levando muito "cano".E o artista se encontra sozinho se está "começando", porque se você não aparece na mídia, está sempre "começando".
Não basta ter talento, é necessário um trabalho intenso consigo mesmo, e da arte que se quer exercer, para se manter íntegro, sem ser lobista, ou sem identidade , reproduzindo o que o mercado quer sem inovação, sem pesquisa.
Eu desejo uma arte que esteja onde o artista está, mas aquele artista que se joga de corpo e alma para que sua arte seja uma contribuição para a história, para um mundo melhor, ou para uma única pessoa que seja. que a sua procupação seja com a sinceriade de um movimento, com a linguagem e a criação de uma proposta inovadora.

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